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Tokio Rose foi um nome usado por várias bandas no universo rock pesdo.

O Tokio Rose que iremos comentar nesse review é o que foi formado na cidade de Cardiff (País de Galles) em 1981, e é chamado Tok-io Rose.

“Bad Girls” tem alguns chiados na sua gravação.  Essa música possui riffs pesados e estrutura de um típico Heavy Tradicional.

O destaque vai para o baixo, pesado e pulsante, além de algumas harmonias vocais muito interessantes no refrão, mas no geral, não acrescenta nada de novo.

Já “Desperate Situation”, é o que eu costumo chamar de “música agradável”.

Ela é mais puxada para o Hard Rock, com um refrão e musicalidade mais acessíveis.

O baixo mais uma vez comanda, e o curto solo também é interessante, muito bem encaixado e comedido, o que é a palavra que define bem essa agradável música.

Uma mistura de Hard e Heavy que acabou sendo bem mais interessante que o lado A desse single.

Chegando ao final dessa audição, eu não vou afirmar que foi uma tragédia o Tok-io-Rose ter deixado de gravar um álbum completo, até porque com essas duas únicas músicas não deu pra avaliar muito bem, mas se eles tivessem lançado um álbum completo, com certeza seria um bom disco.


Imagens:


Lista de Músicas:

1.Bad Girls (03:48) 7,75
2.Desperate Situation (04:43) 8,0


Tempo total: 08:31


Nota:
8,00


Formação:

Chris Moore – Vocal
Rob Skrines – Guitarra
Martin Slade – Guitarra
Tony Godwin – Baixo
Les Foster – Bateria


Fatos e Curiosidades:

- Em 1983 a banda lançou uma demo independente contendo as músicas “Whispered Anticipation” e” Bad Girls”, que permanecem inéditas até então.

- O Tok-io Rose é uma das bandas que usufruiram de temáticas orientais, junto com outras bandas da New Wave como Shogun, Tokyo Blade, Genghis Khan, Samurai e outras.

- Antes de se unir ao Tok-io Rose, o baterista Les Foster tocava no Jaguar, banda que lançou em 1982 o seu debut álbum “Power Games”, um pouco depois da saída de Les.

- Além do Tok-io Rose também existiram duas bandas chamadas Tokyo Rose, sendo uma da Suécia que lançou uma demo em 1984, e o Britânico que lançou o Pure Overkill em 1983, sem contar outras bandas com o mesmo nome, mas que não tocavam rock pesado.

- Mal Skrines, irmão de Rob Skrines, foi o produtor da banda Preyer, quando eles se reuniram em 2005.

- Em 1988 Moore tentou reformar o Tok-io Rose, e inclusive chegou a gravar novas demos na Alemanha junto com Carl Sentance, ex Persian Risk. Além de terem produzido novas músicas, eles regravaram a música “Jane” do Persian Risk, fizeram muitos shows (incluindo sendo a banda principal no Marquee em Londres), e também gravaram alguns vídeos.


Creditos:
Por
Victor Kataóka.

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Vinda da cidade de Nottingham, o Radium foi mais uma Single Band da New Wave, e que lançou apenas um single contendo 3 músicas.

A banda fez muitos shows, que foram viabilizados pela East Midlands Band Co-Perative.

A seguir, você irá conferir o review das três únicas músicas lançadas pelo Radium, que estão acompanhadas de um bônus (uma música da banda que foi coverizada décadas mais tarde), e também irá saber o que foi a EBMC.

A pauleira “Angel Of Fear” tem um riff pesado e nervoso, e a sua péssima gravação a tornou ainda mais pesada.

As guitarra base conseguem imprimir muito peso, e a guitarra solo manda riffs excelentes.

O baixo contribui muito para essa atmosfera, já a bateria acabou saindo meio abafada, e vou além, se a bateria tivesse sido bem gravada, com a qualidade dos dias de hoje, essa música seria uma paulada maior ainda.

No geral ela é bem retona, talvez um dos Heavys mais diretos e pesados que eu já escutei em se tratando de Single Bands da New Wave.

Ela não tem muita melodia, é aquela sonoridade meio tensa, o que os vocais de Kev Healey tem sua parcela de culpa.

O que eu gosto mais nessa música são os riffs da guitarra solo, animais!

Resumindo, a caótica “Angel Of Fear” é um Heavy Metal Tradicional reto, pesado e direto, quase Thrash.

A balada “Dusty Road” é o oposto da sua antecessora.

Ao que tudo indica essa gravação é ao vivo, e aqui já temos uma sonoridade limpa, com um Kev Healey realmente cantando, e não apenas balbuciando alguns versos.

Balada muito bonita, com uma atmosfera bem melancólica, e de tão boa, não teve sua qualidade ofuscada pela gravação.

Mais uma vez destaco o bom trabalho nas guitarras, mas todos os músicos no computo geral fazem um belo trabalho.

Finalizando, temos “Making Changes”, que começa seguindo a linha de “Angel Of Fear”, mas então ela vai ficando cada vez mais técnica.

Aqui a batera mais uma vez carece de uma melhor gravação, mas só por esse começo da pra notar que os músicos eram bem técnicos.

O início de “Making Changes” segue bem a linha do Rush, só que metalizado. Da agonia escutar essa bateria tão baixinha, enquanto o baixo caminha livre, seguido das ótimas guitarras, que mandam riffs muito bem sacados.

“Making Changes” tem uma veia prog muito interessante, e os vocais só aparecem no fim da música, mas compensam a espera porque são muito bem encaixados, dando um dinamismo muito eficiente a mesma.

Na hora que entram os vocais acompanhados pelas linhas do baixo eu me empolgo, aqui é um rock and roll dançante de primeira meu amigo, pena que acaba rápido, logo depois do ótimo solo!

Chegando ao fim dessa audição, para mim fica evidente que o Radium era uma banda com muita qualidade e merecia ter gravado seu álbum full lenght.

Como o H2R sempre oferece algo a mais, também incluo nesse review a música “Angel of Fear”, na versão da banda Roxxcalibur, que com muita dignidade e fidelidade ao Heavy Metal, decidiu coverizar essa obscura música, demonstrando que o Heavy Metal Tradicional é de longe, o estilo que tem os fãs mais apaixonados e fiéis.

Eles mantiveram o peso, mas gravaram com uma bateria decente, além do que as guitarras ficaram tão boas quanto as originais, o que é louvável.

No geral, a versão do Roxxcalibur ficou muito boa, e porque não melhor, é como a do Radium, só que bem gravada!


Lista de Músicas:

1. Angel Of Fear (02:55) 8,25
2. Dusty Road (05:08) 8,75
3. Making Changes (03:48) 9,0


Tempo total: 11:51

Bônus:

4. Roxxcalibur – Angel Of Fear 8,50


Escute as Músicas


Nota: 8,5


Formação:

Kev Healey – Vocal / Guitarra
John Vaites – Baixo
A. Meehan – Guitarra
Tonka – Bateria


Fatos e Curiosidades:

- Apenas 500 cópias do Single Through The Smoke foram prensadas.

- Em 2006, foi vendido uma cópia desse Single no eBay por pouco mais de 300 dólares.

- Em 2009, saiu no álbum NWOBHM for muthas uma regravação da música “Angel Of Fear”, feita pela banda Roxxcalibur.

- O baterista Tonka saiu para formar o Chinawhite, e posteriormente o Chaingang.  Alguns anos mais tarde ele faria um acordo com Warner Chappell para fazer parte da equipe que cuidava dos negócios do Iron Maiden, mas acabou não conseguindo um contrato para gravação de um álbum da donzela. Em 1996, Tonka se juntou a banda Wraith.

- Kev Healey e John Vaites posteriormente formaram o Jackyl.

- O Radium fez parte da legendária “EAST MIDLANDS BAND CO-OPERATIVE”

- A “East Midlands Band Co-Perative” foi uma cooperativa na NWOBHM muito interessante. A idéia partiu da banda Palalex, que aplicava todo o seu dinheiro arrecadado nos shows na própria banda, e que para viabilizar mais shows e diminuir os custos do mesmo, fizeram uma “parceria” com a banda Avalon, dividindo o palco com os mesmos.

- Logo, a EBMC foi uma cooperativa formada pelas bandas Paralex, Radium e a Race Against Time, do frontman Dave Halliday, que era uma banda muito carismática.

- A turnê com as três bandas era extremamente benéfica para ambas, pois assim eles podiam tocar em lugares que dificilmente conseguiriam tocando sozinho, e os custos eram divididos entre eles.


Creditos:
Por
Victor Kataóka.

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Vinda da cidade de Middlesex e formada em 1984, o Orion foi mais uma Single Band da New Wave que ficou esquecida com o tempo.

A seguir, a resenha das duas únicas músicas lançadas pelo Orion, banda que além de ter o azar de ser uma Single Band, reza a lenda, também fez poucos shows, pois ninguém se lembra deles.

“Insane In Another World” é puro rock progressive. Ela começa de forma serena, mas com pouco menos de 1 minuto fica agitada, com um ar meio até meio pop, mas eis que a o início sereno é retomado, e toda aquela viagem, aquela atmosfera prog é retomada.

Mais uma vez ela fica agitada, e após isso vai ficando melosa, volta as viagens progs (que eu sou fissurado), e na última volta a agitação, surge o solo, de forma magistral, até parece que é o Queen que está tocando.

O final “pop” estilo rock dos anos 60 também foi muito bom.

Com certeza uma das faixas mais interessantes da New Wave.

“Storm” é uma balada mais puxada pro hard, mas ainda com uma atmosfera muito bem trabalhada, baixo soltíssimo e do meio pro fim, com a entrada do solo, ela ganha um pique muito bom.

Toda a banda da um show, uma espécie de rock and roll metalizado de muito bom gosto.

E o final também é tesão.

Depois de analisar essas duas músicas, eu digo sem sombra de dúvidas, que se o Orion mantivesse essa veia progressiva, ele poderia ter feito um dos álbuns mais interessantes da New Wave.

Mesmo que eles tivessem apostado em músicas como “Storm”, o resultado também seria excelente.

Doi na alma escutar duas músicas bacanas como essa e saber que não existe um full lenght.

Finalizando com uma curiosidade… Será que eu sou a única pessoa a achar a voz de Mike Ryde extremamente parecida com a de Mike Olivieri, vocalista do Leather Wolf e que também tocava guitarra?


Lista de Músicas:

1. Insane In Another World (04:16) 9,25
2. Storm (02:56) 8,5


Tempo total: 07:12


Nota:
9,00


Escute as Músicas


Formação:

Mike Ryde – Vocal Guitarra
Al Risk – Guitarra
Jay Ryde – Baixo
Pete Andrews- Bateria


Fatos e Curiosidades:

- A formação original continha o guitarrista Ken Tilley e Simon Ward no baixo, mas ambos saíram para o Deuce, de Nottingham, em 1984.

- Com a baixa, tiveram que convocar Al Risk e Jay Ryde, e então gravaram o single.


Creditos:
Por
Victor Kataóka.

 

 

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