Vinda da cidade de Middlesex e formada em 1984, o Orion foi mais uma Single Band da New Wave que ficou esquecida com o tempo.

A seguir, a resenha das duas únicas músicas lançadas pelo Orion, banda que além de ter o azar de ser uma Single Band, reza a lenda, também fez poucos shows, pois ninguém se lembra deles.

“Insane In Another World” é puro rock progressive. Ela começa de forma serena, mas com pouco menos de 1 minuto fica agitada, com um ar meio até meio pop, mas eis que a o início sereno é retomado, e toda aquela viagem, aquela atmosfera prog é retomada.

Mais uma vez ela fica agitada, e após isso vai ficando melosa, volta as viagens progs (que eu sou fissurado), e na última volta a agitação, surge o solo, de forma magistral, até parece que é o Queen que está tocando.

O final “pop” estilo rock dos anos 60 também foi muito bom.

Com certeza uma das faixas mais interessantes da New Wave.

“Storm” é uma balada mais puxada pro hard, mas ainda com uma atmosfera muito bem trabalhada, baixo soltíssimo e do meio pro fim, com a entrada do solo, ela ganha um pique muito bom.

Toda a banda da um show, uma espécie de rock and roll metalizado de muito bom gosto.

E o final também é tesão.

Depois de analisar essas duas músicas, eu digo sem sombra de dúvidas, que se o Orion mantivesse essa veia progressiva, ele poderia ter feito um dos álbuns mais interessantes da New Wave.

Mesmo que eles tivessem apostado em músicas como “Storm”, o resultado também seria excelente.

Doi na alma escutar duas músicas bacanas como essa e saber que não existe um full lenght.

Finalizando com uma curiosidade… Será que eu sou a única pessoa a achar a voz de Mike Ryde extremamente parecida com a de Mike Olivieri, vocalista do Leather Wolf e que também tocava guitarra?


Lista de Músicas:

1. Insane In Another World (04:16) 9,25
2. Storm (02:56) 8,5


Tempo total: 07:12


Nota:
9,00


Escute as Músicas


Formação:

Mike Ryde – Vocal Guitarra
Al Risk – Guitarra
Jay Ryde – Baixo
Pete Andrews- Bateria


Fatos e Curiosidades:

- A formação original continha o guitarrista Ken Tilley e Simon Ward no baixo, mas ambos saíram para o Deuce, de Nottingham, em 1984.

- Com a baixa, tiveram que convocar Al Risk e Jay Ryde, e então gravaram o single.


Creditos:
Por
Victor Kataóka.

 

 

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Vinda da cidade de Londres, o Midas é uma das bandas mais obscuras da NWOBHM, e que lançou apenas um single contendo 2 músicas.

A seguir, a resenha de um dos melhores singles da New Wave, vinda dessa obscura Single Band, cujas informações são quase inexistentes.

Com vocês, as duas pérolas do Midas.

“Can’t Stop Loving You Now” é uma agitada balada. Apesar da qualidade da gravação não ter sido muito boa, ela é muito bonita.

As linhas de baixo e os riffs são demais, e o refrão com cara de pop também é muito bom.

Em minha opinião, o grande trunfo de “Can’t Stop Loving You Now”, que usa uma fórmula já desgastada, é a atmosfera, que também apresenta uma mistura de melancolia e descontração,

Hora dramática, hora descontraída, eu escuto aqui um pouco de tudo, desde Beatles a hard rock farofa dos anos 80 e rock and roll dos anos 70, mas com roupagem hard/heavy dos anos 70.

“Power In The Sky” começa com uma espécie de barulho de trovões, que não ficou muito audível devido a fraca gravação.

Apesar de ter sido lançada em 1983, essa música tem toda aquela sonoridade “Roots”, ou seja, das raízes do Metal.

Esse início cavalgado agrada a qualquer headbanger.

As quebras de tempo também acertam em cheio.

Se você notar bem, tem uma voz que rapidamente fala bem baixinho a frase“is the”, ante s do “power in the sky”, sobre essa curiosidade tenho algo a comentar:

Isso aconteceu pelas condições de gravação que a banda estava sujeita, e apesar de ser um mero detalhe, fez toda a diferença no tempo da música, e eu sempre curto e viajo nessa parte, e inclusive achei bem criativo.

Um pouco antes dos 2 minutos a banda erra o tempo, isso também fica claro, afinal, já que é pra dissecar uma música tão importante, vamos fundo.

Outro erro ocorre no fim da música.

Ao longo de “Power In The Sky”, você consegue identificar pelo menos 3 grandes clichês do Hard e Heavy da época, mas a banda soube encaixar tudo de maneira muito equilibrada, e com muita lucidez.

Paul Taylor soube tirar o maior proveito possível de sua voz.

Veja bem, ele não é um vocalista excepcional, mas nessa música, ele se tornou excepcional e a sua voz consequentemente indispensável e presente.

Ele não fez mágica, mas cantou do jeito que a música pede.

Finalizo acrescentando o fato de “Power In The Sky” ter uma das melhores linhas de baixo da N.W.O.B.H.M.

Pra mim, Heavy Metal Tradicional é exatamente isso.

Peso e melodia, sem um anular o outro.

Equilíbrio.

Chegando ao fim dessa curta audição e resenha, eu diria que o Midas não ter gravado um álbum completo foi uma das maiores fatalidades da New Wave.


Imagens:


Lista de Músicas:

01. Can’t Stop Loving You Now (03:03) 9,0
02. Power In The Sky (03:56) 10


Tempo total: 06:59


Nota:
9,5


Formação:

Paul Taylor (Vocals)
Dave Hunt (Guitarra)
Martin Wright (Guitarra)
Richard Howard (Baixo)
Bernard Desbleds (Bateria)


Fatos e Curiosidades:

- Lançado com uma tiragem muito baixa em 1983 pela gravadora Small Run records, esse 7” single conseguiu no final de 2010 ser vendido em um leilão por pouco mais que 600 dólares.


Creditos:
Por
Victor Kataóka.

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Formada em 1979 pelo ex vocalista do Strider, Rob Hawthorn, o Last Flight foi uma obscura Single Band da N.W.O.B.H.M que lançou apenas duas músicas.

Como existe todo um folclore em torno dessas Single Bands, e boa parte delas conseguiram obter algum “feito” que as diferenciasse das demais, o LastFlight não ficou para trás.

No caso, a banda teve a oportunidade de realizar uma raríssima gravação em um programa da BBC.

A seguir, a resenha de uma das mais obscuras Single Bands da New Wave, o Last Flight,

“Dance To The Music” segue um pouco a linha do Van Halen, e até lembra algumas coisas mais leves do Kiss. Essa música está mais para Hard Rock do que Heavy Metal.

Na verdade ela é um Hard Rock com roupagem Heavy Metal.

O vocalista Bob Hawthorne canta muito bem, e toda a banda é bastante competente, sendo essa música muito bem gravada.

Por um motivo ou outro ela se torna cansativa para mim, já na metade.

Se eu tiver fumado um baseado ela se torna bem agradável, até porque é uma música leve e repetitiva.

No geral, uma boa música.

“I’m Ready” começa bem solta, seguindo a linha de “Dance To The Music”. Todos os instrumentais soam bem audíveis, e a banda aposta nessa linha mais clean.

Aqui e ali temos alguns lampejos de Heavy Metal, mas ele não pertence a alma dessa música.

O solo é muito bom, talvez o melhor momento desse single, apesar de ser curtinho.

Também foi muito bom o efeito que eles colocaram das pessoas conversando no fundo do solo.

Mas é aquele negócio, o vocal acaba se tornando repetitivo, por um motivo ou outro, mas o fato disso me incomodar não significa que vá incomodar você também.

Ótima música no que se propuseram a fazer.

O interessante é que esse single é de 1981, então fica difícil dizer que a banda tentou fazer um lance mais comercial, enfim, o resultado foi satisfatório.

Tinham qualidade pra gravar um álbum completo, poderia não ser um clássico ou uma inovação, mas daria conta do recado.


Lista de Músicas:

01. Dance To The Music 7,75 (04:21)
02. I’m Ready 8,0 (02:38)


Tempo total: 07:00


Nota:
8,0


Formação:

Bob Hawthorne  – Vocal
Bob Murray – Guitarra, Backing Vocals
Graham Waxman – Bateria, Backing Vocals
John Sinfield – Baixo, Backing Vocals


Fatos e Curiosidades:

- Existe uma versão do single da banda gravado no programa da BBC “The Friday Rock Show compilationalbum”, que tem uma qualidade muito melhor, e foi produzido por Tony Wilson.

- Artigo com uma material da Sounds, de junho de 83:

Last Flight, now fronted by ex-Chinatown singer John Barr, play;
London Marquee June 27.
(Sounds, 18/06/83)

- Após a dissolução da banda, Rob Hawthorn se juntou ao guitarrista e ex Whitesnake Bernie Marsden, na banda Alaska.  Ele também tocou no S.O.S e Strider.

- Ele também contribuiu com vocais de apoiopara o ‘Electric Cinema’, álbum solo de Kyoji Yamamoto, guitarrista da banda de Heavy Metal Japonesa BowWow.

- Posteriormente, Hawthorn se juntou aocabaretcircuit,como um imitador de Rod Stewart.


Creditos:
Por
Victor Kataóka.

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