Tagged: Heavy Metal Tradicional/Rock & Roll


“Strong Arm Of The Law” é a prova de que o ano de 1980 foi o ano do Saxon. Esse disco foi lançado apenas alguns meses depois do não menos clássico “Wheels Of Steel”.

É considerado um dos discos que compõe a fase mais criativa, o “auge da banda”.

A seguir, a resenha do “irmão” de Wheels Of Steel, o clássico “Strong Arm Of The Law”.

 

Um som de chuva abre o disco e a música “Heavy Metal Thunder”.

Com 3 segundos, eu já estou todo arrepiado, pois sei o que me espera.

Em minha opinião, depois da música “Black Sabbath”, é de Heavy Metal Thunder, o 2º lugar na lista “mais clássica entrada com barulho de chuva dentre as músicas de Heavy Metal”.

Uma entrada fulminante, como um trovão, poucas vezes foram ouvidos uma entrada com uma sequência tão sincronizada e matadora como essa.

Hoje essa entrada pode ser um grande clichê no Metal, mas o Saxon, em 1980 foi um dos pioneiros.

Aliás, quem imaginaria que uma música como essa seria concebida em 1980?

As guitarras, a bateria marcando o tempo e acelerando, e a volta de um dos riffs mais matadores do Metal.

A forma de cantar que Biff Byford impôs nessa música, com uma voz bem firme, do jeito que a música pediu, pode ser considerada uma das performances mais acertadas desse vocalista.

Ao mesmo tempo em que ele canta “se impondo”, ele também consegue envolver muito sentimento, e é por isso que ele é um vocalista inconfundível.

Apesar de ser “retona”, provavelmente uma das músicas mais retas e diretas do Saxon, as pessoas tem a impressão que ela não tem “balanço”, que é totalmente o contrário de uma música dançante… Ledo engano. É nítida a orientação para “bater cabeça”, marcada pelo riff principal, nas as linhas de baixo, que sempre acabam ficando em 2º plano na memória das pessoas, em detrimento dos riffs, mas que são fundamentais para fazer essa música perfeita, dando um ritmo muito bom para “Heavy Metal Thunder”, até mesmo dançante, por que não?

Energia. Eu diria que essa música é energia pura, boa para malhar na academia, boa pra treinar no jiu-jitsu, boa para escutar no carro, saindo atrasado de casa (e batendo o carro), e boa até pra transar (hora se não).

O ápice de “Heavy Metal Thunder” se dá aos 2 minutos, quando entra um dos melhores solos do Saxon.

Matador, clássico, totalmente Heavy Metal Tradicional, e ainda com muito sentimento.

Eu vou além, e digo que Heavy Metal Thunder reúne uma quantidade absurda de clichês de todo o Metal.

Escutando hoje, em 2011, ela pode não soar tão pesada, pois qualquer um monta um estúdio caseiro em casa e deixa sua música com um barulho daqueles.

Mas “Heavy Metal Thunder”a não precisou do estúdio para soar pesada, tanto é, que mesmo as músicas mais pesadas dos últimos discos do Saxon, ainda não soam como ela, pois essa música, sendo uma das mais genuínas formas de expressão do Heavy Metal Tradicional, tem o peso na sua alma.

O peso na sua alma! Nunca esqueçam disso!

Um verdadeiro clássico do Metal.

Também acho importante frisar que as ótimas linhas de baixo perderam um pouco de espaço na versão remasterizada.

E para finalizar, “Heavy Metal Thunder” é uma das pioneiras em matéria de Speed Metal, apesar deu não achar que ela se encaixe nesse termo, pois “Heavy Metal Thunder” é acima de tudo, uma genuína música de Heavy Metal Tradicional, e ainda digo mais, ela foi uma das primeiras músicas do mundo a usar o termo Heavy Metal, que isso fique bem claro.

O ouvinte não tem tempo para recuperar o fôlego e já entra em cena outro clássico: “To Hell And Back Again”.

Tão rápida e pesada quanto a sua antecessora, com uma letra nervosa, cheia de riffs matadores, e ainda mais melódica.

Uma das entradas mais lindas do Metal. Adoro o jeito como entram as guitarras e o baixo.

A linda melodia dessa música se completa e encontra na voz de Biff, que também não se faz de rogado nas partes pesadas.

Um dos maiores clássicos do Saxon e uma das melhores atuações de Biff.

Quem diz que esse cara não tem um vozeirão, está precisando escutar muito som.

Para o leitor de alma formada e ouvidos bem treinados, esse encontro perfeito do peso e da melodia, fazem o Heavy Metal Tradicional ser em sua essência, essa música tão apaixonante que a maioria dos Headbangers vão escutar até o fim de suas vidas.

Força e paixão. O peso não anula a melodia e vise versa.

O destaque pra mim é o baixo, eu sempre chapo no baixo quando escuto “To Hell And Back Again”.

Mais uma aula e podemos passar adiante.
A música que deu nome ao disco, “Strong Arm Of The Law”, tem uma levada mais gingada, com mais groove, aqui é o lado Rock and Roll do Saxon.

Grudenta, e com todos os elementos para torna-la marcante. É preciso lembrar que o seu refrão é provavelmente um dos mais populares da banda.

Ela é o tipo de música que fica martelando na sua cabeça. Um tipo de som que o Saxon também era mestre em fazer.

Essa é a “veia rock and roll” do Saxon.

A letra é mais uma glorificação da banda para o som que eles representam.

A 4ª faixa, “Taking Your Chances”, é cheia de groove e alia mais uma vez o peso a melodia, apesar de que o seu início, antes da entrada do solo, também tenha forte presença de uma sonoridade mais rock and roll.

Essa música ainda tem uma levada bem contagiante, principalmente pelas ótimas linhas de baixo, o que se dá até a entrada do solo, aonde ela vai retomando seu peso, aqui eu digo que já estamos diante de um rock and roll de primeira, que está trajando uma roupagem Metal.

Imaginem os Beatles, tocando ela nos anos 60, daquela forma? Seria um clássico!

O segundo solo é belíssimo, e ao que tudo indica, essa música fala de relacionamentos, mas sem ser de uma forma clichê.

O solo é excelente, e os riffs são bem básicos. O destaque mesmo é a melodia, muito boa, contrastando com o peso que vai tomando forma no finalzinho.

A velocidade volta ainda com mais força em “20,000 Feet”, uma música muito tocada ao vivo pela banda, e que tem uma letra que glorifica bem o sentimento de “liberdade”, tão presente nas letras da banda.

Assim como “Heavy Metal Thunder”, mais um Heavy Metal Tradicional, puro e cristalino.

Riffs fulminantes, e uma levada da batera que não deixa de soar rock and roll, em vários momentos.

Aliás, ela tem uma leve veia Rock and Roll, apesar de ser um autêntico Heavy Metal Tradicional.

Quando “20,000 Feet” chega ao fim, para quem conhece o disco, já começa a entrar no clima de  “Hungry Years”, um rock and roll descarado que é a cara do Saxon.

Finalizando, a letra que fala sobre voar em um jatinho tem tudo a ver com a levada “Speed Metal” de “20,000 Feet”.

Com uma veia blues, “Hungry Years” da uma freada, e em minha opinião, com uma levada sensacional, aqui a banda mostra o porquê de o Heavy Metal Tradicional ser em vários aspectos a evolução do Rock and Roll.

Eu sempre afirmo que em termos de Heavy Metal, ninguém o uniu com o rock and roll de forma tão precisa quanto o Saxon.

Temos o AC/DC e o Motorhead, e logo em seguida o Saxon.

Finalizando, a letra é mais uma ode ao Rock and Roll.

“Sixth Form Girls” começa mais animada que as outras músicas do disco, que até então, eram raivosas e/ou melancólicas.

Mas ela também é bem melódica, e o seu refrão talvez seja um dos mais bonitos da banda.

Uma letra bem AC/DC, exaltando garotas de 16 anos e o efeito que elas causam nos rapazes.

Adoro essa levada rock and roll da bateria, que se fosse gravada de forma alucinada nos anos 2000, não tornariam esse álbum tão especial.

O finalzinho dela eu também acho muito bonito, mais uma das grandes atuações de Biff.

Finalizando, não podemos esquecer o belíssimo solo que a encerra com chave de ouro.

Eu a definiria como uma música extremamente cativante.

Finalizando o disco, temos a épica “Dallas 1PM”.

Ela começa no estilo de “Strong Arm Of The Law”, mas não se engane, ela é melhor, e até merecia ter seu nome estampado na capa mais do que Strong.

Essa é uma daquelas músicas que você vai curtindo mais a cada vez que vai escutando.

Quanto mais escuta, mais vai se afeiçoando a ela e a curtindo.

Essa música fala sobre um grande filho da puta, o presidente Kennedy, mostrando que o Saxon sempre teve letras politizadas, apesar de não serem o tipo de composição mais frequente da banda.

Para todos, o momento mais marcante de “Dallas 1PM” seja na hora que acontecem os tiros.

Acredito que todo mundo que escute essa música fique esperando esse momento.

A melhor música em todos os tempos que já foi feita sobre algum presidente.

Quando eu ainda não podia legalmente dirigir, nunca tinha paciência para essa música e sempre a pulava na coletânea que eu tinha do Saxon… Quando eu estava tomando banho naquela adrenalina e chegava nela, eu ficava puto. Depois, cresci, comecei a escutar som e comer mulher, e passei a amar essa música, largando de ser um completo vacilão! rsrs

Chegando ao balanco final, eu diria que esse disco pode ser considerado um dos melhores da banda, e deixou um legado de no mínimo 3 grandes clássicos: “Heavy Metal Thunder”, “To Hell And Back Again” e “Dallas 1PM”.


Lista de Músicas:

01. Heavy Metal Thunder 10***
02. To Hell And Back Again 10***
03. Strong Arm Of The Law 9,00
04. Taking Your Chances 9,25
05. 20,000 Feet 8,75
06. Hungry Years 8,75
07. Sixth Form Girls 8,75
08. Dallas 1PM 10*


Tempo total: 37:05


Nota:
9,25
Estrelas: 7
Nota Re-Avaliada: 10*******


Formação:

Biff Byford – Vocal
Graham Oliver – Guitarra
Paul Quinn – Guitarra
Steve Dawson – Baixo
Pete Gill – Bateria


Fatos e Curiosidades:

- Strong Arm of The Law estreou na parada do Reino Unido em # 11.

- O lançamento mundial teve a capa branca, mas nos Estados Unidos e Canadá o disco foi lançado com uma capa preta.

- A ordem das músicas também é diferente nos Estados Unidos: Dallas 1pm, Strong Arm of the Law, Sixth Form Girls, Hungry Years, Heavy Metal Thunder, Taking Your Chances, To Hell and Back Again e 20,000 Ft.

- Em 1997 Strong Arm of The Law foi relançado com Wheels of Steel em uma versão de CD dupla, com as seguintes músicas bonus:

9. 20,000 Feet (Live)
10. Dallas 1 PM (Live)
11. Hungry Years (Live)
12. Strong Arm of the Law (Live)
13. Heavy Metal Thunder (Live)

- Em 2009 o disco foi remasterizado pela EMI in 2009 contendo as seguintes músicas bônus:

Studio B15, BBC Session 25th April 1982:
09. 20,000 Ft (3:17)
10. Dallas 1 PM (6:01)
11. The Eagle Has Landed (7:32)
12. 747 (Strangers in the Night) (4:41)

13. To Hell and Back Again (alternate version) (4:47)
14. 20,000 Ft (Abbey Road mix 2009) (4:10)
15. Mandy (early version of ‘Sixt Form Girls’) (3:58)
16. Heavy Metal Thunder (Abbey Road mix 2009) (4:15)

- Reza a lenda que esse disco teve uma influência no discurso de “morte ao falso metal” do Manowar, considerando que o Saxon estava em turnê com o Black Sabbath em 1980, e Joey DeMaio fazia parte da equipe do Sabbath.

- Em 2002 a banda Paragon coverizou “To Hell and Back Again”.

- Em 2011, “To Hell and Back Again” apareceu na versão para Nintendo Wii do jogo NASCAR The Game 2011.


Creditos:
Por
Victor Kataóka.

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No fim da década de 70 o Accept lança o seu debut álbum, que seria o início de uma seqüência de sete brilhantes discos da banda de Heavy Metal mais importante da Alemanha.

Fundada em 1970 na cidade de Solingen, Alemanha, pelo vocalista Udo, a banda passou por várias formações até se estabilizar em 1976, quando tocaram no festival Rock AM Rhein e conseguiram um primeiro contrato de gravação. A formação à época contava com Udo Dirkschneider, Wolf Hoffmann, Peter Baltes (baixo), Gerhard Wahl (guitarra) e Frank Friedrich (bateria). Gerhard seria substituído por Jörg Fischer em 1978. A estréia do Accept em vinil aconteceu com um álbum auto-intitulado lançado em dezembro de 1978, mas algumas fontes citam janeiro de 1979.

A seguir, a resenha do primeiro disco da melhor banda de Heavy Metal da Alemanha, e uma das mais importantes do mundo também.

O álbum auto intitulado abre com uma faixa que é um belo cartão de visitas em relação ao que seria a característica mais marcante do Accept: Refrões.

Com uma letra bobinha, e sendo a primeira da banda a abordar o tema romance, “Lady You” começa com um típico riff de heavy metal oitentista e vai se transformando em uma faixa belíssima em todos os sentidos, o entrosamento da banda é evidente no suporte que os riffs, as linhas de baixo e a pegada precisa de Frank Friedrich, dão para o a bonita atuação de Udo Dirkschneider, fica difícil escolher o destaque, já que tudo é muito bem encaixado e requintado, até o solo é comedido para não atrapalhar em nada a perfeição da música, e mas pra mim, o maior destaque é o baixo de Peter Baltes.

Ela tem um charme de blues-rock (“won’t you co-o-o-o-me to me, my love – LADY LOU!!”), com uma atmosfera meio balada.

E apesar de tudo, no final das contas “Lady You” acaba se mostrando uma faixa simples.

“Tired Of Me” tem mais uma letra que aborda uma mulher, mas essa letra é curta e tensa, o seu andamento é bem nervoso, tanto graças á atuação de Udo quanto pelas guitarras e as viradas precisas da batera, apesar de não ser rápida comparada com outras músicas do Accept, é de tirar o fôlego, Todo esse clima ainda tem suporte nos backing vocals, que dão um forte apoio ao refrão.

Mesmo em 1979, pode ser considerada tranquilamente como metal oitentista tradicional, mas com a marca do Accept.

Ainda mais puxada para o rock e não tanto para o Heavy Metal que seria feito posteriormente, mas já no caminho.

A melancólica “Seawinds” é o início de uma série de baladas que “consagrariam” o Accept como sendo uma das bandas de Heavy Metal que registraram as melhores baladas da história do rock pesado.Além disso, também marca a entrada de Peter Baltes nos vocais, que atacaria em outras baladas dali pra frente, mostrando que nessa área, além dele ser melhor que Udo, ainda consegue ter uma atuação acima da média.

Talvez, o primeiro clássico.

“Take Him In My Heart”. apresenta os vocais de Udo abafado pelos outros instrumentos, mas tem um refrão belíssimo, tanto pela atuação de Udo quanto pelos backing vocais novamente bem encaixados, o solo também consegue ser tão bonito quanto o refrão, e é interessante ressaltar que temos uma belíssima melodia, que contrasta com uma cozinha nervosa, o que fica no ar a sensação de mistura entre “Lady You” e “Tired Of Me”… E que mistura!

Para finalizar, essa música foi a primeira música do Accept a abordar relacionamentos de uma forma mais elaborada, e mantendo o foco na figura feminina

Que o primeiro disco do Accept é muito injustiçado, qualquer fã que já tenha escutado toda a discografia da banda sabe, mas eu preciso abrir um parêntese para “Sounds Of War”.

A introdução dessa música é uma das intros mais marcantes do heavy metal setentista (lembrar que o disco foi lançado em 1979), os comoventes vocais de Peter Baltes se encontram com os de Udo(que ataca nas partes mais vitais da música), e somados com o instrumental perfeito e os sons que foram inseridos no estúdio(sirenes,bombas e etc),deixam a mesma com um andamento fiel a letra, que vale ressaltar, é uma das melhores composições do Accept.

Como saldo final, temos uma das melhores músicas que abordam o tema guerra, e um “clássico” esquecido do Accept.

“Free Me Now” é a mais rápida do disco, e consequentemente a melhor para bater cabeça, mas nada que se compare a uma “Fast As a Shark” da vida.

O destaque vai para os vocais de suporte, mas ainda muito verde, nesse tipo de música a banda só iria se encontrar anos depois, apesar de aqui ser o embrião das músicas rápidas do Accept.

Pelo fato de ser uma das letras mais curtas da banda, não da pra se dizer com exatidão se ela aborda o tema guerra.

“Glad To Be Alone” é outra balada, desta vez ainda mais dramática que “Seawinds”, mas dessa vez temos nos vocais Udo Dirkschneider, enquanto a música vai ficando cada vez mais melancólica, ela encontra o seu ponto alto na hora em que a velocidade aumenta quando “entram” as precisas guitarras e o mais uma vez brilhante baixo de Peter Baltes, e vão até o fim guiando a mesma de forma impecável.

Como se isso não bastasse, o refrão é uma amostra de todo o feeling de Udo, que se nunca foi um vocalista com uma bonita voz, sempre compensou isso com um Feeling alcançado por poucos.

A bonita letra é mais uma que trata do tema relacionamentos, outro clássico.

A próxima, “That’s Rock N’ Roll”, tem uma cadencia que lembra a de “Free Me Now”, principalmente pelas linhas de bateria, mas que acaba sendo um rock and roll acelerado, diria até que é um “rock and roll metalizado”, com Udo se esgoelando como nunca…Imperdível!

Sobre a atuação do baterista Frank Friedrich, eu posso citar o fato de ter lido em outro review uma comparação entre ele e Jaki Liebezeit devido a sua atuação técnica e apurada nessa música.

Finalizando, com uma letra totalmente Manowar onde a banda fala de si mesma,  temos uma música que apesar de não ser um clássico, é divertidíssima, e mostra bem como foi a passagem definitiva do rock and roll setentista para o Heavy Metal tradicional da década de 80.

O forte de “Helldriver” é justamente o forte do próprio Accept: Os refrões.

A sua letra rebelde fala sobre rodas pegando fogo na estrada e o demônio (não literalmente) tomando conta do protagonista.

Sem muito segredo, e nada em especial, podemos destacar os refrões grudentos e a boa atuação de Udo e pular para a faixa que fecha o disco:

“Street Fighter” tem uma letra que trata de ódio, mas não nos da margem para compreender o real sentido da mesma.Os backing vocals lembram os de uma famosa música dos Rolling Stones, que ao escutar fica evidente, mais uma vez temos um forte trabalho em cima das guitarras, cozinha presente e eficiente, um Udo nervosíssimo, e por influência principalmente dos backing vocals(que estão abafados) uma levada descontraída.

Enfim, o Accept começou com o pé direito, e esse auto intitulado, se não é propriamente Heavy Metal e está longe do que a banda faria em seguida, pode ser considerado um ótimo disco de Rock and Roll com estrutura de Heavy Metal Tradicional, eu recomendo.

Lista de Músicas:

01. Lady You 9,25
02. Tired Of Me 8,75
03. Seawinds 10*
04. Take Him In My Heart 9,25
05. Sounds Of War 10*
06. Free Me Now 8,0
07. Glad To Be Alone 10*
08. That’s Rock N’ Roll 9,0
09. Helldriver 8,25
10. Street Fighter 8,75

 

Tempo total: 36:03

 


Escute as Músicas


Nota: 9, 25
Nota reavaliada: 10***
Estrelas: 3



Formação:

Udo Dirkschneider – Vocal
Wolf Hoffman – Guitarra
Jorg Fischer - Guitarra
Peter Baltes – Baixo
Frank Friedrich Bateria

Fatos e Curiosidades:

- Remasterizado e Re-relançado como  digipak em 2000 pela Nuclear Blast. Relançado mais uma vez em 2005 pela SPV.

- Em Novembro de 1979, a banda lançou o single Lady Lou, que tinha as faixas “lady Lou” e “Seawinds”

- Todos os membros da banda participaram do processo de composição

- Esse é o álbum mais curto da discografia da banda, tendo menos de 40 minutos de duração.

- O baixista Peter Baltes cantou em duas faixas: “Seawinds” e “Sounds of War”.

- Frank Friedrich gravou o álbum e logo após decidiu deixar abandonar a sua carreira musical.

- Produzido por Frank Martin , na época o álbum vendeu aproximadamente 3 mil cópias e abriu as portas para a banda tocar na Holanda, França e Bélgica,

- Udo não gostou das gravações, e segundo Wolf, o álbum foi uma mistura de vários materiais que a banda vinha tocando e compondo ao longo dos anos.

- A estranha capa trazia a imagem de uma mulher bem vestida e segurando uma serra elétrica, com a imagem de uma metrópole ao fundo.

- A banda Sueca Therion coverizou “Seawinds” no seu disco de 1999, Crowning of Atlantis

 


Colabore com a banda:

https://www.facebook.com/accepttheband

http://merchdome.com/accept-mainpage?source=act


Créditos:
Por
Kataóka

No fim da década de 70 o Accept lança o seu debut álbum, que seria o início de uma seqüência de sete brilhantes discos da banda de Heavy Metal mais importante da Alemanha. 

Fundada em 1970 na cidade de Solingen, Alemanha, pelo vocalista Udo, a banda passou por várias formações até se estabilizar em 1976, quando tocaram no festival Rock AM Rhein e conseguiram um primeiro contrato de gravação. A formação à época contava com Udo Dirkschneider, Wolf Hoffmann, Peter Baltes (baixo), Gerhard Wahl (guitarra) e Frank Friedrich (bateria). Gerhard seria substituído por Jörg Fischer em 1978. A estréia do Accept em vinil aconteceu com um álbum auto-intitulado lançado em dezembro de 1978, mas algumas fontes citam janeiro de 1979.

A seguir, a resenha do primeiro disco da melhor banda de Heavy Metal da Alemanha, e uma das mais importantes do mundo também.

O álbum auto intitulado abre com uma faixa que é um belo cartão de visitas em relação ao que seria a característica mais marcante do Accept: Refrões.

Com uma letra bobinha, e sendo a primeira da banda a abordar o tema romance, “Lady You” começa com um típico riff de heavy metal oitentista e vai se transformando em uma faixa belíssima em todos os sentidos, o entrosamento da banda é evidente no suporte que os riffs, as linhas de baixo e a pegada precisa de Frank Friedrich, dão para o a bonita atuação de Udo Dirkschneider, fica difícil escolher o destaque, já que tudo é muito bem encaixado e requintado, até o solo é comedido para não atrapalhar em nada a perfeição da música, e mas pra mim, o maior destaque é o baixo de Peter Baltes.

Ela tem um charme de blues-rock (“won’t you co-o-o-o-me to me, my love – LADY LOU!!”), com uma atmosfera meio balada.

E apesar de tudo, no final das contas “Lady You” acaba se mostrando uma faixa simples.

“Tired Of Me” tem mais uma letra que aborda uma mulher, mas essa letra é curta e tensa, o seu andamento é bem nervoso, tanto graças á atuação de Udo quanto pelas guitarras e as viradas precisas da batera, apesar de não ser rápida comparada com outras músicas do Accept, é de tirar o fôlego, Todo esse clima ainda tem suporte nos backing vocals, que dão um forte apoio ao refrão.

Mesmo em 1979, pode ser considerada tranquilamente como metal oitentista tradicional, mas com a marca do Accept.

Ainda mais puxada para o rock e não tanto para o Heavy Metal que seria feito posteriormente, mas já no caminho.

A melancólica “Seawinds” é o início de uma série de baladas que “consagrariam” o Accept como sendo uma das bandas de Heavy Metal que registraram as melhores baladas da história do rock pesado.Além disso, também marca a entrada de Peter Baltes nos vocais, que atacaria em outras baladas dali pra frente, mostrando que nessa área, além dele ser melhor que Udo, ainda consegue ter uma atuação acima da média.

Talvez, o primeiro clássico.

“Take Him In My Heart”. apresenta os vocais de Udo abafado pelos outros instrumentos, mas tem um refrão belíssimo, tanto pela atuação de Udo quanto pelos backing vocais novamente bem encaixados, o solo também consegue ser tão bonito quanto o refrão, e é interessante ressaltar que temos uma belíssima melodia, que contrasta com uma cozinha nervosa, o que fica no ar a sensação de mistura entre “Lady You” e “Tired Of Me”… E que mistura!

Para finalizar, essa música foi a primeira música do Accept a abordar relacionamentos de uma forma mais elaborada, e mantendo o foco na figura feminina

Que o primeiro disco do Accept é muito injustiçado, qualquer fã que já tenha escutado toda a discografia da banda sabe, mas eu preciso abrir um parêntese para “Sounds Of War”.

A introdução dessa música é uma das intros mais marcantes do heavy metal setentista (lembrar que o disco foi lançado em 1979), os comoventes vocais de Peter Baltes se encontram com os de Udo(que ataca nas partes mais vitais da música), e somados com o instrumental perfeito e os sons que foram inseridos no estúdio(sirenes,bombas e etc),deixam a mesma com um andamento fiel a letra, que vale ressaltar, é uma das melhores composições do Accept.

Como saldo final, temos uma das melhores músicas que abordam o tema guerra, e um “clássico” esquecido do Accept.

“Free Me Now” é a mais rápida do disco, e consequentemente a melhor para bater cabeça, mas nada que se compare a uma “Fast As a Shark” da vida.

O destaque vai para os vocais de suporte, mas ainda muito verde, nesse tipo de música a banda só iria se encontrar anos depois, apesar de aqui ser o embrião das músicas rápidas do Accept.

Pelo fato de ser uma das letras mais curtas da banda, não da pra se dizer com exatidão se ela aborda o tema guerra.

“Glad To Be Alone” é outra balada, desta vez ainda mais dramática que “Seawinds”, mas dessa vez temos nos vocais Udo Dirkschneider, enquanto a música vai ficando cada vez mais melancólica, ela encontra o seu ponto alto na hora em que a velocidade aumenta quando “entram” as precisas guitarras e o mais uma vez brilhante baixo de Peter Baltes, e vão até o fim guiando a mesma de forma impecável.

Como se isso não bastasse, o refrão é uma amostra de todo o feeling de Udo, que se nunca foi um vocalista com uma bonita voz, sempre compensou isso com um Feeling alcançado por poucos.

A bonita letra é mais uma que trata do tema relacionamentos, outro clássico.

A próxima, “That’s Rock N’ Roll”, tem uma cadencia que lembra a de “Free Me Now”, principalmente pelas linhas de bateria, mas que acaba sendo um rock and roll acelerado, diria até que é um “rock and roll metalizado”, com Udo se esgoelando como nunca…Imperdível!

Sobre a atuação do baterista Frank Friedrich, eu posso citar o fato de ter lido em outro review uma comparação entre ele e Jaki Liebezeit devido a sua atuação técnica e apurada nessa música.

Finalizando, com uma letra totalmente Manowar onde a banda fala de si mesma,  temos uma música que apesar de não ser um clássico, é divertidíssima, e mostra bem como foi a passagem definitiva do rock and roll setentista para o Heavy Metal tradicional da década de 80.

O forte de “Helldriver” é justamente o forte do próprio Accept: Os refrões.

A sua letra rebelde fala sobre rodas pegando fogo na estrada e o demônio (não literalmente) tomando conta do protagonista.

Sem muito segredo, e nada em especial, podemos destacar os refrões grudentos e a boa atuação de Udo e pular para a faixa que fecha o disco:

“Street Fighter” tem uma letra que trata de ódio, mas não nos da margem para compreender o real sentido da mesma.Os backing vocals lembram os de uma famosa música dos Rolling Stones, que ao escutar fica evidente, mais uma vez temos um forte trabalho em cima das guitarras, cozinha presente e eficiente, um Udo nervosíssimo, e por influência principalmente dos backing vocals(que estão abafados) uma levada descontraída.

Enfim, o Accept começou com o pé direito, e esse auto intitulado, se não é propriamente Heavy Metal e está longe do que a banda faria em seguida, pode ser considerado um ótimo disco de Rock and Roll com estrutura de Heavy Metal Tradicional, eu recomendo.

Lista de Músicas:

01. Lady You 9,25
02. Tired Of Me 8,75
03. Seawinds 10*
04. Take Him In My Heart 9,25
05. Sounds Of War 10*
06. Free Me Now 8,0
07. Glad To Be Alone 10*
08. That’s Rock N’ Roll 9,0
09. Helldriver 8,25
10. Street Fighter 8,75


Nota:
9, 25
Nota reavaliada: 10***
Estrelas: 3


Tempo total: 36:03


Formação:

Udo Dirkschneider – Vocal
Wolf Hoffman – Guitarra
Jorg Fischer - Guitarra
Peter Baltes – Baixo
Frank Friedrich Bateria


Fatos e Curiosidades:

- Remasterizado e Re-relançado como  digipak em 2000 pela Nuclear Blast. Relançado mais uma vez em 2005 pela SPV.

- Em Novembro de 1979, a banda lançou o single Lady Lou, que tinha as faixas “lady Lou” e “Seawinds”

- Todos os membros da banda participaram do processo de composição

- Esse é o álbum mais curto da discografia da banda, tendo menos de 40 minutos de duração.

- O baixista Peter Baltes cantou em duas faixas: “Seawinds” e “Sounds of War”.

- Frank Friedrich gravou o álbum e logo após decidiu deixar abandonar a sua carreira musical.

- Produzido por Frank Martin , na época o álbum vendeu aproximadamente 3 mil cópias e abriu as portas para a banda tocar na Holanda, França e Bélgica,

- Udo não gostou das gravações, e segundo Wolf, o álbum foi uma mistura de vários materiais que a banda vinha tocando e compondo ao longo dos anos.

- A estranha capa trazia a imagem de uma mulher bem vestida e segurando uma serra elétrica, com a imagem de uma metrópole ao fundo.

- A banda Sueca Therion coverizou “Seawinds” no seu disco de 1999, Crowning of Atlantis


Colabore com a banda:

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Créditos:
Por
Kataóka

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