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“Strong Arm Of The Law” é a prova de que o ano de 1980 foi o ano do Saxon. Esse disco foi lançado apenas alguns meses depois do não menos clássico “Wheels Of Steel”.

É considerado um dos discos que compõe a fase mais criativa, o “auge da banda”.

A seguir, a resenha do “irmão” de Wheels Of Steel, o clássico “Strong Arm Of The Law”.

 

Um som de chuva abre o disco e a música “Heavy Metal Thunder”.

Com 3 segundos, eu já estou todo arrepiado, pois sei o que me espera.

Em minha opinião, depois da música “Black Sabbath”, é de Heavy Metal Thunder, o 2º lugar na lista “mais clássica entrada com barulho de chuva dentre as músicas de Heavy Metal”.

Uma entrada fulminante, como um trovão, poucas vezes foram ouvidos uma entrada com uma sequência tão sincronizada e matadora como essa.

Hoje essa entrada pode ser um grande clichê no Metal, mas o Saxon, em 1980 foi um dos pioneiros.

Aliás, quem imaginaria que uma música como essa seria concebida em 1980?

As guitarras, a bateria marcando o tempo e acelerando, e a volta de um dos riffs mais matadores do Metal.

A forma de cantar que Biff Byford impôs nessa música, com uma voz bem firme, do jeito que a música pediu, pode ser considerada uma das performances mais acertadas desse vocalista.

Ao mesmo tempo em que ele canta “se impondo”, ele também consegue envolver muito sentimento, e é por isso que ele é um vocalista inconfundível.

Apesar de ser “retona”, provavelmente uma das músicas mais retas e diretas do Saxon, as pessoas tem a impressão que ela não tem “balanço”, que é totalmente o contrário de uma música dançante… Ledo engano. É nítida a orientação para “bater cabeça”, marcada pelo riff principal, nas as linhas de baixo, que sempre acabam ficando em 2º plano na memória das pessoas, em detrimento dos riffs, mas que são fundamentais para fazer essa música perfeita, dando um ritmo muito bom para “Heavy Metal Thunder”, até mesmo dançante, por que não?

Energia. Eu diria que essa música é energia pura, boa para malhar na academia, boa pra treinar no jiu-jitsu, boa para escutar no carro, saindo atrasado de casa (e batendo o carro), e boa até pra transar (hora se não).

O ápice de “Heavy Metal Thunder” se dá aos 2 minutos, quando entra um dos melhores solos do Saxon.

Matador, clássico, totalmente Heavy Metal Tradicional, e ainda com muito sentimento.

Eu vou além, e digo que Heavy Metal Thunder reúne uma quantidade absurda de clichês de todo o Metal.

Escutando hoje, em 2011, ela pode não soar tão pesada, pois qualquer um monta um estúdio caseiro em casa e deixa sua música com um barulho daqueles.

Mas “Heavy Metal Thunder”a não precisou do estúdio para soar pesada, tanto é, que mesmo as músicas mais pesadas dos últimos discos do Saxon, ainda não soam como ela, pois essa música, sendo uma das mais genuínas formas de expressão do Heavy Metal Tradicional, tem o peso na sua alma.

O peso na sua alma! Nunca esqueçam disso!

Um verdadeiro clássico do Metal.

Também acho importante frisar que as ótimas linhas de baixo perderam um pouco de espaço na versão remasterizada.

E para finalizar, “Heavy Metal Thunder” é uma das pioneiras em matéria de Speed Metal, apesar deu não achar que ela se encaixe nesse termo, pois “Heavy Metal Thunder” é acima de tudo, uma genuína música de Heavy Metal Tradicional, e ainda digo mais, ela foi uma das primeiras músicas do mundo a usar o termo Heavy Metal, que isso fique bem claro.

O ouvinte não tem tempo para recuperar o fôlego e já entra em cena outro clássico: “To Hell And Back Again”.

Tão rápida e pesada quanto a sua antecessora, com uma letra nervosa, cheia de riffs matadores, e ainda mais melódica.

Uma das entradas mais lindas do Metal. Adoro o jeito como entram as guitarras e o baixo.

A linda melodia dessa música se completa e encontra na voz de Biff, que também não se faz de rogado nas partes pesadas.

Um dos maiores clássicos do Saxon e uma das melhores atuações de Biff.

Quem diz que esse cara não tem um vozeirão, está precisando escutar muito som.

Para o leitor de alma formada e ouvidos bem treinados, esse encontro perfeito do peso e da melodia, fazem o Heavy Metal Tradicional ser em sua essência, essa música tão apaixonante que a maioria dos Headbangers vão escutar até o fim de suas vidas.

Força e paixão. O peso não anula a melodia e vise versa.

O destaque pra mim é o baixo, eu sempre chapo no baixo quando escuto “To Hell And Back Again”.

Mais uma aula e podemos passar adiante.
A música que deu nome ao disco, “Strong Arm Of The Law”, tem uma levada mais gingada, com mais groove, aqui é o lado Rock and Roll do Saxon.

Grudenta, e com todos os elementos para torna-la marcante. É preciso lembrar que o seu refrão é provavelmente um dos mais populares da banda.

Ela é o tipo de música que fica martelando na sua cabeça. Um tipo de som que o Saxon também era mestre em fazer.

Essa é a “veia rock and roll” do Saxon.

A letra é mais uma glorificação da banda para o som que eles representam.

A 4ª faixa, “Taking Your Chances”, é cheia de groove e alia mais uma vez o peso a melodia, apesar de que o seu início, antes da entrada do solo, também tenha forte presença de uma sonoridade mais rock and roll.

Essa música ainda tem uma levada bem contagiante, principalmente pelas ótimas linhas de baixo, o que se dá até a entrada do solo, aonde ela vai retomando seu peso, aqui eu digo que já estamos diante de um rock and roll de primeira, que está trajando uma roupagem Metal.

Imaginem os Beatles, tocando ela nos anos 60, daquela forma? Seria um clássico!

O segundo solo é belíssimo, e ao que tudo indica, essa música fala de relacionamentos, mas sem ser de uma forma clichê.

O solo é excelente, e os riffs são bem básicos. O destaque mesmo é a melodia, muito boa, contrastando com o peso que vai tomando forma no finalzinho.

A velocidade volta ainda com mais força em “20,000 Feet”, uma música muito tocada ao vivo pela banda, e que tem uma letra que glorifica bem o sentimento de “liberdade”, tão presente nas letras da banda.

Assim como “Heavy Metal Thunder”, mais um Heavy Metal Tradicional, puro e cristalino.

Riffs fulminantes, e uma levada da batera que não deixa de soar rock and roll, em vários momentos.

Aliás, ela tem uma leve veia Rock and Roll, apesar de ser um autêntico Heavy Metal Tradicional.

Quando “20,000 Feet” chega ao fim, para quem conhece o disco, já começa a entrar no clima de  “Hungry Years”, um rock and roll descarado que é a cara do Saxon.

Finalizando, a letra que fala sobre voar em um jatinho tem tudo a ver com a levada “Speed Metal” de “20,000 Feet”.

Com uma veia blues, “Hungry Years” da uma freada, e em minha opinião, com uma levada sensacional, aqui a banda mostra o porquê de o Heavy Metal Tradicional ser em vários aspectos a evolução do Rock and Roll.

Eu sempre afirmo que em termos de Heavy Metal, ninguém o uniu com o rock and roll de forma tão precisa quanto o Saxon.

Temos o AC/DC e o Motorhead, e logo em seguida o Saxon.

Finalizando, a letra é mais uma ode ao Rock and Roll.

“Sixth Form Girls” começa mais animada que as outras músicas do disco, que até então, eram raivosas e/ou melancólicas.

Mas ela também é bem melódica, e o seu refrão talvez seja um dos mais bonitos da banda.

Uma letra bem AC/DC, exaltando garotas de 16 anos e o efeito que elas causam nos rapazes.

Adoro essa levada rock and roll da bateria, que se fosse gravada de forma alucinada nos anos 2000, não tornariam esse álbum tão especial.

O finalzinho dela eu também acho muito bonito, mais uma das grandes atuações de Biff.

Finalizando, não podemos esquecer o belíssimo solo que a encerra com chave de ouro.

Eu a definiria como uma música extremamente cativante.

Finalizando o disco, temos a épica “Dallas 1PM”.

Ela começa no estilo de “Strong Arm Of The Law”, mas não se engane, ela é melhor, e até merecia ter seu nome estampado na capa mais do que Strong.

Essa é uma daquelas músicas que você vai curtindo mais a cada vez que vai escutando.

Quanto mais escuta, mais vai se afeiçoando a ela e a curtindo.

Essa música fala sobre um grande filho da puta, o presidente Kennedy, mostrando que o Saxon sempre teve letras politizadas, apesar de não serem o tipo de composição mais frequente da banda.

Para todos, o momento mais marcante de “Dallas 1PM” seja na hora que acontecem os tiros.

Acredito que todo mundo que escute essa música fique esperando esse momento.

A melhor música em todos os tempos que já foi feita sobre algum presidente.

Quando eu ainda não podia legalmente dirigir, nunca tinha paciência para essa música e sempre a pulava na coletânea que eu tinha do Saxon… Quando eu estava tomando banho naquela adrenalina e chegava nela, eu ficava puto. Depois, cresci, comecei a escutar som e comer mulher, e passei a amar essa música, largando de ser um completo vacilão! rsrs

Chegando ao balanco final, eu diria que esse disco pode ser considerado um dos melhores da banda, e deixou um legado de no mínimo 3 grandes clássicos: “Heavy Metal Thunder”, “To Hell And Back Again” e “Dallas 1PM”.


Lista de Músicas:

01. Heavy Metal Thunder 10***
02. To Hell And Back Again 10***
03. Strong Arm Of The Law 9,00
04. Taking Your Chances 9,25
05. 20,000 Feet 8,75
06. Hungry Years 8,75
07. Sixth Form Girls 8,75
08. Dallas 1PM 10*


Tempo total: 37:05


Nota:
9,25
Estrelas: 7
Nota Re-Avaliada: 10*******


Formação:

Biff Byford – Vocal
Graham Oliver – Guitarra
Paul Quinn – Guitarra
Steve Dawson – Baixo
Pete Gill – Bateria


Fatos e Curiosidades:

- Strong Arm of The Law estreou na parada do Reino Unido em # 11.

- O lançamento mundial teve a capa branca, mas nos Estados Unidos e Canadá o disco foi lançado com uma capa preta.

- A ordem das músicas também é diferente nos Estados Unidos: Dallas 1pm, Strong Arm of the Law, Sixth Form Girls, Hungry Years, Heavy Metal Thunder, Taking Your Chances, To Hell and Back Again e 20,000 Ft.

- Em 1997 Strong Arm of The Law foi relançado com Wheels of Steel em uma versão de CD dupla, com as seguintes músicas bonus:

9. 20,000 Feet (Live)
10. Dallas 1 PM (Live)
11. Hungry Years (Live)
12. Strong Arm of the Law (Live)
13. Heavy Metal Thunder (Live)

- Em 2009 o disco foi remasterizado pela EMI in 2009 contendo as seguintes músicas bônus:

Studio B15, BBC Session 25th April 1982:
09. 20,000 Ft (3:17)
10. Dallas 1 PM (6:01)
11. The Eagle Has Landed (7:32)
12. 747 (Strangers in the Night) (4:41)

13. To Hell and Back Again (alternate version) (4:47)
14. 20,000 Ft (Abbey Road mix 2009) (4:10)
15. Mandy (early version of ‘Sixt Form Girls’) (3:58)
16. Heavy Metal Thunder (Abbey Road mix 2009) (4:15)

- Reza a lenda que esse disco teve uma influência no discurso de “morte ao falso metal” do Manowar, considerando que o Saxon estava em turnê com o Black Sabbath em 1980, e Joey DeMaio fazia parte da equipe do Sabbath.

- Em 2002 a banda Paragon coverizou “To Hell and Back Again”.

- Em 2011, “To Hell and Back Again” apareceu na versão para Nintendo Wii do jogo NASCAR The Game 2011.


Creditos:
Por
Victor Kataóka.

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Kenny Nicholson foi um grande guitarrista da N.W.O.B.H.M. Ele fez parte da 1ª formação do Black Rose, e entrou para a história ao gravar grandes solos e riffs nos discos das bandas Hammer, Holland e Fast Kutz.

Logo, foram justamente essas três bandas as escolhidas para ceder suas músicas para esse “H2R Apresenta: O Melhor de Kenny Nicholson”.

Essas três bandas, Holland, Hammer e Fast Kutz são extremamente desconhecidas, mas, deixaram gravadas algumas músicas excelentes, então eu acho essa coletânea altamente recomendada para todos os fãs de Hard Rock e Heavy Metal Tradicional.

“Shout It Out” é uma das faixas mais pesadas do disco do Holland. Aqui temos um Hard mesclado com Heavy, bem no ponto. Vibrante, os seus poderosos refrões são idênticos a vários refrões de bandas de Hair Metal da segunda metade da década de 80. O som da bateria também ajuda. “Shout It Out” acerta em cheio os fãs de Hard Rock Oitentista, e ao mesmo tempo não faz feio para os fãs de metal. Uma faixa que agrada gregos e troianos.

Fórmula desgastada, mas que sempre funciona.

“Do It” é a música mais pesada do disco. Aquele riff pesadão do início é foda! Hard e Heavy bem executado, incisivo e polivalente. Finalmente um Hard Rock mais “maxo”. Sempre piro nos riffs de “Do It”, aqui as guitarras voam! E quem pensa que essa música é só peso se engana, pois a melodia é tímida, mas precisa.

Já “Liar” foi à tentativa mais bem sucedida do Holland em mesclar o Hard com o Heavy.Um dos melhores refrões do álbum, e com certeza um dos melhores solos também.

Música de abertura mais adequada que “Caution to the Wind” não existe. Essa música trás uma mistura incrível de Hard Rock com Speed Metal. Sim meus amigos, e essa mistura bizarra funcionou!

Os riffs e o coro arregaçaram, mas o ponto alto é o teclado, que deu um toque classudo para a velocidade que nos é apresentada.

Eu acho essa música genial, ela é rápida, pesada, mas não deixa de soar em momento nenhum refinada, com aquela alma Hard Rock que foi tão presente no disco do Holland.

Em “Hard Hittin’ Woman” a coisa toma outro rumo e o peso entra em cena, a letra é ótima, e aqui temos uma música com riffs autênticos da N.W.O.B.H.M.

Bem metal mesmo, com todos os elementos que a época pede, desde os vocais de apoio, a guitarra dobrada, a paradinha da bateria, os vocais empolgados, aquele clima festivo e etc.

A fórmula pode ser batida, mas eu não consigo enjoar!

“Contract With Hell” é um disco considerado por muitos como clássico, Cult, e etc. Se tem alguma música que fez esse status, sem dúvidas foi “Across the Line”, um épico de 8 minutos, que destila elegância e peso.

Aqui temos um pouco de Whitesnake, um vocal na linha Glenn Hughes, e principalmente, teclados muitíssimo bem encaixados.

Teoricamente, o “Hard Rock” mais puxado para a farofa e/ou AOR não deve ser muito grande, mas “Across the Line” quebra esse paradigma, e de uma forma grandiosa.

A melodia aqui é sensacional, a banda acertou em cheio, em todos os aspectos.

Marty (Doggy) Wilkinson fornece justamente o que a música pede, e Marty Day mostra que a sua pegada mais pesada e ritimada nas baquetas fizeram toda a diferença na música.

Observe com atenção, o grande trunfo de “Across the Line” é justamente o fato de que apesar dela não ter nenhuma grande virada de ritmo, e mesmo se mantendo até o final no ritmo que começou, ela não soa enfadonha em momento algum, e pra mim, isso é algo muito raro de acontecer, visto a sua estrutura musical.

“Burnin’” é quase Speed Metal, e segue a linha do Judas Priest da época. O interessante ao resenhar essa música é mostrar que a qualidade dela é proporcional as falhas na sua gravação. Primeiro que a bateria, que é muito importante aqui, soa totalmente abafada. Segundo que na primeira quebra, quando entra o baixo, o som fica inaudível, o baixo simplesmente some. Os pontos positivos são o bom desempenho do vocal e o solo sensacional de um Kenny Nicholson no seu auge.

“Driving Me Crazy” é outra claramente prejudicada pela má produção. Vejam que entrada fulminante, digna de um Iron Maiden ou Judas Priest. Aqui a meu ver é onde os vocais foram melhores explorados. Essa música é cheia de energia, bem parecida com o começo do Iron Maiden, entre outras bandas.

É uma pena a cozinha ter soado tão abafada, pois nós podemos notar que Paul Fowler e Neville Percival fizeram um grande trabalho.

Destaque? Keith Davison, um monstro nos vocais, o final de “Driving Me Crazy” é simplesmente emocionante.

Um exemplo claro de Heavy Metal Tradicional no seu ápice do feeling aliado ao peso do rock.

“Play With Fire” é mais uma que fala sobre relações entre pessoas e apresenta um Heavy Metal com o selo de qualidade primeira metade dos anos 80. Aprendam crianças, pode não ser uma música clássica, mas ela é um grande exemplo “daqueles metais tradicionais dos anos 80, os anos de ouro do Heavy Metal”.

O que é melhor aqui, a atuação do inspiradíssimo Keith Davison(que as vezes me lembra os vocais de Rock and Roll Rolf, do Running Wild) ou do endiabrado Kenny Nicholson? Deixo a resposta ao leitor, pois essa dupla fez miséria nessa música.

“Fight To Be Free” é considerada a grande música do Fast Kutz, e não é para menos. Ela tem um andamento galgado em riffs poderosos, refrões igualmente fortes, e as semelhanças com a sonoridade dos Holandeses do Picture são grandes. O Feeling e o peso caminham de forma cirúrgica. É difícil ficar indiferente a uma música com uma levada como essa. Quando você escuta já no começo, a partir dos 16 segundos, e entra aquele riff, é uma energia gritante. Feita para ser tocada ao vivo, e a ausência de velocidade em “Fight To Be Free” definitivamente não é sentida.


Lista de Músicas:

01. Shout It Out (Holland) 8,5
02. Do it (Holland) 9,25
03. Liar (Holland) 8,5
04. Caution To The Wind (Hammer) 9,5
05. Hard Hittin’ Woman (Hammer) 8,75
06. Across The Line (Hammer) 9,25
07. Burnin’ (Fast Kutz) 8,5
08. Driving Me Crazy (Fast Kutz)  9,5
09. Play With Fire (Fast Kutz) 8,75
10. Fight To Be Free (Fast Kutz) 9,25


Tempo total: ?


Escute as Músicas


Nota:
9,25


Formação:

Holland

Marty (Doggy) Wilkinson – Vocal
Kenny Nicholson – Guitarra
Bob Henmann – Guitarra
Graeme Hutchinson – Baixo
Marty Day – Bateria

Hammer

Marty (Doggy) Wilkinson – Vocal
Kenny Nicholson – Guitarra
Bob Henman – Guitarra
Graeme Hutchinson – Baixo
Marty Day – Bateria

Fast Kutz

Keith Davison – Vocal
Kenny Nicholson – Guitarra
Neville Percival – Baixo
Paul Fowler – Bateria


Fatos e Curiosidades:

- Kenny começou a tocar guitarra com 15 anos. Ele começou a tocar porque na escola isso atraia muitas mulheres. Também contribuiu o fato dele ter visto o Slade no Top of the Pops.

- Com o passar do tempo, e muito treinamento, Kenny foi melhorando, e quando ele tinha 21 anos, tocou com um amigo, e nessa apresentação eles fecharam com Kenny dando um show em “God Save The Queen”.  Essa performance chamou a atenção de três caras que integravam uma banda chamada Ice, que chamaram Kenny para se juntar a eles.  Com ele a banda fez alguns shows, e pouco tempo depois eles mudaram o nome para Black Rose, e com o novo nome, a banda começou a fazer um certo nome, tocando em lugares melhores, e para um público maior.

- Após alguns anos, surgiu uma oportunidade para ele tocar em uma banda local chamada White Spirit (a famosa banda que teve um membro do Iron) – que já tinha um álbum lançado.  Kenny foi para a audição, mas acabou não conquistando a vaga, e o curioso foi que ele tinha decorado todos os solos do disco, nota por nota, como tinham indicado pra ele fazer, mas o cara que conseguiu a vaga apenas tocou seus próprios solos, isso o deixou muito puto! Depois desse episódio ele decidiu deixar o Black Rose e formar sua própria banda.  Ele juntou algumas pessoas, mas ainda não conseguia achar um bom vocalista, até que ele viu um show de uma banda chamada Red Dog que tinha um vocalista chamado Doggy. Kenny convenceu Doggy a se juntar a ele.

- A banda se chamava Holland, com Kenny escrevendo a maioria das músicas, que depois de muitos shows, conseguiu um contrato para gravar um disco em 1984, lançando um álbum chamado Early Warning. A banda fez vários shows pelo país e deu muitas entrevistas para o rádio.  Eles lançaram em 1985 um segundo álbum chamado Contract with Hell, mas com outro nome, Hammer, por problemas na justiça com outra banda chamada Holland.  Durante a gravação desse álbum, as coisas ficaram tensas entre a banda, pois Kenny estava insatisfeito com o direcionamento musical da mesma, pois queria tocar Heavy Rock, diferente do resto da banda.  Então, após o lançamento, Kenny saiu para formar outra banda.

- Kenny conseguiu outro contrato e formou a banda Fast Kutz, que em1987 lançou um álbum chamado Burnin’, que era bem mais Heavy e que foi elogiado por Ozzy. A banda chegou a gravar um segundo álbum, nunca lançado por problemas com a gravadora.

- Desiludido, Kenny deu um tempo com as bandas, mas ainda surgiu a oportunidade de tocar em um projeto chamado Black Market, mas Kenny acabou tendo que sair por problemas envolvendo mulheres e a banda (traição, divórcio e etc.). Depois, ele entrou em outro projeto, uma banda cover chamada Outrageous Wallpaper, em 1993.

- Kenny saiu da banda antes que eles lançassem um álbum de músicas próprias, e atualmente estava tocando em uma banda que prestava tributo a Paul Rodgers, que depois de duas décadas, finalmente trouxe algum sucesso para Kenny, que não sabia o que era estar na mídia desde a época do Fast Kutz, no fim dos anos 80.

- Em 2010, com a banda “The Paul Rodgers Story” fazendo relativo sucesso, foi especulado uma volta da dupla Kenny Nicholson e o vocalista Doggy (ex Hammer e Holland).

- Os 5 álbuns favoritos do guitarrista:  Jimi Hendrix – Are You Experienced ,Deep Purple – Made In Japan, Gary Moore – Corridors of Power,Ozzy Osbourne – Blizzard of Oz e   Van Halen – Van Halen.


Creditos:
Por
Victor Kataóka.

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O Fast Kutz foi formado na Inglaterra pelo habilidoso guitarrista Kenny Nicholson (ex Holland/Hammer). A banda é praticamente um projeto solo de Nicholson, visto que os membros foram colocados ali apenas para tocarem as músicas de Kenny, que finalmente estava seguindo o caminho mais Heavy e pesado que ele e a gravadora tanto queriam que sua antiga banda, o Hammer, seguisse. Ao que consta, o vocalista Keith Davison foi chamado após as músicas já estarem finalizadas por Kenny, Paul (bateria) e Nev (baixo).

“Burnin’” é quase Speed Metal, e segue a linha do Judas Priest da época. O interessante ao resenhar essa música é mostrar que a qualidade dela é proporcional as falhas na sua gravação. Primeiro que a bateria, que é muito importante aqui, soa totalmente abafada. Segundo que na primeira quebra, quando entra o baixo, o som fica inaudível, o baixo simplesmente some. Os pontos positivos são o bom desempenho do vocal e o solo sensacional de um Kenny Nicholson no seu auge.

Quando entra a bateria em “Midnight Love”, da uma dor no coração, pois chega a ser bizarro.

Essa música é muito boa, um metal bem “boogie”, e uma levada que eu me lembro de ter escutado em várias músicas dos anos 80, ou seja, uma fórmula que não tem erro.

“Looking For Love” é mais um exemplo de uma fórmula sendo seguida a risca. Se nós pegarmos até as bandas maiores de Heavy Metal dos anos 80, nós podemos encontrar várias parecidas com “Looking For Love”, pois essa música “diz” muito sobre o estilo. Um Heavy Metal bem tradicional mesmo.
“Dead Or Alive” é a mais “funkeada”, mas assim como a sua antecessora, ela também apresenta picos onde a velocidade cresce e depois diminui. Mais uma vez, a música chega ao seu ápice no meio, onde aparece o solo (que reaparece no final), mais um arregaço de Nicholson.
“Driving Me Crazy” é outra claramente prejudicada pela má produção. Vejam que entrada fulminante, digna de um Iron Maiden ou Judas Priest. Aqui a meu ver é onde os vocais foram melhores explorados. Essa música é cheia de energia, bem parecida com o começo do Iron Maiden, entre outras bandas.

É uma pena a cozinha ter soado tão abafada, pois nós podemos notar que Paul Fowler e Neville Percival fizeram um grande trabalho.

Destaque? Keith Davison, um monstro nos vocais, o final de “Driving Me Crazy” é simplesmente emocionante.

Um exemplo claro de Heavy Metal Tradicional no seu ápice do feeling aliado ao peso do rock.
“Play With Fire” é mais uma que fala sobre relações entre pessoas e apresenta um Heavy Metal com o selo de qualidade primeira metade dos anos 80. Aprendam crianças, pode não ser uma música clássica, mas ela é um grande exemplo “daqueles metais tradicionais dos anos 80, os anos de ouro do Heavy Metal”.

O que é melhor aqui, a atuação do inspiradíssimo Keith Davison(que as vezes me lembra os vocais de Rock and Roll Rolf, do Running Wild) ou do endiabrado Kenny Nicholson? Deixo a resposta ao leitor, pois essa dupla fez miséria nessa música.
Eu vinha batendo na tecla de que em muitos momentos o Fast Kutz seguia fórmulas vencedoras, muito bem, diga-se de passagem, mas ele seguia bem até demais. Em “Girls Gone Bad” eles foram além do que poderiam ter seguido, e plagiaram a música “Beating Around The Bush” do AC/DC na cara de pau.

Sinceramente, o “cover” ficou até legal, mas como eu não sou muito fã da versão original do AC/DC, não consegui me empolgar…
“Fight To Be Free” é considerada a grande música do Fast Kutz, e não é para menos. Ela tem um andamento galgado em riffs poderosos, refrões igualmente fortes, e as semelhanças com a sonoridade dos Holandeses do Picture são grandes. O Feeling e o peso caminham de forma cirúrgica. É difícil ficar indiferente a uma música com uma levada como essa. Quando você escuta já no começo, a partir dos 16 segundos, e entra aquele riff, é uma energia gritante. Feita para ser tocada ao vivo, e a ausência de velocidade em “Fight To Be Free” definitivamente não é sentida.

Com a última música resenhada, acredito que eu já deixei bem explícito as minhas primeiras, segundas e terceiras impressões sobre esse disco.

O Fast Kutz foi uma banda montada para lotar estádios. O disco Burnin´ tem uma alma de clássico, seguindo fórmulas mais que vencedoras, só senti a ausência de uma balada.  É claro que faltou algo mais para a banda poder ser colocada num patamar de grandeza de nomes como Saxon, Judas Priest ou Iron Maiden.

A produção foi realmente um lixo, e a banda perdeu muito com ela.

O grande destaque com certeza foi à dupla Keith Davison/Kenny Nicholson, que deram uma aula de Heavy Metal ao longo do disco. Se você escutar esse álbum de ponta a ponta, você vai encontrando o verdadeiro Heavy Metal Tradicional, em sua estrutura mais virgem possível.

Mas, eu não considero esse álbum um clássico, afinal, faltou um algo mais.


Imagens:


Lista de Músicas:

01. Burnin’ 8,5
02. Midnight Love 8,0
03. Looking For Love 7,5
04. Dead Or Alive 7,5
05. Driving Me Crazy 9,5
06. Play With Fire 8,75
07. Girls Gone Bad 7,5
08. Fight To Be Free  9,25


Tempo total: ?


Escute as Músicas


Nota:
8,5


Formação:

Keith Davison – Vocal
Kenny Nicholson – Guitarra
Neville Percival – Baixo
Paul Fowler – Bateria


Fatos e Curiosidades:

- O disco foi gravado na gravadora Ebony, que tinha se mudado para uma grande mansão em North Yorkshire. Logicamente, a Ebony na época estava ganhando muito dinheiro na época. A produção ficou a cargo do dono da Ebony, Darryl Johnston.

- A banda só teve uma semana para gravar o disco, e depois que todas as músicas estavam prontas, só faltando gravar os vocais, uma surpresa: o vocalista não conseguia cantar! Isso mesmo. No teste ele tinha soado bem, mas na hora de gravar, ele estava soando pessimamente.

Rapidamente a banda teve que ir pra casa fazer uma audição com vários vocalistas, e o escolhido foi Keith Davison, que tinha uma voz poderosa.

Keith teve uma semana para aprender as músicas, e re-escrever as letras para que se adaptassem a ele. Com ele o álbum foi gravado em dois dias. No lançamento, o álbum ganhou boas resenhas das revistas Kerrang e Metal hammer, mas o som estava terrível. Alguém chegou a dizer que Darryl não conseguiria fazer a mixagem nem de um bolo.

- Após o lançamento do álbum, a banda começou a excursionar pelo país para promovê-lo, e um dos lugares que eles mandaram o álbum foi para o programa de rádio “1 Friday Rock Show”. Na semana que Tommy Vance tocou o disco, Ozzy Osbourne estava resenhando discos novos, e depois que ele escutou “Fight To Be Free”, o Madman teria dito que “o Fast Kuts era a banda mais enérgica que ele tinha escutado em anos.” “É música boa cara!” e “Alguém deveria assinar com esses caras, fale para eles me ligarem, e eu verei o que poderei fazer por eles”.

Após o episódio, a banda tentou entrar em contato com o empresário de Ozzy, mas não conseguiram falar com ele.

- Um pouco depois da exposição no programa de Tommy Vance, a banda teve a oportunidade de gravar um disco no estúdio Maida Vale, que pertencia a BBC. O Fast Kutz começou a gravar 2 horas da tarde, mas o vocal só foi gravado às 9 da noite, pois Keith estava extremamente alcoolizado. Como se não bastasse, ele ainda foi barrado pelos seguranças da BBC por fazer algumas arruaças, como urinar no corredor.

Incrivelmente Keith conseguiu gravar as músicas, soando até melhor que no primeiro disco.

Essa primeira sessão de gravação foi feita com dois novos membros: Ian McLaughlan no baixo e Ian Gillson (ex-Arizona) como segundo guitarrista.

- A banda continuou fazendo shows e então entraram nos estúdios da Ebony para transformarem as gravações do estúdio da BBC em um novo disco, que foi novamente gravado em apenas uma semana.

Para a surpresa de todos, depois do término das gravações, a Ebony informou que eles não tinham condições financeiras para bancarem a distribuição do disco. Isso deixou a banda muito puta, e eles continuaram fazendo shows até conseguirem lançar o disco, mas o relacionamento do novo guitarrista com o vocalista estava ficando hostil, e então, pouco tempo depois, por motivos ainda nebulosos, a banda acabou de vez, e o segundo álbum nunca foi lançado.


Creditos:
Por
Victor Kataóka.

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