Category: [1984]

A N.W.O.B.H.M não foi apenas um “movimento” que reuniu uma leva de bandas Inglesas na primeira metade da década de 80, mas também acabou virando uma “nomenclatura” para bandas que tocam Heavy Metal Tradicional com uma sonoridade similar aquelas bandas inglesas das primeira metade da década de 80.

Porém, algumas bandas fogem do padrão “Heavy Metal Puro e Tradicional” da New Wave, apresentando musicalidades distintas em sua música, pois não é difícil encontrar bandas da New Wave que tocavam Hard Rock.

A banda a ser resenhada a seguir decidiu ficar em cima do muro, e acabou seguindo os dois caminhos, tanto do Metal Tradicional quanto do Hard Rock.

Estamos falando do Holland, banda de Cleveland fundada em 1982 pelo guitarrista ex-Black Rose Kenny Nicholson, o vocalista ex Dealer e Red Rog Doggy (Marty Wilkinson), e o baterista ex Axis Marty Day.

O Holland só lançou um disco e depois acabou, ressurgindo com outro nome e uma nova roupagem pouco tempo depois. A seguir, o review de “Early Warning”, único disco dessa banda relâmpago.

“Shout It Out” é uma das faixas mais pesadas do disco. Aqui temos um Hard mesclado com Heavy, bem no ponto. Vibrante, os seus poderosos refrões são idênticos a vários refrões de bandas de Hair Metal da segunda metade da década de 80. O som da bateria também ajuda. “Shout It Out” acerta em cheio os fãs de Hard Rock Oitentista, e ao mesmo tempo não faz feio para os fãs de metal. Uma faixa que agrada gregos e troianos.

Fórmula desgastada, mas que sempre funciona.

“Second Time Casualty” também é bem puxada para o Hard Rock oitentista. Se por um lado ela tem uma tímida veia AOR, por outro, é nela um dos melhores trabalhos de guitarra do disco. Eu acho muito engraçado aqueles riffs matadores de metal, em contraponto com o vocal e sonoridade mais “comercial”, e então a música fica nessa, hora agressiva, hora “soft”.

“Break Out The Booze” é outra faixa bem agitada, pra cima. Aqui o baixo realmente se faz presente, vejam como é ele que faz o papel de “empurrar a música”. Também destaco o solo, muito bacana. Essa música é bem a cara do Holland: Uma música naturalmente agressiva, mas com uma roupagem não tão pesada.

O começo de “Early Warning” é de doer, mas ainda bem que a baladinha fulera rapidamente ganha velocidade e se mostra uma boa farofa. Música pop com sonoridade Hard Rock, e em minha opinião só o solo salva.

“Do It” é a música mais pesada do disco. Aquele riff pesadão do início é foda! Hard e Heavy bem executado, incisivo e polivalente. Finalmente um Hard Rock mais “maxo”. Sempre piro nos riffs de “Do It”, aqui as guitarras voam! E quem pensa que essa música é só peso se engana, pois a melodia é tímida, mas precisa.

A velocidade diminui com “I Need Buy from Amazon”, um hard mais comportado. Aqui se alternam momentos AOR com guitarras Heavy. Nada demais, e podemos pular para a próxima faixa.

“Kicking Back” é mais cadenciada, bem Hard 80´s mesmo. Assim como outras faixas Hard, o bixo só pega mesmo quando entram as guitarras, e diga-se de passagem, as guitarras são o grande destaque de “Early Warning”.Enfim, eu acho essa faixa um pouco cansativa.

“No Chance” é uma semi-balada Hard, meio apelativa. Aqui o vocal de Doggy me soa um pouco deslocado, visto que eu não consigo achar que a voz dele se encaixa com o Hard Rock presente no álbum. Pra variar, o grande destaque de “No Chance” é o bonito solo, talvez o melhor do disco.

Para fechar o disco, “Liar”, que foi à tentativa mais bem sucedida do Holland em mesclar o Hard com o Heavy.

Um dos melhores refrões do álbum, e com certeza um dos melhores solos também.

Chegando ao final, aqui vai o meu veredicto final: Primeiro não tem como ficar muito satisfeito com um disco cuja metade das músicas fala de relacionamentos desfeitos (corno lyrics). Segundo que as músicas individualmente soam bem melhores do que em conjunto, digo isso porque eu não consigo escutar esse disco mais de duas vezes seguida, pois ele me soa muito cansativo.

Talvez os fãs de Hard gostem dele bem mais do que eu, mas veja bem, eu sou um grande fã de Hard Rock, farofa, Hair Metal e etc, e mesmo assim esse álbum não conseguiu me cativar…

Continuando, eu acho que a grande vacilada nesse disco foi ter ficado encima do muro, ele não conseguiu nem soar comercial, e nem metal, acabou ficando uma coisa meio estranha.

No geral, é um bom disco, e que tem a sua ausência de peso suprida pelos ótimos guitarristas, que sem sombra de dúvidas são o grande destaque de “Early Warning”.


Lista de Músicas:

1. Shout it Out 8,5
2. Second Time Casualty 8,0
3. Break Out the Booze 8,0
4. Early Warning 7,5
5. Do it 9,25
6. I Need 7,75
7. Kicking Back 7,5
8. No Chance 8,0
9. Liar 8,5


Tempo total: 34:40


Nota: 8


Formação:

Marty (Doggy) Wilkinson – Vocal
Kenny Nicholson – Guitarra
Bob Henmann – Guitarra
Graeme Hutchinson – Baixo
Marty Day – Bateria

Fatos e Curiosidades:

- Após o lançamento do seu único disco, o Holland foi forçado a mudar de nome porque uma banda Canadense (!) tentou processá-los.Isso mesmo, na década de 80 existiu outra banda chamada Holanda, e ela era Canadense.

- Um pouco depois do lançamento de “Early Warning”, a banda rapidamente gravou um novo disco, mais pesado (Contract With Hell) e usando o novo nome: Hammer.


Creditos:
Por
Victor Kataóka.

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O After Dark tinha tudo para ter sido uma banda da N.W.O.B.H.M que fez sucesso com baladas, e inclusive eles lançaram na primeira metade da década de 80 dois singles de relativo sucesso, mas logo em seguida após gravarem um álbum, a banda não conseguiu lançá-lo e acabou.

O After Dark também tinha tudo para ter sido mais uma das inúmeras bandas da N.W.O.B.H.M que gravaram apenas alguns singles (Single Band), e logo em seguida acabaram subitamente, mas eles conseguiram o feito de ter sido uma das raríssimas bandas a acabarem, e voltarem décadas depois para pagar a “dívida” com os fãs e lançarem finalmente um álbum completo.

É isso mesmo que você está lendo, a banda mostrou perseverança e mais de 10 anos depois de lançarem seus dois singles, finalmente lançaram um álbum completo.

Resumindo, os raríssimos fãs do After Dark tiveram que esperar mais de 10 anos (!) para escutarem o disco da banda, e nesse review você irá descobrir se a (longa) espera realmente valeu a pena.

“Deathbringer” começa puxada para o Heavy e apresenta ótimos riffs.

Ela não é veloz, mas é bem pesada para os padrões do álbum Masked by Midnight.

Como curiosidade, informo que certa vez li um review gringo que dizia que essa música era um “Hard Rock Entendiante”. É, isso mesmo que você acabou de ler! Eu acho que ele deve ter baixado outra música com o nome trocado.

“Heartbreak in the Morning” é um Hard com instrumental grudento, o que se deve principalmente pela presença marcante do baixo.

Essa música segue a fórmula de milhares de outras músicas do gênero, mas é bacana, principalmente por soar como as músicas leves do começo do AC/DC de Bon Scott.

Um pouco mais incisiva, “Masked by Midnight” é um típico Heavy Metal da N.W.O.B.H.M, apesar de ser um pouco comedido.

Heavy Metal tradicional puro e cristalino, mas não tão agressivo, rápido e pesado, mas ainda assim metal, pois aqui encontramos todas as fórmulas, enfim, essa música é o que eu gosto de definir como “Metal Tradicional de Verdade”.

Mesmo soando meio forçada, “Call Of The Wild” é uma belíssima balada, não sô pelo piano, mas também pela atuação de Annets e do instrumental, que na hora que entra a guitarra se mostra entrosadíssimo, desde o baixo que dita todo o rumo da música, as batidas certeiras da batera, e o competente solo.

Meio farofa mesmo, não vou mentir, mas com uma roupagem Heavy Metal.

Quando eu escrevi esse review, estava saindo de um relacionamento de quase 3 anos, então quando eu escutava Annet cantando “I say goodbye…” acompanhado daquele piano…Pra mim foi uma tortura!

O instrumental inicial de “Evil Woman” me remete ao Whitesnake, e a faixa acaba seguindo nessa linha mesmo.

Um Hard Rock classudo, com pitadas de AOR, mas com um instrumental sólido, feito por uma banda que conseguia soar naturalmente Heavy, logo, o peso acaba sendo um atrativo, e é interessantíssimo esse contraste do Hard Rock inofensivo/AOR que é essa música, executado em cima de riffs e estrutura Metal.

O peso diminui e entra em cena outra balada: “Mister Moonlight”.

A fórmula dessa balada foi muito bem explorada por algumas bandas da New Wave, o que prova que esse “movimento” foi muito mais do que “um bando de metaleiros fazendo música barulhenta para bater cabeça”, mas aqui fica uma sensação estranha, pois essa música é uma crescente, começando bem leve, e depois ganhando peso, e pela lógica depois do ganho do peso ela deveria voltar a leveza do início, mas por um motivo ou outro a banda decidiu por finalizá-la dessa forma.

“Devil in Her Heart” é mais um Hard grudento, e o grande destaque dessa música é o seu refrão, que só exalta as qualidades vocais de Steve Annets, que apesar de discreto, é um vocalista competentíssimo, o que fica evidente em “Devil in Her Heart”.

“Freedom Never Comes” começa com cara de balada, mas se mostra uma música interessantíssima, não somente por ter mais um excelente trabalho nas guitarras, tanto nos riffs quanto no solo, mas a quantidade de peso também foi muito bem dosada, e até os discretos arranjos foram bem elaborados, o que elucida a facilidade do After Dark de passear tanto pelo Heavy Metal quanto pelo Hard Rock, e porque não, pelo AOR.

“Traveller” começa com um “jeitão Whitesnake” e em seguida ganha uma velocidade sensacional, com destaque para o baixo que é muito bem acompanhado pelas guitarras.

Essa faixa é um autêntico Hardão Setentista, e venhamos e convenhamos, quem sabe, sabe, e quem não sabe enrola!

E definitivamente os músicos do After Dark “sabiam”.

Para finalizar, algumas passagens de “Traveller” me lembram o Iron Maiden da New Wave, ou seja, com Paul Dianno.

A última faixa. “Sing Your Song” é uma balada com uma roupagem comercial, que tem uma bonita letra, muito positiva, e que se torna realmente interessante do meio para o final.

Para quem não é fã de baladas ela com certeza deve se tornar chata e repetitiva, mas pra quem gosta, é interessante.

Como resultado final, eu diria que apesar da nota modesta (8,5), “Masked by Midnight” é um excelente disco, e apesar de ser demasiadamente leve para os padrões da N.W.O.B.H.M (o que pra mim foi a sua grande deficiência), ele é extremamente agradável de ser escutado, ou seja, você pode escutá-lo do início ao fim, pois a banda é muito competente e as músicas muito bacanas.

O grande vacilo no lançamento desse álbum foi a não inclusão das fantásticas músicas “Johnny” e “Lucy”, e inclusive essa última é pra mim a melhor música da banda.

Ambos as músicas foram lançadas no single “Evil Woman”, e eu não vejo o porque delas não terem sido lançadas como faixa bônus de Masked by Midnight.

Como curiosidade, eu destaco um fato que li num review gringo e concordo imensamente: Diferente da maioria esmagadora das outras bandas da N.W.O.B.H.M, aqui o baixo não se “limita” apenas a seguir as linhas de guitarra, ou seja, o baixo de Ian King se mostra muito criativo e gostoso de ser escutado ao longo do álbum, o que sem dúvida é mais um ponto forte desse disco, mas que não diminui a grande atuação dos outros músicos.


Lista de Músicas:

1.Deathbringer 8,5
2.Heartbreak in the Morning 8,25
3.Masked by Midnight 8,0
4.Call of the Wild 8,75
5.Evil Woman 8,5
6.Mister Moonlight 8,25
7.Devil in Her Heart 8,5
8.Freedom Never Comes 8,25
9.Traveller 8,5
10.Sing Your Song 7,75


Tempo total: 46:02


Nota: 8,5


Formação:

Steve Annets – Vocal e Guitarra
Michael Hare – Guitarra
Ian King – Baixo
John Metcalfe – Bateria


Fatos e Curiosidades:

- O LP Masked by Midnight foi gravado e era pra ter sido lançado originalmente em 1984 pela Lazer Records, mas a gravadora faliu, o que inviabilizou o lançamento do mesmo, e por outros motivos, a banda acabou em 1985.

- As influências de Steve Annets são: Paul Rodgers (Free), Robert Plant (Led Zeppelin), Joe Cocker e Rod Stewart.

- O primeiro sucesso de Steve foi em 1972 com a banda de rock /blues Heartbreaker, que conseguiu um contrato com a EMI.

- Após a banda lançar os singles “Evil Woman” em 1981 e “Deathbringer” em 1983, o vocalista Steve Annets e o guitarista Michael Hare formaram o Dangerous Age, antes do After Dark ser reformado. Annets também tocou no Moritz e Hare no Ironheart, e o baterista Adrian Metcalfe fez parte do Dead Meat.

- Como se não bastasse, Steve Annets foi o baixista/vocalista do Heartbreaker, banda empresariada por ninguém menos que Ian Gillan e John Glover, do Deep Purple, e para vocês verem como Steve Annets era realmente rodado, ele ainda fez parte do The Next, que tinha o baterista Zak Starkey (Oasis e The Who) e do Burma.

- Após a gravação dos 2 únicos singles, a banda acabou, mas voltou em 1995, ano em que assinaram com o selo europeu Art Of Music para lançar o seu primeiro e único álbum, o ‘Masked By Midnight’, que saiu com mais de 10 anos de atraso. Após o lançamento, Adrian Metcalfe saiu da banda para se juntar ao Smokey Joe´s Blues Band.


Creditos:
Por
Victor Kataóka.

Senha para abrir o download (key): Nos comentários (In The Comments).

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Após um EP muito bem sucedido, em Setembro de 1984 o Queensrÿche lança o seu primeiro álbum, intitulado The Warning, que foi um dos álbuns mais bem produzidos da época. Aqui é o marco inicial do Metal Refinado que o Queensrÿche estava “criando”, e o The Warning se consolidou com shows pelos EUA, Europa e Japão, sendo considerado um clássico absoluto.

A seguir, a resenha de um dos álbuns mais importantes da banda.

“Warning” começa com uma espécie de coral feito por Tate em tons variados. A interpretação de Geoff Tate da letra, que é muito melancólica, abordando uma perspectiva negativa (eu tenho minhas dúvidas se ela é ou não uma continuação de NM 156) é simplesmente fantástica.

A cozinha é bastante coesa, com destaque para o baixo, e o instrumental soa como um todo bastante grudento, assim como o seu refrão, dando um suporte sensacional para os já comentados ótimos vocais.

O trabalho nas guitarras também é muito bom, e essa música é um grande clássico da banda.

“En force” tem uma letra mais dramática ainda, aqui temos uma atmosfera sombria que segue a temática de “Warning”.

Pra falar a verdade, ela é uma bela continuação de “Warning”, com a banda muito comedida, sem cometer excessos, e mais um grande trabalho nos vocais e no instrumental, que em nenhum momento soa de forma sujo, e, aliás, aqui preciso abrir um parêntese, pois o som que o Queensryche tirou nessa faixa diz bem o que é o som da banda: um som polido, que jamais soa de forma suja.

Tudo soa de forma cristalina, desde as guitarras, passando pelo ótimo trabalho da bateria, e nos grandiosos vocais de Tate.

A música acaba sendo finalizada de forma lenta com uma marchinha ao fundo, e nesse ponto, comentar sobre os vocais é chover no molhado.

“Deliverance” começa mais agitada, e o som da banda parece que vai “decolar”, mas acaba soando de forma comedida, como se a banda não quisesse simplesmente chegar quebrando tudo, e estivesse executando um trabalho cirurgicamente perfeito.

“Deliverance” alterna momentos nervosos e calmos, e em minha opinião é nela que Scott Rockenfield faz o seu melhor trabalho.

Eu não sei do que se trata a letra de “Deliverance”, mas a única impressão que fica pra mim, é que ela fala sobre Jesus Cristo, caso alguém saiba exatamente do que essa e as outras músicas desse fabuloso disco falam, por favor, compartilhe nos comentários!

“No Sanctuary” começa de forma bem melancólica. Michael Kamen executou um bom trabalho com os arranjos orquestrais, e teve um grande suporte na atuação soberba de Geoff Tate.

Eu acredito que essa seja uma das músicas mais sombrias do Queensryche, e a sua composição é bem direta e aborda sem rodeios o desespero do protagonista.

“NM 156” tem um início bastante instigante, e consegue prender bem a atenção do ouvinte enquanto alterna momentos bem empolgantes com momentos de total apreensão. Wilton e De Garmo fazem um belo trabalho, e essa é uma das primeiras faixas com uma veia progressiva da banda.

A sua letra poderia estar falando sobre a passagem da bíblia que fala sobre o apocalipse, ou até mesmo sobre um futuro onde as pessoas são massacradas por um governo opressor, mas o que realmente vale ressaltar é que esse é um dos momentos mais “metal” do álbum.

Tudo que eu falei no review do EP Auto Intitulado de 1983 sobre a música “Lady Wore Black” pode ser usado em “Take Hold Of The Flame”.

Um clássico da banda, talvez até o maior de todos.

Uma das músicas que mostraram que o Queensryche era uma banda diferenciada.

Os vocais beiram o absurdo da perfeição, o refrão é simplesmente maravilhoso, toda a atmosfera melancólica recebe um suporte espetacular da cozinha, que executa um grande papel nessa verdadeira obra prima.

Não é qualquer banda que consegue coverizar essa música.

Eu considero “Take Hold Of The Flame” uma música “especial”, pois a mesma é dotada de certa mágica difícil de ser explicada.

Dramática em todos os aspectos, não da pra classificá-la com uma balada, e no meio de tantas letras com perspectivas negativas, eu consigo enxergar um pouco de esperança em “Take Hold Of The Flame”, mas mesmo assim, ela segue bem a linha nervosa das outras composições de “The Warning”.

Será que alguém ainda consegue ser capaz de menosprezar o Heavy Metal depois que obras como essa são concebidas?

Qual outro estilo musical conseguiria aliar o peso a um feeling tão intenso como o obtido pelo Heavy Metal em “Take Hold Of The Flame”?

É por essas e outras, que quem realmente conhece o Heavy Metal se torna tão apaixonado pelo estilo.

“Before The Storm” tem mais uma composição com a atmosfera pesada. Observe os seguintes versos e tire suas próprias conclusões: “Portões vermelhos de ferro lançam suas sombras negras nesta terra”, “Nós observamos o nascer do sol, e esperamos que não seja nosso último” “é tarde para tentar, todos devemos morrer?”. Mas, para nos confundir de vez, há um único verso, que contrasta com essa idéia e deixa a dúvida no ar: “nossos líderes choram… não temos ninguém mais pra temer”.

Enfim, deixando a letra de lado, “Before The Storm” segue bem a linha do álbum e se mostra uma bonita faixa, com mais um refrão bem construído, e harmonias perfeitas.

Muito antes de aparecerem essas malditas bandas de Metal Sinfônico o Queensryche já dava um show, mostrando que para ser Heavy não era preciso ter o peso como fator predominante.

A letra de “Child Of Fire” fala sobre um ser fantástico, mas não deixa de ser mais uma que trata sobre temas como agonia e situações desesperadoras.

Essa faixa é puxada para o Heavy, mas apesar de começar de forma agitada, do meio para o fim acaba se tornando uma belíssima balada.

Vejam como é agradável escutar Tate cantar, e o Queensryche tocar. É uma sensação indescritível.

Finalizando, o belo solo de Michael Wilton, apesar de curto é um dos melhores da sua carreira.

A escolha para fechar “The Warning” com chave de outro foi à épica “Roads To Madness”.

A impressão que eu tenho sobre a longa letra de “Roads To Madness” é que ela é um apanhado sobre vários fatos que aconteceram em algumas músicas do “The Warning”, quase uma continuação, mas até isso é algo que eu não posso dar certeza, pois ainda não li em nenhum lugar uma posição da banda sobre o fato de “The Warning” ser ou não um álbum conceitual.

“Roads To Madness” é uma música dividida em dois momentos, no primeiro, essa música se mostra uma belíssima balada, com direito a corais e mais uma atuação soberba de Tate.

Já no segundo, bem no final, ela ganha velocidade e um ritmo frenético. Heavy Metal Tradicional da mais alta qualidade, com uma banda afiada, que poderia ter colocado essa quantidade de peso e agressividade também em outros momentos do álbum.

Os seus quase 10 minutos são mais uma amostra do “poder de fogo” da banda.

Enfim, brilhante.

Finalizando, eu posso salientar que “The Warning” é um álbum extremamente refinado e que foi feito para se escutar do começo ao fim, extremamente agradável e prazeroso de ser escutado, um verdadeiro clássico da banda e do Heavy Metal Oitentista, que colocou o Queensryche no topo do Rock Pesado.


Lista de Músicas:

  1. “Warning” – (Geoff Tate, Michael Wilton) 10*
  2. “En Force” – (Chris DeGarmo) 9,25
  3. “Deliverance” – (Wilton) 8,5
  4. “No Sanctuary” – (DeGarmo, Tate) 9,0
  5. “NM 156″ – (DeGarmo, Tate, Wilton) 9,0
  6. “Take Hold Of The Flame” – (DeGarmo, Tate) 10***
  7. “Before The Storm” – (Tate, Wilton) 8,5
  8. “Child Of Fire” – (Tate, Wilton) 9,0
  9. “Roads To Madness” – (DeGarmo, Tate, Wilton) 10*


Escute as Músicas


Nota: 9,25
Nota Re-Avaliada: 10*****
Estrelas: 5


Formação:

Geoff Tate – Vocais
Chris DeGarmo – Guitarras
Michael Wilton – Guitarras
Eddie Jackson – Baico
Scott Rockenfield – Bateria

Vídeos:


Fatos e Curiosidades:

- Enquanto o cenário Heavy Metal era consumido por temas como Satanismo, violência e rebeldia, o Queensryche ofereceu uma alternativa diferente, um olhar mais crítico sobre a realidade que acontecia no mundo a nossa volta (retirado do site oficial).

- Antes do The Warning ser lançado, ainda em 1984, a banda lançou 3 EPS: Queen of the Reich(lançado no Peru, com Queen of the Reich e The Lady Wore Black), Take Hold of the Flame (com Take Hold of the Flame e Nightrider) e Warning (lançado apenas no Japão, com Warning e Deliverance).

- Michael Kamen participou do álbum como regente

- Supposedly, a concept album about environmental destruction through
overreliance of technology. The track order is out of sequence. The proper album
begins with the song “NM 156″.

- Bonus tracks on the 2003 remastered version:
10. The Prophecy (4:01) [this song used to be the bonus track on the EP, but
was with the 2003 remastered versions moved to this album]
11. The Lady Wore Black (live) (5:23)
12. Take Hold of the Flame (live) (5:06)

- O tracklisting do album foi mudado pelo engenheiro de som Val Garay, que seguiu ordens da EMI Americana, o que ia de encontro com o desejo da banda.A sequência original das músicas era identica a que saiu no album, com a diferença de que “NM 156″ era a música de abertura e “Warning”  a segunda.

- A mixagem também acabou sendo mexida, e as guitarras acabaram ficando mais leves.

- A ordem original das músicas era essa:

1. NM 156
2. En Force
3. Deliverance
4. No Sanctuary
5. Take Hold of the Flame
6. Before the Storm
7. Child of Fire
8. Warning
9. Roads to Madness

- ‘The Warning’ foi produzido por James Guthrie(que trabalhou com o Pink Floyd e Judas Priest) e gravado no famoso studio  Abbey Road, em Londres.A capa ficou a cargo de Matt Bazemore, baterista da ex-banda de Tate, o Babylon. A banda fez turns lotadas como headliners, e também abrindo para Kiss e Dio.

- “Take Hold of the Flame” foi um hit fora dos Estados Unidos, especialmente no Japão.

- ‘The Warning’ alcançou a posição de número 61 nos charts da Billboard.


Creditos:
Por
Victor Kataóka.

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