MOA: Causos e bastidores do público

http://xpresson.files.wordpress.com/2012/04/moa-cancelado2.jpg

Metal Open Air: Causos e bastidores do público

TENSÃO E BOATO

O MOA definitivamente entrou para a história como o festival das tensões e boatos.

Quem desembarcava em São Luís, já chegava tenso, tamanha a onda de insegurança em torno dos cancelamentos que poderiam e estavam ocorrendo.

Pobre daqueles que chegaram ao sábado e não viram a sexta!

LAMPARINA QUEIMADA

O que mais se comentava, sobretudo vindo das pessoas de São Luís, é que a produtora Lamparina já tinha uma péssima fama na cidade. Segundo vários Bangers de lá, outros eventos realizados pela dita cuja já tinham dado errado, e outras bandas e público já tinham sido lesados pela mesma.

PÉSSIMA IMPRESSÃO

Logo na entrada, duas surpresas: Nada de pedir carteirinha de estudante, e a entrega de uma pulseirinha ridícula (a de muitos caíram no show, apesar dos 3 nós).

QUEM PAGOU MAIS SE F***

A “boate” que tanto se falou, no final das contas acabou sendo liberado para todos, pois bastava falar que ia comprar alguma coisa lá que você entrava. Área VIP?  Não existia, e a área pra acampar… Melhor não comentar.

O PIOR BANHEIRO DA ESCÓCIA

Aqueles banheiros ao lado do palco (sem ser o químico) pareciam ter saído de algum filme de terror.

As cabines para se usar os assentos sanitários sequer tinham porta!

Representaram bem o que foi a estrutura do Festival em sí…

FALASCHI E BIANCHI: VERGONHA ALHEIA

Eu, e muitos que estavam ali sentiram uma grande vergonha alheia com os discursos de Falaschi e Bianchi, a impressão que se tinha, é que eles achavam que todos ali tinham 14 anos de idade e eram totalmente manipulados.

Na hora do show do Almah, os “old scholls” já se aglomeravam no palco do Anvil, e puxavam o coro de “Ei, Edú, Vai tomar no c***”.

SEGURANÇA?

Falando com alguns moradores de São Luís, escutamos que muitos daqueles que foram contratados para fazer a segurança do festival, na verdade eram os “muito doidos” já conhecidos na cidade.

Inclusive, um dos moradores de São Luís acusava um dos membros da segurança de já ter o roubado em outra oportunidade…

FUTEBOL E HEAVY METAL

Muitos Headbangers foram ao MOA uniformizados com as camisas dos seus clubes e/ou bandeiras do mesmo. Destaque para a torcida do Fortaleza e do Remo que compareceram em ótimo número.

Mata leããããão!

GALERA OLD SCHOLL PRESENTE EM PESO

Muito bom ter visto vários “das antigas” no festival. Mas não eram apenas os “Tiozinhos do Metal” que desfilavam bom gosto, pois muitos jovens também se faziam presentes vestindo camisas de bandas que dificilmente você veria em um show do Angra/Nightwish/Avenged 7X/Sliknot.

Duas camisas de bandas brasileiras me chamaram atenção: Uma do Inox (!) e outra do Azul Limão (!)… Viva!

CAMISAS, CAMISAS

Engraçado que dentro do MOA, uma camisa do Saxon era vendida por mais de R$ 60,00, enquanto lá fora, uma camisa muito mais bonita, e com um material muito melhor do Saxon era vendida por míseros $20,00(!)

No fim das contas, quem adquiriu camisas do MOA tomou no c***

MULHERADA

Muitas mulheres bonitas se fizeram presentes no MOA.

E também foi uma grata surpresa ver muitas delas usando camisas de bandas como Saxon e Accept.

Elas com certeza deram um brilho a mais para o evento.

A nação Headbanger agradece!

O FUTURO DA NAÇÃO

Muitas crianças bem educadas e doutrinadas estavam presentes com os seus pais.

No fim, um grande castigo para aqueles que estavam vendo o primeiro show das suas vidas.

Uma lástima realmente!

HEADBANGERS DE JAH

Enquanto muitos gastavam rios de dinheiro com a cerveja de R$ 5,00, outros preferiam fumar o “natural”, e já que estávamos na capital nacional do Reggae, nada mais apropriado.

No meio do show do Anvil, Lips vira para a plateia e fala: “Estão vendo esse cabelo? Essa calça? Eu sou um HIPPIE, eu ainda acredito no amor, na paz, no sexo, e na MACONHA”

…Um murro psicológico na cara dos proibicionistas hipócritas!

METALEIROS NOIADOS

Triste ter constatado in loco que alguns metaleiros (isso mesmo, pois não são dignos de serem chamados de headbangers) ainda não aprenderam como se curtir um show de Heavy Metal.

Uma mulher com os seus 25 anos chegou para mim e um amigo, perguntando se a gente vendia pó, pois ela estava na fissura.

Depois soube através de uma moça que foi ao MOA, que algumas pessoas estavam vendendo e oferecendo cocaína no evento.

E antes que algum engraçadinho queira relacionar o demônio ralado a erva natural, não esqueçam: Pesquisas comprovam que é mais fácil você entrar na cocaína através do álcool do que da maconha.

Alguns casos isolados que não tiram o brilho do ótimo público, que no geral, teve um comportamento exemplar, visto que em outros tipos de shows/festas casos como esse acontecem com muito mais frequência.

ESSES METALEIROS NÃO APRENDEM MESMO…

Um rapaz que estava colado na grade passou o show inteiro do Anvil estragando o show dos outros. Ele subia na grade, e se jogava. Depois voltava, e fazia tudo de novo. Ninguém mais o aguentava, até que ele resolveu subir no palco, tirou a onda dele, e depois voltou, sem ninguém da segurança (tinha?) sequer tentar tirar ele de lá.

MUSTAINE: HERÓI OU VILÃO?

Na hora do show mais esperado do MOA, estava ao meu lado um especialista em Megadeth, o grande Thiago de Menezes.

Mal o show começou, e ele que é um especialista na banda se vira pra mim e diz: “O Mustaine está extremamente insatisfeito, tocando pra cumprir o contrato, só pela cara e o jeito dele tocar da pra notar, vamos torcer para eles tocarem mais de 3 músicas, esse show não vai até o final”.

Quando escutei isso, logo temi pelo pior que acabou se realizando: A banda tocou apenas metade do Set List.

No fim das contas, o polêmico show dividiu opiniões entre os headbangers: Muitos comentavam que Musta era um herói por ter tocado ainda 10 músicas com aquele lixo de som e estrutura, enquanto outros achavam que ele era o vilão por não ter ido até o final.

A MÍDIA NÃO CONSEGUIU O QUE QUERIA

Mesmo com todos os problemas, podemos constatar que o público Headbanger é sim diferenciado. Ninguém quebrou nada. Se a mídia não especializada pudesse, ela mesma colocaria uma caixa de fósforo nas mãos de cada um ali, para que fosse ateado fogo no festival.

POBRE BAIANO

Comovente o depoimento do Baiano que subiu ao palco para dizer que foi assaltado, perdeu mais de R$ 1000,00 e todos os seus documentos, nesse “festival Bost***” (quando ele falou isso, a produção cortou o seu áudio).

Quando ele, que teve culhões para xingar o festival, o fez, quem escutou foi ao delírio.

Nordestino é Cabra macho!

ASSALTADOS NO CABARÉ

Pior ainda foi um grupo de Headbangers, que horas antes de viajarem no domingo foram assaltados num cabaré, perderam tudo, e sequer puderam se “alimentar” no local.

HISTÓRIAS PRA CONTAR

Várias pessoas que passaram os dias em São Luís e fizeram turismo pela cidade voltaram para casa com várias histórias folclóricas para contar.

Eu estava num taxi com alguns amigos e paramos ao lado do carro da secretaria de saúde municipal para pedir informação, no que o motorista, muito solícito e simpático, nos atendeu fumando um cigarrinho… Que beleza!

APESAR DOS PESARES, VALEU!

Para muitos, apesar de todos os problemas, a viagem valeu a pena. Interagiram-se com vários “irmãos Headbangers”, se divertiram, e ainda viram alguns poucos shows.

O AEROPORTO DA DERROTA

No domingo negro, o semblante das pessoas que estavam no Aeroporto era de derrota e profunda tristeza, até parecia final de campeonato quando seu time é vice-campeão.

E TUDO ACABOU EM PIZZA

No sábado, no stand da Pizza Hut, quando deu certa hora, os funcionários simplesmente foram embora e deixaram dezenas de caixas de pizza abandonadas.

Algumas pessoas saíram carregando mais de 10 caixas.

Pizzas eram distribuídas para quem ia saindo do festival, que acabou da maneria mais adequada: Em pizza.

…Emblemático!

VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0.0/10 (0 votes cast)
VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0 (from 0 votes)

Facebook Comments

comments

Leave a comment

Your email address will not be published. Required fields are marked *

*