Category: Destaques

A consagração do Saxon foi gravada em fevereiro de 1980 nos studios Ramport com a ajuda de Pete Hinton, Um dos mais importantes álbuns do rock pesado da década de 80, ‘Wheels Of Steel’, o 2º álbum de estúdio do Saxon foi um marco na história da New Wave of British Heavy Metal, e definitivamente a entrada do Saxon na história do Heavy Metal. ‘Wheels Of Steel’ foi o álbum da banda que conseguiu a melhor colocação nos charts Ingleses, mas o seu grande mérito é o de que quase todas as suas músicas são clássicas, e hoje em dia esse álbum é considerado por muitos fãs como o melhor da banda.

“Motorcycle Man” é uma das melhores músicas de metal que existem para abrir um disco. Com uma letra típica do Saxon, que fala sobre pegas de rua em Motocicletas envenenadas, o son de pneus queimando o asfalto é a introdução para essa que sem dúvidas é uma das músicas mais importantes do metal oitentista. A rápida “Motorcycle Man” é uma música “pioneira”, pois eu a considero uma das primeiras músicas 100% Heavy Metal tradicional, com toda a roupagem que a ele foi inserido ao longo da década de 80. Para se confirmar isso basta olhar a época em que ela foi gravada: Fevereiro de 1980, ou seja, os primórdios do chamado Heavy Metal “Moderno”. A NWOBHM foi o movimento que fez a Inglaterra conseguir esquecer o punk e se ligar em uma coisa muito melhor: O Heavy Metal, e isso pra mim fica provado em “Motorcycle Man”, uma pauleira no pé do ouvido, onde os seus 4 minutos passam tão rápidos que sempre que eu escuto essa música eu fico com a impressão de que ela tem menos de 2 minutos. Aqui a banda toda está impecável: Biff Byford faz miséria com o seu vozeirão em uma das melhores performances da sua carreira, mostrando que sempre foi um vocalista subestimado, a cozinha consegue detonar um puro Heavy Metal, mas sem perder aquela essência rock and roll que é característica do Saxon, os trabalhos das guitarras são fenomenais, com direito a 2 solos, e eu particularmente acho o 2º solo belíssimo, a hora em que Biff canta acompanhando a entrada do 2º solo é emocionante, sem dúvidas um dos grandes momentos do Heavy Metal, e pra finalizar, eu diria que “Motorcycle Man” é uma versão metalizada de “Highway Star”… Achou uma heresia o que eu disse? Pois eu sou fã do Saxon e pago pau mesmo, na cara de pau! Brincadeiras a parte, de cara ‘Wheels Of Steel’ já nos presenteia com um grande clássico. A banda não deixa a peteca cair e “Stand Up And Be Counted” entra com ótimos riffs. Um empolgante Hardão pra ninguém botar defeito, é incrível a pegada que o Saxon conseguiu alcançar nessa música. É um sentimento único… Repare que as guitarras apresentam riffs que vão de agressivos a descompromissados e alegres, e “Stand Up And Be Counted” é uma prova de que o Rock e o Metal fazem o casamento perfeito quando tocados pela banda certa. Empolgante ao extremo, uma música com uma pegada pesada, mas que ao mesmo tempo consegue ser bastante descontraída, da até pra dançar, e eu nunca consigo escutar essa música sem acompanhar Biff no refrão, até porque, essa é uma das melhores composições do Saxon. Para matar de vez o ouvinte do coração, depois de dois petardos entra em cena um dos maiores clássicos da história do Heavy Metal: “747 (Strangers In The Night)”. 10 entre 10 fãs do Saxon colocam essa música no top 10 da banda, e também não é para menos. O grande destaque de “747” com certeza são os seus riffs, um dos riffs mais subestimados da história do rock pesado. Desculpem-me, mas simplesmente não tem como ficar indiferente aos riffs dessa música, é impossível. Aqui os vocais de Biff estão mais serenos, diferente de sua atuação nas duas músicas anteriores. A velocidade diminui um pouco, e como curiosidade, eu desafio qualquer um a tentar lembrar o solo dessa música. Alguém conseguiu? A tarefa é difícil, pois a música já começa com um solo, que depois, perde a cara de solo por se misturar de forma brilhante com alguns riffs, e no final das contas, pode-se dizer que ela tem um trabalho ímpar nas guitarras, extremamente polido e com um grande feeling, uma rara obra de arte difícil de descrever. E como não posso deixar a oportunidade passar, “747 (Strangers In The Night)” foi à música que eu mais escutei na minha vida, pois foi o toque do meu celular por quatro anos (!). Sobre a letra, todos pensam que ela fala sobre um caso real que aconteceu com algum vôo, mas eu li uma entrevista de Biff onde o mesmo dizia que a letra não trata de nenhum incidente específico. Parece brincadeira, mas depois de “747” entra em cena mais um clássico: “Wheels Of Steel”. O Saxon mostra que não precisa de velocidade para ser Heavy, e com uma música arrastada que deu nome ao álbum, a minha grande dúvida é sobre o que é mais clássico em “Wheels Of Steel”, os riffs ou o refrão? A disputa é acirrada, pois ambos são bem grudentos, repetitivos, e não saem da cabeça de quem escuta. Não sei se é impressão minha, mas eu consigo escutar uma veia blues meio encabulada, perdida em uma selva de Rock e Heavy. Já tive épocas que eu não conseguia escutar essa música por ser demasiadamente repetitiva, mas ela funciona muito bem ao vivo, e se metida entre duas músicas rápidas então, é uma maravilha. Rocksão para você escutar sentado, tomando uma cerva e relaxando. Finalizando, a letra de “Wheels Of Steel” segue a mesma linha de “Motorcycle Man”, com a diferença de que ao invés de uma motocicleta, temos um carro. Seguindo a linha de composição de “Wheels Of Steel” e “Motorcycle Man” , “Freeway Mad” é uma das faixas rápidas, sem muito peso, mas divertidíssimas que o Saxon lançou ao longo de sua imensa discografia. Muito alto astral, com riffs muito bem sacados, bem dançante mesmo, não tem como ficar parado, e rola até sirene de polícia. Simples mas eficiente. “See The Light Shining” é o resultado de uma noite de bebedeira e uma camisinha furada de “Freeway Mad” com “Stand Up And Be Counted”. Aqui se mantém o clima auto-astral do instrumental, mas o refrão é mais pegado, forte e sentimental. A composição aborda o mesmo tema de “Stand Up And Be Counted”. A velocidade se mantém e “Street Fighting Gang” segue a sonoridade de “Freeway Mad” e “See The Light Shining”. O rock and roll fantasiado de Heavy Metal é descarado, e essa é uma das músicas mais “pra cima” e descontraídas na discografia da banda. Acho interessante observar o contraste entre o instrumental totalmente descontraído que segue, enquanto Biff canta sobre brigas de gangues de rua. Quebrando totalmente o clima, entra uma das músicas mais subestimadas do Hard Rock Oitentista: “Suzie Hold On”, uma semi-balada que mais parece música de ninar. Eu acho essa música belíssima, ela merecia concorrer ao prêmio “levada mais bonitinha do Heavy Metal”. E na verdade ela é dividida em duas partes, sendo a primeira a da levada singela que eu já citei, e a segunda a do momento que procede a entrada do solo, que eu acho fenomenal, pois a música ganha uma carga de emoção incrível. A letra de “Suzie Hold On” é uma das mais bonitas do Saxon, e Biff a interpreta tão bem, que fica a impressão de que realmente existiu uma Suzie cheia de problemas. Com seus riffs incríveis e a participação ativa de Steve Dawson, a vigorosa “Machine Gun” finaliza o album. No começo ela parece apenas mais uma música rápida, mas o seu diferencial são os experimentais riffs de guitarra. Não fosse por eles, ela passaria despercebida, afinal, nas partes rápidas ela consegue lembrar bastante até músicas do seu próprio disco, como “Freeway Mad”. A letra de “Machine Gun” (metralhadora) é bem curta, mas retrata bem os horrores da guerra, enfim, mais uma boa composição da banda. Como saldo final, temos um grande álbum, que não só é um dos melhores do Saxon, como também um dos melhores dos anos 80, e que colocou a banda no topo do Heavy Metal. ‘Wheels Of Steel’ é um álbum para você escutar de ponta a ponta, simplesmente não tem músicas meia boca, todas são excelentes.


Lista de Músicas:
01. Motorcycle Man 10** 02. Stand Up And Be Counted  10* 03. 747 (Strangers In The Night) 10*** 04. Wheels Of Steel 10* 05. Freeway Mad 8,5 06. See The Light Shining 8,75 07. Street Fighting Gang 8,5 08. Suzie Hold On 10*** 09. Machine Gun 8,75


Escute as Músicas


Nota: 9,5 Nota re-avaliada: 10********** Estrelas: 10

Formação:

Biff Byford – Vocal Paul Quinn – Guitarra Graham Oliver – Guitarra Steve Dawson – Baixo Pete Gill – Bateria

Vídeos:


Fatos e Curiosidades:

– Segundo o próprio Biff Byford, tanto “Stand Up And Be Counted” quanto “See The Light Shining” falavam sobre se levanter e lutar pelos seus direitos, ser forte e nunca se render. Todas essas músicas antigas foram baseadas nos anos de Margaret Thatcher, e ainda segundo o vocalista, todas são músicas sobre esperança. – Todos os membros da banda participaram do processo criativo nas composições, sendo assim, todas as faixas foram escritas em parceria conjunta por Byford/Quinn/Oliver/Dawson/Gill. – Posteriormente, o LP foi relançado pela EMI em CD com “Judgement Day” ao vivo como bônus. – A produção ficou a cargo da própria banda com a ajuda de Pete Hinton – O Álbum foi relançado com Strong Arm of the Law como 2º CD em 1997, com as bônus: 10. Judgement Day (Live) 11. Wheels of Steel (7″ Version) 12. See the Light Shining (Live) 13. Wheels of Steel (Live) 14. 747 (Strangers in the Night) (Live) 15. Stallions of the Highway (Live) – Remasterizado pela EMI em 2009 com as bônus: Demo Rehearsals 1980 10 – Suzie Hold On 11 – Wheels of Steel Live B-Side of ”747 (Strangers in the Night) 1980 12 – Stallions of the Highway Live at Monsters of Rock festival, Castle Donington 16th August 1980 13 – Motorcycle Man 14 – Freeway Mad 15 – Wheels of Steel 16 – 747 (Strangers in the Night) 17 – Machine Gun – A música Wheels of Steel se tornou um grande classic, e faz parte dos games: Grand Theft Auto IV: The Last and Damned e Brutal Legend, além de ter sido coverizada pela banda L.A Guns. – Em 1980 o Saxon lançou os seguintes singles referentes a o álbum Wheels of Steel:  747 (Strangers in the Night) (que continha “747 (Strangers in the Night)” e “See the Light Shining”), Motorcycle Man (que só foi lançado no Japão e continha “Motorcycle Man” e novamente “See the Light Shining”), Suzie Hold On (que continha “Suzie Hold On” e “Judgement Day” ao vivo), e Wheels of Steel (que tinha uma capa Alemã um pouco diferente da Inglesa, e continha “Wheels of Steel” e “Stand Up and Be Counted”  no lugar de “Motorcycle Man”, que saiu no Inglês), todos os singles foram lançados pela Carrere. – O nome original do Saxon era “Son of a Bitch”, mas a gravadora achou que a banda teria uma forte oposição nos Estados Unidos e a banda acabou optando por Saxon. – A turnê de Wheels of Steel cobriu um grande momento da banda, que foi feita em conjunto com Motorhead e Nazareth, tocando inclusive por três noites seguidas na famosa casa de shows inglesa Hammersmith Odeon.Ainda em agosto de 1980 a banda tocou no Monsters Of Rock com Rainbow, Scorpions e Judas Priest. – O Single Wheels of Steel  alcançou a 36ª colocação nos Charts Ingleses em fevereiro, e a 20ª em um re-lançamento no mesmo ano. – Gravado em fevereiro e Lançado em Maio de 1980, Wheels of Steel  foi o maior sucesso do Saxon nas paradas musicais, alcançando uma insuperável 5ª colocação nos charts da Inglaterra.


Creditos:
Por
Victor Kataóka.

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No fim da década de 70 o Accept lança o seu debut álbum, que seria o início de uma seqüência de sete brilhantes discos da banda de Heavy Metal mais importante da Alemanha.

Fundada em 1970 na cidade de Solingen, Alemanha, pelo vocalista Udo, a banda passou por várias formações até se estabilizar em 1976, quando tocaram no festival Rock AM Rhein e conseguiram um primeiro contrato de gravação. A formação à época contava com Udo Dirkschneider, Wolf Hoffmann, Peter Baltes (baixo), Gerhard Wahl (guitarra) e Frank Friedrich (bateria). Gerhard seria substituído por Jörg Fischer em 1978. A estréia do Accept em vinil aconteceu com um álbum auto-intitulado lançado em dezembro de 1978, mas algumas fontes citam janeiro de 1979.

A seguir, a resenha do primeiro disco da melhor banda de Heavy Metal da Alemanha, e uma das mais importantes do mundo também.

O álbum auto intitulado abre com uma faixa que é um belo cartão de visitas em relação ao que seria a característica mais marcante do Accept: Refrões.

Com uma letra bobinha, e sendo a primeira da banda a abordar o tema romance, “Lady You” começa com um típico riff de heavy metal oitentista e vai se transformando em uma faixa belíssima em todos os sentidos, o entrosamento da banda é evidente no suporte que os riffs, as linhas de baixo e a pegada precisa de Frank Friedrich, dão para o a bonita atuação de Udo Dirkschneider, fica difícil escolher o destaque, já que tudo é muito bem encaixado e requintado, até o solo é comedido para não atrapalhar em nada a perfeição da música, e mas pra mim, o maior destaque é o baixo de Peter Baltes.

Ela tem um charme de blues-rock (“won’t you co-o-o-o-me to me, my love – LADY LOU!!”), com uma atmosfera meio balada.

E apesar de tudo, no final das contas “Lady You” acaba se mostrando uma faixa simples.

“Tired Of Me” tem mais uma letra que aborda uma mulher, mas essa letra é curta e tensa, o seu andamento é bem nervoso, tanto graças á atuação de Udo quanto pelas guitarras e as viradas precisas da batera, apesar de não ser rápida comparada com outras músicas do Accept, é de tirar o fôlego, Todo esse clima ainda tem suporte nos backing vocals, que dão um forte apoio ao refrão.

Mesmo em 1979, pode ser considerada tranquilamente como metal oitentista tradicional, mas com a marca do Accept.

Ainda mais puxada para o rock e não tanto para o Heavy Metal que seria feito posteriormente, mas já no caminho.

A melancólica “Seawinds” é o início de uma série de baladas que “consagrariam” o Accept como sendo uma das bandas de Heavy Metal que registraram as melhores baladas da história do rock pesado.Além disso, também marca a entrada de Peter Baltes nos vocais, que atacaria em outras baladas dali pra frente, mostrando que nessa área, além dele ser melhor que Udo, ainda consegue ter uma atuação acima da média.

Talvez, o primeiro clássico.

“Take Him In My Heart”. apresenta os vocais de Udo abafado pelos outros instrumentos, mas tem um refrão belíssimo, tanto pela atuação de Udo quanto pelos backing vocais novamente bem encaixados, o solo também consegue ser tão bonito quanto o refrão, e é interessante ressaltar que temos uma belíssima melodia, que contrasta com uma cozinha nervosa, o que fica no ar a sensação de mistura entre “Lady You” e “Tired Of Me”… E que mistura!

Para finalizar, essa música foi a primeira música do Accept a abordar relacionamentos de uma forma mais elaborada, e mantendo o foco na figura feminina

Que o primeiro disco do Accept é muito injustiçado, qualquer fã que já tenha escutado toda a discografia da banda sabe, mas eu preciso abrir um parêntese para “Sounds Of War”.

A introdução dessa música é uma das intros mais marcantes do heavy metal setentista (lembrar que o disco foi lançado em 1979), os comoventes vocais de Peter Baltes se encontram com os de Udo(que ataca nas partes mais vitais da música), e somados com o instrumental perfeito e os sons que foram inseridos no estúdio(sirenes,bombas e etc),deixam a mesma com um andamento fiel a letra, que vale ressaltar, é uma das melhores composições do Accept.

Como saldo final, temos uma das melhores músicas que abordam o tema guerra, e um “clássico” esquecido do Accept.

“Free Me Now” é a mais rápida do disco, e consequentemente a melhor para bater cabeça, mas nada que se compare a uma “Fast As a Shark” da vida.

O destaque vai para os vocais de suporte, mas ainda muito verde, nesse tipo de música a banda só iria se encontrar anos depois, apesar de aqui ser o embrião das músicas rápidas do Accept.

Pelo fato de ser uma das letras mais curtas da banda, não da pra se dizer com exatidão se ela aborda o tema guerra.

“Glad To Be Alone” é outra balada, desta vez ainda mais dramática que “Seawinds”, mas dessa vez temos nos vocais Udo Dirkschneider, enquanto a música vai ficando cada vez mais melancólica, ela encontra o seu ponto alto na hora em que a velocidade aumenta quando “entram” as precisas guitarras e o mais uma vez brilhante baixo de Peter Baltes, e vão até o fim guiando a mesma de forma impecável.

Como se isso não bastasse, o refrão é uma amostra de todo o feeling de Udo, que se nunca foi um vocalista com uma bonita voz, sempre compensou isso com um Feeling alcançado por poucos.

A bonita letra é mais uma que trata do tema relacionamentos, outro clássico.

A próxima, “That’s Rock N’ Roll”, tem uma cadencia que lembra a de “Free Me Now”, principalmente pelas linhas de bateria, mas que acaba sendo um rock and roll acelerado, diria até que é um “rock and roll metalizado”, com Udo se esgoelando como nunca…Imperdível!

Sobre a atuação do baterista Frank Friedrich, eu posso citar o fato de ter lido em outro review uma comparação entre ele e Jaki Liebezeit devido a sua atuação técnica e apurada nessa música.

Finalizando, com uma letra totalmente Manowar onde a banda fala de si mesma,  temos uma música que apesar de não ser um clássico, é divertidíssima, e mostra bem como foi a passagem definitiva do rock and roll setentista para o Heavy Metal tradicional da década de 80.

O forte de “Helldriver” é justamente o forte do próprio Accept: Os refrões.

A sua letra rebelde fala sobre rodas pegando fogo na estrada e o demônio (não literalmente) tomando conta do protagonista.

Sem muito segredo, e nada em especial, podemos destacar os refrões grudentos e a boa atuação de Udo e pular para a faixa que fecha o disco:

“Street Fighter” tem uma letra que trata de ódio, mas não nos da margem para compreender o real sentido da mesma.Os backing vocals lembram os de uma famosa música dos Rolling Stones, que ao escutar fica evidente, mais uma vez temos um forte trabalho em cima das guitarras, cozinha presente e eficiente, um Udo nervosíssimo, e por influência principalmente dos backing vocals(que estão abafados) uma levada descontraída.

Enfim, o Accept começou com o pé direito, e esse auto intitulado, se não é propriamente Heavy Metal e está longe do que a banda faria em seguida, pode ser considerado um ótimo disco de Rock and Roll com estrutura de Heavy Metal Tradicional, eu recomendo.

Lista de Músicas:

01. Lady You 9,25
02. Tired Of Me 8,75
03. Seawinds 10*
04. Take Him In My Heart 9,25
05. Sounds Of War 10*
06. Free Me Now 8,0
07. Glad To Be Alone 10*
08. That’s Rock N’ Roll 9,0
09. Helldriver 8,25
10. Street Fighter 8,75

 

Tempo total: 36:03

 


Escute as Músicas


Nota: 9, 25
Nota reavaliada: 10***
Estrelas: 3



Formação:

Udo Dirkschneider – Vocal
Wolf Hoffman – Guitarra
Jorg Fischer - Guitarra
Peter Baltes – Baixo
Frank Friedrich Bateria

Fatos e Curiosidades:

- Remasterizado e Re-relançado como  digipak em 2000 pela Nuclear Blast. Relançado mais uma vez em 2005 pela SPV.

- Em Novembro de 1979, a banda lançou o single Lady Lou, que tinha as faixas “lady Lou” e “Seawinds”

- Todos os membros da banda participaram do processo de composição

- Esse é o álbum mais curto da discografia da banda, tendo menos de 40 minutos de duração.

- O baixista Peter Baltes cantou em duas faixas: “Seawinds” e “Sounds of War”.

- Frank Friedrich gravou o álbum e logo após decidiu deixar abandonar a sua carreira musical.

- Produzido por Frank Martin , na época o álbum vendeu aproximadamente 3 mil cópias e abriu as portas para a banda tocar na Holanda, França e Bélgica,

- Udo não gostou das gravações, e segundo Wolf, o álbum foi uma mistura de vários materiais que a banda vinha tocando e compondo ao longo dos anos.

- A estranha capa trazia a imagem de uma mulher bem vestida e segurando uma serra elétrica, com a imagem de uma metrópole ao fundo.

- A banda Sueca Therion coverizou “Seawinds” no seu disco de 1999, Crowning of Atlantis

 


Colabore com a banda:

https://www.facebook.com/accepttheband

http://merchdome.com/accept-mainpage?source=act


Créditos:
Por
Kataóka

No fim da década de 70 o Accept lança o seu debut álbum, que seria o início de uma seqüência de sete brilhantes discos da banda de Heavy Metal mais importante da Alemanha. 

Fundada em 1970 na cidade de Solingen, Alemanha, pelo vocalista Udo, a banda passou por várias formações até se estabilizar em 1976, quando tocaram no festival Rock AM Rhein e conseguiram um primeiro contrato de gravação. A formação à época contava com Udo Dirkschneider, Wolf Hoffmann, Peter Baltes (baixo), Gerhard Wahl (guitarra) e Frank Friedrich (bateria). Gerhard seria substituído por Jörg Fischer em 1978. A estréia do Accept em vinil aconteceu com um álbum auto-intitulado lançado em dezembro de 1978, mas algumas fontes citam janeiro de 1979.

A seguir, a resenha do primeiro disco da melhor banda de Heavy Metal da Alemanha, e uma das mais importantes do mundo também.

O álbum auto intitulado abre com uma faixa que é um belo cartão de visitas em relação ao que seria a característica mais marcante do Accept: Refrões.

Com uma letra bobinha, e sendo a primeira da banda a abordar o tema romance, “Lady You” começa com um típico riff de heavy metal oitentista e vai se transformando em uma faixa belíssima em todos os sentidos, o entrosamento da banda é evidente no suporte que os riffs, as linhas de baixo e a pegada precisa de Frank Friedrich, dão para o a bonita atuação de Udo Dirkschneider, fica difícil escolher o destaque, já que tudo é muito bem encaixado e requintado, até o solo é comedido para não atrapalhar em nada a perfeição da música, e mas pra mim, o maior destaque é o baixo de Peter Baltes.

Ela tem um charme de blues-rock (“won’t you co-o-o-o-me to me, my love – LADY LOU!!”), com uma atmosfera meio balada.

E apesar de tudo, no final das contas “Lady You” acaba se mostrando uma faixa simples.

“Tired Of Me” tem mais uma letra que aborda uma mulher, mas essa letra é curta e tensa, o seu andamento é bem nervoso, tanto graças á atuação de Udo quanto pelas guitarras e as viradas precisas da batera, apesar de não ser rápida comparada com outras músicas do Accept, é de tirar o fôlego, Todo esse clima ainda tem suporte nos backing vocals, que dão um forte apoio ao refrão.

Mesmo em 1979, pode ser considerada tranquilamente como metal oitentista tradicional, mas com a marca do Accept.

Ainda mais puxada para o rock e não tanto para o Heavy Metal que seria feito posteriormente, mas já no caminho.

A melancólica “Seawinds” é o início de uma série de baladas que “consagrariam” o Accept como sendo uma das bandas de Heavy Metal que registraram as melhores baladas da história do rock pesado.Além disso, também marca a entrada de Peter Baltes nos vocais, que atacaria em outras baladas dali pra frente, mostrando que nessa área, além dele ser melhor que Udo, ainda consegue ter uma atuação acima da média.

Talvez, o primeiro clássico.

“Take Him In My Heart”. apresenta os vocais de Udo abafado pelos outros instrumentos, mas tem um refrão belíssimo, tanto pela atuação de Udo quanto pelos backing vocais novamente bem encaixados, o solo também consegue ser tão bonito quanto o refrão, e é interessante ressaltar que temos uma belíssima melodia, que contrasta com uma cozinha nervosa, o que fica no ar a sensação de mistura entre “Lady You” e “Tired Of Me”… E que mistura!

Para finalizar, essa música foi a primeira música do Accept a abordar relacionamentos de uma forma mais elaborada, e mantendo o foco na figura feminina

Que o primeiro disco do Accept é muito injustiçado, qualquer fã que já tenha escutado toda a discografia da banda sabe, mas eu preciso abrir um parêntese para “Sounds Of War”.

A introdução dessa música é uma das intros mais marcantes do heavy metal setentista (lembrar que o disco foi lançado em 1979), os comoventes vocais de Peter Baltes se encontram com os de Udo(que ataca nas partes mais vitais da música), e somados com o instrumental perfeito e os sons que foram inseridos no estúdio(sirenes,bombas e etc),deixam a mesma com um andamento fiel a letra, que vale ressaltar, é uma das melhores composições do Accept.

Como saldo final, temos uma das melhores músicas que abordam o tema guerra, e um “clássico” esquecido do Accept.

“Free Me Now” é a mais rápida do disco, e consequentemente a melhor para bater cabeça, mas nada que se compare a uma “Fast As a Shark” da vida.

O destaque vai para os vocais de suporte, mas ainda muito verde, nesse tipo de música a banda só iria se encontrar anos depois, apesar de aqui ser o embrião das músicas rápidas do Accept.

Pelo fato de ser uma das letras mais curtas da banda, não da pra se dizer com exatidão se ela aborda o tema guerra.

“Glad To Be Alone” é outra balada, desta vez ainda mais dramática que “Seawinds”, mas dessa vez temos nos vocais Udo Dirkschneider, enquanto a música vai ficando cada vez mais melancólica, ela encontra o seu ponto alto na hora em que a velocidade aumenta quando “entram” as precisas guitarras e o mais uma vez brilhante baixo de Peter Baltes, e vão até o fim guiando a mesma de forma impecável.

Como se isso não bastasse, o refrão é uma amostra de todo o feeling de Udo, que se nunca foi um vocalista com uma bonita voz, sempre compensou isso com um Feeling alcançado por poucos.

A bonita letra é mais uma que trata do tema relacionamentos, outro clássico.

A próxima, “That’s Rock N’ Roll”, tem uma cadencia que lembra a de “Free Me Now”, principalmente pelas linhas de bateria, mas que acaba sendo um rock and roll acelerado, diria até que é um “rock and roll metalizado”, com Udo se esgoelando como nunca…Imperdível!

Sobre a atuação do baterista Frank Friedrich, eu posso citar o fato de ter lido em outro review uma comparação entre ele e Jaki Liebezeit devido a sua atuação técnica e apurada nessa música.

Finalizando, com uma letra totalmente Manowar onde a banda fala de si mesma,  temos uma música que apesar de não ser um clássico, é divertidíssima, e mostra bem como foi a passagem definitiva do rock and roll setentista para o Heavy Metal tradicional da década de 80.

O forte de “Helldriver” é justamente o forte do próprio Accept: Os refrões.

A sua letra rebelde fala sobre rodas pegando fogo na estrada e o demônio (não literalmente) tomando conta do protagonista.

Sem muito segredo, e nada em especial, podemos destacar os refrões grudentos e a boa atuação de Udo e pular para a faixa que fecha o disco:

“Street Fighter” tem uma letra que trata de ódio, mas não nos da margem para compreender o real sentido da mesma.Os backing vocals lembram os de uma famosa música dos Rolling Stones, que ao escutar fica evidente, mais uma vez temos um forte trabalho em cima das guitarras, cozinha presente e eficiente, um Udo nervosíssimo, e por influência principalmente dos backing vocals(que estão abafados) uma levada descontraída.

Enfim, o Accept começou com o pé direito, e esse auto intitulado, se não é propriamente Heavy Metal e está longe do que a banda faria em seguida, pode ser considerado um ótimo disco de Rock and Roll com estrutura de Heavy Metal Tradicional, eu recomendo.

Lista de Músicas:

01. Lady You 9,25
02. Tired Of Me 8,75
03. Seawinds 10*
04. Take Him In My Heart 9,25
05. Sounds Of War 10*
06. Free Me Now 8,0
07. Glad To Be Alone 10*
08. That’s Rock N’ Roll 9,0
09. Helldriver 8,25
10. Street Fighter 8,75


Nota:
9, 25
Nota reavaliada: 10***
Estrelas: 3


Tempo total: 36:03


Formação:

Udo Dirkschneider – Vocal
Wolf Hoffman – Guitarra
Jorg Fischer - Guitarra
Peter Baltes – Baixo
Frank Friedrich Bateria


Fatos e Curiosidades:

- Remasterizado e Re-relançado como  digipak em 2000 pela Nuclear Blast. Relançado mais uma vez em 2005 pela SPV.

- Em Novembro de 1979, a banda lançou o single Lady Lou, que tinha as faixas “lady Lou” e “Seawinds”

- Todos os membros da banda participaram do processo de composição

- Esse é o álbum mais curto da discografia da banda, tendo menos de 40 minutos de duração.

- O baixista Peter Baltes cantou em duas faixas: “Seawinds” e “Sounds of War”.

- Frank Friedrich gravou o álbum e logo após decidiu deixar abandonar a sua carreira musical.

- Produzido por Frank Martin , na época o álbum vendeu aproximadamente 3 mil cópias e abriu as portas para a banda tocar na Holanda, França e Bélgica,

- Udo não gostou das gravações, e segundo Wolf, o álbum foi uma mistura de vários materiais que a banda vinha tocando e compondo ao longo dos anos.

- A estranha capa trazia a imagem de uma mulher bem vestida e segurando uma serra elétrica, com a imagem de uma metrópole ao fundo.

- A banda Sueca Therion coverizou “Seawinds” no seu disco de 1999, Crowning of Atlantis


Colabore com a banda:

https://www.facebook.com/accepttheband

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Créditos:
Por
Kataóka

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Savatage – Sirens (1983)

[Par Records]

Inicialmente sob o nome Metropolis e, logo depois, em1983, Avatar, a banda passou a chamar-se Savatage devido a problemas judiciais, logo após o lançamento do primeiro single denominado “City Beneath The Surface”, e pouco antes de lançar o primeiro álbum, “Sirens”, em Novembro de 1982, que já na primeira metade da década de 80, mesclava o Heavy Metal tradicional com Power Metal “oitentista”, apesar de que o termo “Power Metal” ganhou muitas interpretações diferentes com o passar dos anos.

A seguir, descubra o porquê de Sirens ser um clássico não só do Savatage, mas também dos anos 80, com a resenha do fundamental debut de uma das melhores bandas de Heavy Metal de todos os tempos.

O álbum é iniciado com “Sirens”, o primeiro Hit do Sava. Com um começo bem soturno, o início de pouco mais de 20 segundos é bem típico do Savatage, são arranjos com a marca Savatage, e nós iríamos ver arranjos nessa mesma linha em muitos momentos ao longo da discografia da banda. Depois do começo bem sinistro, entra o riff principal, um dos riffs clássicos do Sava, diga-se de passagem.

A letra de “Sirens” aborda as sereias, e o perigo que elas podem trazer. Uma letra bem apropriada para a atmosfera da música.

Heavy Metal tradicional com muita qualidade e criatividade, sem apelar para nenhum clichê, e com um refrão hipnótico, já mostrando que o Savatage seria uma banda diferenciada.

“Sirens” parece ter sido tirada do “Hall Of The Moutain King”, pois a mesma se encaixaria como uma luva nesse grande álbum, e até poderia ter sido regravada para o mesmo, assim como “Out on the Streets” foi no “Fight For The Rock”. Inclusive, no finalzinho de “Sirens”, Jon Oliva canta no mesmo tom que ele imortalizou na música “Hall Of The Moutain King”

O clima sombrio é mantido com a letra extremamente pessimista de “Holocaust”, que já começa com uma a cozinha embalada pelo riff principal, bem Heavy Metal Tradicional oitentista, que era característico a muitas bandas da época, como o Judas Priest e várias da NWOBHM.

Mas, o Savatage tem o toque diferenciado, “Holocaust” é extremamente cadenciada, encorpada, não muito rápida, mas com uma noção de peso e melodia extraordinária, bem superior a maioria esmagadora de bandas de Heavy Metal Tradicional da época.

Já a letra de “I Believe”, parece ser a continuação da letra de “Holocaust”, mas de um ponto de vista otimista, apesar de esse fato ser uma incógnita. A música começa com uma introdução bem melancólica, parecida com a de “Sirens”, mas aqui nós temos uma mescla de “Sirens” com “Holocaust”, a primeira pelo aspecto sombrio, e a segunda pelo fato de ser uma das músicas do Savatage com uma veia Heavy Metal Tradicional extremamente aflorada, apesar de que em “I Believe”, o Heavy Tradicional ser bem mais condizente com o padrão. Temos aqui o primeiro grande solo, boas quebras de melodia, e a banda já mostrando que teria capacidade para ir bem mais além, e não se acomodar nesse tipo de sonoridade.

“Rage” tem uma letra nervosa e entra quebrando tudo, a mais rápida do disco, na linha de “Freewheel Burning” do Judas Priest, mas um pouco menos rápida, sem diferencial algum do Heavy Metal de boa parte das bandas da NWOBHM da época, uma faixa sem muito destaque, a não ser a atuação alucinada de Jon Oliva, enfim, em termos Savatage, podemos dizer que ela é unicamente boa para bater cabeça, vale destacar por curiosidade, que “Rage” é uma das faixas mais curtas do Sava.

“On the Run” tem uma letra bem nervosa, que mais parece um pesadelo, e começa com uma boa construção de riffs, e vai se mostrando ser bastante técnica e versátil, com a banda fazendo várias quebras de ritmo,  Eu diria que estava aqui o embrião de toda a veia progressiva do Savatage.

“Twisted Little Sister” é bem despojada, tem um ritmo muito agradável, a letra parece abordar sadomasoquismo (!) e a levada da bateria dita os rumos da música.

Nada de outro mundo, podemos passar para a próxima.

Com uma ótima seqüência de solos e riffs envolventes e cadenciados, nos é apresentado a música “Living for the Night”, que é outro “metalsão tradicional”, sem mistérios, e com outra letra bem feita. Aliás, já no primeiro disco, Jon Oliva mosta que é um compositor de mão cheia.

A penúltima música é a minha preferida, “Scream Murder” começa com um riff bem Heavy, e vai ganhando cores com a entrada do baixo de Keith Collins.

O trabalho na guitarra de “Scream Murder” é o mais forte do álbum, ótima atuação de Jon Oliva, e outra letra nervosa, que assim como a de “On the Run”, aborda o tema “perseguição”.

Um show de feeling, e sem dúvidas uma pérola na carreira da banda!

“Out on the Streets” é uma das melhores e mais bonitas músicas do Savatage, mas não a versão que aparece nesse álbum, e sim a que saiu com uma roupagem nova e melhorada no “Fight for The Rock”.

Vale lembrar que a versão nesse disco tem um pouco mais de 1 minuto que a do seu “cover” melhorado.

Como saldo final, temos aqui um ótimo disco de Heavy Metal Tradicional da primeira metade da década de 80, indicado para quem gosta do Savatage tocando um Metal direto e sem firulas. Também reputo a ele o fato de conter o embrião para boa parte das melhores músicas da banda.


Imagens:


Savatage em 1983: Criss Oliva, Jon Oliva, Steve Wacholz e Keith Collins


Lista de Músicas:

1.Sirens (03:40) 10*

2.Holocaust (04:36)10

3.I Believe (05:28) 9,0

4.Rage (02:40) 7,75

5.On the Run (03:31) 8,5

6.Twisted Little Sister (03:38) 8,5

7.Living for the Night (03:20) 8,5

8.Scream Murder (03:50) 10*

9.Out on the Streets (05:11) 10

Nota:
8,5
Nota reavaliada: 9**
Estrelas: 2


Tempo total: 33:54


Escute as Músicas


Formação:

Vocal/Piano: Jon Oliva
Guitarra/Vocal: Criss Oliva
Baixo /Vocal: Keith Collins
Bateria: Steve Wacholz


Vídeos


Fatos e Curiosidades:

- Uma noite antes de o primeiro disco (Sirens) ser prensado, os irmãos Olivas receberam um telefonema de Johnson. Segundo John:

“Nós mudamos o nosso nome uma noite antes das gravações serem prensadas. Dan ligou… Eu acho que eram 11 horas da noite, e eu, Criss e nossas esposas estávamos na cozinha jogando cartas. Nós estávamos lá, e de repente recebemos uma ligação inesperada, e o cara disse no telefone: Nós temos um problema, tem uma banda na Europa chamada Avatar e eles vão nos processar se vocês lançarem o álbum, vocês precisam mudar o nome, e precisam fazer isso agora porque nós vamos prensar os discos amanhã”.

“Escrevemos Avatar em um grande papel”… E Criss disse, ‘Coloque um grande S (como Kiss) na frente de Avatar, ‘ e ficou, ‘SAVATAR. ‘ Eu falei: ‘Isso realmente soa como um dinossauro ruim, mas nós gostamos do jeito que ficou. Então, finalmente, do nada, eu não lembro quem disse, pode ter sido a esposa de Criss ou a minha—alguém disse, troque o R por um GE, ‘ e nós fizemos, e ficou ‘SAVATAGE. ‘ E ficou legal, era como ‘SAVA’ de Savage e ‘TAGE’ de misticismo ou algo parecido. Daquele “momento em diante nós éramos Savatage”.

- Outra versão de John:

“Savatar nos lembrava algum tipo de monstro em um péssimo filme de terror japonês, nós eventualmente escolhemos Savatage. Que atualmente é uma mistura de Avatar e Sabotage”
Sirens foi oficialmente lançado sobre o nome Savatage. Por causa dos ótimos reviews no mundo inteiro, a banda foi convidada para abrir para a banda da Atlantic Records, Zebra, no Mahaffey Theatre. Robert Zemsky escutou o Savatage tocando no show e disse para a banda que ele iria apresenta-los para o seu amigo da Atlantic, Jason Flom. Flom pediu ao Savatage para fazer um show pra ele, e ele voou de New York para ver a banda. Ele ficou esbaforido, pois nunca tinha visto crianças batendo cabeça no palco daquele jeito, e ficou hipnotizado durante o show inteiro. Ele imediatamente pegou dinheiro da Atlantic para voar até o Morrisound Studio para gravar com a banda”, e o resto é história.

- A capa é bem sombria, o que reflete bem a atmosfera do álbum. Algumas crianças com semblante lúgubre e orelhas pontiagudas (seriam elfos?) munidas de armas brancas, dentro de uma espécie de palácio inundado e bastante escuro.

- O logotipo que consta na capa original ainda não era o oficial que seria adotado ao longo da carreira da banda, e inclusive, no relançamento do álbum, a capa foi alterada, tendo o seu logotipo trocado pelo padrão, sendo mantida apenas a cor original, verde.

- Relançado em CD em 1988 pela “Music for Nations” com o EP ‘The Dungeons Are Calling”.

- Relançado em 1994 com as faixas bônus:

10. Lady in Disguise
11.
The Message

- Relançado em 2002 no “Metal Blade Silver Anniversary” com as faixas bônus que são demos do álbum “Gutter Ballet”:

10. Target [4:20]
11. Living on the Edge of Time [3:55]

Nessa versão, existem 99 faixas, com a 12 até a 98 sendo curtas e silenciosas, e a faixa final começando no tempo 2:17 como uma música completa.

- Par, Combat, Relativity Records e Metal Blade/Spybad relaçaram o Sirens. O da Par é preto com um círculo azul e uma cara de mulher em um lado, enquanto um barco aparece no outro.

– A primeira prensagem do album trazia o desenho de um barco com a cara de uma velha mulher. A banda não curtiu, e eventualmente a capa foi trocada para as crianças clássicas no lançamento da Combat.

- Sirens foi relançado em versão Picture Disc, com a arte de capa original pintada no LP, tendo uma tiragem de apenas 500 cópias.

- As músicas do Sirens que não saíram no LP foram lançadas posteriormente no “The Dungeons Are Calling”. Posteriormente a Combat Records lançou os dois álbuns juntos em um único CD. Sirens e The Dungeons Are Calling foram gravados juntos em uma seção de 24 horas. Como eram muitas músicas, a banda optou por lançar algumas posteriormente como um EP.


Colabore com a banda:

https://www.facebook.com/savatage

http://www.savatage.com


Créditos:
Por
Kataóka

Imagens:
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