Category: [1983]

 

Vinda da cidade de Londres, o Midas é uma das bandas mais obscuras da NWOBHM, e que lançou apenas um single contendo 2 músicas.

A seguir, a resenha de um dos melhores singles da New Wave, vinda dessa obscura Single Band, cujas informações são quase inexistentes.

Com vocês, as duas pérolas do Midas.

“Can’t Stop Loving You Now” é uma agitada balada. Apesar da qualidade da gravação não ter sido muito boa, ela é muito bonita.

As linhas de baixo e os riffs são demais, e o refrão com cara de pop também é muito bom.

Em minha opinião, o grande trunfo de “Can’t Stop Loving You Now”, que usa uma fórmula já desgastada, é a atmosfera, que também apresenta uma mistura de melancolia e descontração,

Hora dramática, hora descontraída, eu escuto aqui um pouco de tudo, desde Beatles a hard rock farofa dos anos 80 e rock and roll dos anos 70, mas com roupagem hard/heavy dos anos 70.

“Power In The Sky” começa com uma espécie de barulho de trovões, que não ficou muito audível devido a fraca gravação.

Apesar de ter sido lançada em 1983, essa música tem toda aquela sonoridade “Roots”, ou seja, das raízes do Metal.

Esse início cavalgado agrada a qualquer headbanger.

As quebras de tempo também acertam em cheio.

Se você notar bem, tem uma voz que rapidamente fala bem baixinho a frase“is the”, ante s do “power in the sky”, sobre essa curiosidade tenho algo a comentar:

Isso aconteceu pelas condições de gravação que a banda estava sujeita, e apesar de ser um mero detalhe, fez toda a diferença no tempo da música, e eu sempre curto e viajo nessa parte, e inclusive achei bem criativo.

Um pouco antes dos 2 minutos a banda erra o tempo, isso também fica claro, afinal, já que é pra dissecar uma música tão importante, vamos fundo.

Outro erro ocorre no fim da música.

Ao longo de “Power In The Sky”, você consegue identificar pelo menos 3 grandes clichês do Hard e Heavy da época, mas a banda soube encaixar tudo de maneira muito equilibrada, e com muita lucidez.

Paul Taylor soube tirar o maior proveito possível de sua voz.

Veja bem, ele não é um vocalista excepcional, mas nessa música, ele se tornou excepcional e a sua voz consequentemente indispensável e presente.

Ele não fez mágica, mas cantou do jeito que a música pede.

Finalizo acrescentando o fato de “Power In The Sky” ter uma das melhores linhas de baixo da N.W.O.B.H.M.

Pra mim, Heavy Metal Tradicional é exatamente isso.

Peso e melodia, sem um anular o outro.

Equilíbrio.

Chegando ao fim dessa curta audição e resenha, eu diria que o Midas não ter gravado um álbum completo foi uma das maiores fatalidades da New Wave.


Imagens:


Lista de Músicas:

01. Can’t Stop Loving You Now (03:03) 9,0
02. Power In The Sky (03:56) 10


Tempo total: 06:59


Nota:
9,5


Formação:

Paul Taylor (Vocals)
Dave Hunt (Guitarra)
Martin Wright (Guitarra)
Richard Howard (Baixo)
Bernard Desbleds (Bateria)


Fatos e Curiosidades:

- Lançado com uma tiragem muito baixa em 1983 pela gravadora Small Run records, esse 7” single conseguiu no final de 2010 ser vendido em um leilão por pouco mais que 600 dólares.


Creditos:
Por
Victor Kataóka.

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Vinda da cidade de Lancashire, Inglaterra, o Force Nine é uma das bandas mais obscuras da NWOBHM, e que lançou apenas uma fita k7 contendo uma demo com 3 músicas.

A seguir, a resenha de uma das melhores demos em se tratando de Singles Bandas da New Wave.

“Living By The Sword” é bem Heavy, com riffs bastantes manjados, inclusive o riff principal é aquele mesmo que apareceu em inúmeras músicas de Heavy Metal, como 2 minutes do Iron, Running Wild do Judas e etc…

Uma faixa rápida, feroz, com grandes sacadas, cozinha precisa, e um ótimo vocal.

O meu destaque vai para as guitarras… Matadoras!

E que bela dupla…Enquanto uma faz as afiadas bases, a outra detona no solo, isso aqui é Heavy Metal de verdade meu amigo!

“Sands Of Time” começa meio embolada, inclusive eu acho que o baixo e a bateria no começo se atrapalharam, pelo menos essa é a impressão que o som abafado passa.

Apesar da baixa qualidade do som, nota-se o talento de M. Burland, visto que é a bateria que guia “Sands Of Time”.

O baixo aqui também se faz muito presente, e já nessa 2ª música é possível notar como os músicos do Force Nine eram talentosos.

Essa mixagem foi cruel com a bateria, que ficou soando muito ruím, mas isso não tira o brilho de “Sands Of Time”.

Sendo mais técnica (e porque não progressiva), “Sands Of Time” perde a velocidade mas ainda assim é bem Heavy.

“When You Call” é a balada da demo. Devido à qualidade da gravação, a cozinha acaba soando muito mal.

Essa não é uma baladinha clichê, muito pelo contrário.

Apresentando ótimas linhas de baixo, e um ar meio sombrio, essa foi uma das baladas mais criativas que eu escutei na New Wave.

Com 2 minutos e meio ela ganha peso e vai ficando com um andamento ainda mais interessante… O baixo é hipnótico.

Do meio para o fim a os músicos vão demonstrando uma grande técnica e a balada ganha mais intensidade, sendo assim finalizada.

Chegando ao final dessa audição, digo e repito: O Force Nine foi uma das bandas que mais mereciam ter gravado um álbum completo, pois qualidade eles tinham e de sobra.


Lista de Músicas:

01. Living By The Sword 9,00
02. Sands Of Time 8,25
03. When You Call 9,5


Tempo total: 14:14


Nota:
9,00


Formação:

D. Slater – Vocal
M. Jay – Guitarra
M. Burland – Bateria
F. McMillan – Guitarra
G. Weller – Baixo


Fatos e Curiosidades:

- Abaixo, fragmentos da Sounds que saíram na época que o Force Nine estava na ativa:

Force Nine, a heavy rock band, play dates at;
Chorley Joiners Arms June 9
Oswaldthistle Plough Hotel 15
Newby Bridge Swan Hotel 16
Flukeborough Hope And Anchor 17.
(Sounds, 11/06/83)

Force Nine, the Leyland heavy rock band, continue their ‘North Offensive Tour’ at;
Oswaldthistle Plough June 15
Newby Bridge Swan Hotel 16
Flukeborough Hope And Anchor 18.
(Sounds, 18/06/83)


Creditos:
Por
Victor Kataóka.

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O Fireclown é mais uma Single-Band da NWOBHM que veio da cidade de Manchester, e foi formada em 1979.

Faziam parte da banda os desconhecidos Tony Dowloer na guitarra e vocais, Steve “Gyp” Nicholson na guitarra, Pete Dutton no baixo, e Graham Derbyshire na bateria.

Em 1983 o vocalista e tecladista Paul Austin entrou na banda, e então eles lançaram o seu único registro musical, que será comentado a seguir.

O Leitor pode estranhar o fato deu citar o nome dos membros da banda nessa introdução, algo que eu não costumo fazer, mas no caso do Fireclown, essa mudança tem um motivo específico.

Assim como toda boa banda da New Wave tem o seu “algo mais”, o Fireclown também tem o seu.

No caso, eles são uma das raríssimas bandas Single Bands cujo paradeiro e atividade de alguns membros é sabida.

Então, se você sempre se perguntou o que estão fazendo hoje em dia ex-membros de Single Bands da New Wave, essa resenha vai ajudar a matar a sua curiosidade.

A seguir, a resenha das três músicas do Fireclown, banda que lançou um dos singles mais cults da New Wave.

“Invasion” começa bem com um solo bem Heavy, do jeito que todas as músicas da New Wave “deveriam” soar.

No geral, essa é a típica música Heavy da New Wave. Riffs interessantes, solo bacana, pegada seca e repetitiva da bateria, e aquele peso característico.

As linhas de baixo me agradaram também.

No geral, nada que vá mudar a vida de ninguém, mas, aprovado com o selo “Heavy Metal Tradicional de Verdade”, que eu mesmo criei.

Só pra não passar batido, essa música me lembra várias outras…Mas quem se importa com isso? Eu não!

“Poor Man” começa com cara de balada. Aqui o vocalista Paul Austin me agradou bastante. Essa música é muito boa, e se fosse lançada por uma banda mais famosa, como o Whitesnake, poderia ter feito algum sucesso.

Uma balada muito boa. Sem mistérios, é aquela velha fórmula manjada, mas aplicada com muita precisão, sem soar forçado, pelo menos para mim.

Nada nessa música nos surpreende.

Se você a escutou pela 1ª vez, mas já conhece muito de Hard Rock e Heavy Metal, é bem provável que você já saiba de antemão a hora que entra o solo, as viradas da bateria e etc.

Para quem manja do som isso não chega a ser surpreendente.

Mas o que me é surpreendente, é que mesmo com isso tudo que eu falei acima, essa música continua sendo muito boa.

A atmosfera que a banda criou em “Poor Man” me agradou muito, e a letra também é um ponto positivo.

Sinceramente, a minha opinião é que uma banda que compõe uma música como essa já está em um nível de maturidade bem elevado, pois tudo se encaixou muito bem.

“Magic” começa de um jeitinho meio safado, meio comercial…

Mas, quando entra a guitarra ela fica mais empolgante, e no geral, é uma faixa que soa comercial, mas não deixa de ser divertida. Aqui já saímos do Heavy Metal e caímos de cabeça no Hard Rock Farofa e Colorido dos anos 80, o que não significa necessariamente algo ruím.

Essa é a faixa mais descontraída e colorida do Single, o que o torna bem diversificado, visto que temos uma faixa bem Heavy Metal, uma balada, e uma faixa mais Hard Rock Comercial.

No geral, um single bem diversificado, e pela música “Poor Man” eu acredito que a banda teria potencial para lançar um álbum completo.


Lista de Músicas:

1.Invasion (05:49) 8,0
2.Poor Man (05:06) 9,0
3.Magic (04:17) 7,5


Tempo total: 15:12


Escute as Músicas


Nota:
8,25


Formação:

Paul Austin – Vocal e Teclado
Tony Dowler – Guitarra
Gyp Nicholson – Guitarra
Pete Dutton – Baixo
Graham Darbyshire – Bateria


Fatos e Curiosidades:

- O EP “Invasion” foi financiado pela própria banda. A seguir, um trecho da revista Sounds, de 04/06/83 (lembrar que a data está no formato inglês):

“Fireclown, uma banda de Manchester acaba de lançar seu single com 3 músicas esse mês, pelo selo deles mesmos, e estão vendendo por £1.80, através de Pete Dutton, 21 Meadow Close, Stretford, Manchester, M32 8JF”.

- O Fireclown chegou a tocar com o Motorhead.

- Fireclown é o nome de uma música de outra banda da New Wave, o Tygers of Pan Tang.

- Ross Aspden era um Roadie da banda, e dirigia o ônibus e colocava as lâmpadas na estrutura dos shows. Hoje em dia ele tem uma carreira de sucesso trabalhando com finanças.

- Tony Dowler hoje é o líder do Tony Dowler Band and The Hellhounds

- Gyp Nicholson tem o seu próprio projeto, um álbum chamado “Gringo Land” sobre o nome de “Mexican Roadsweepers.” http://mexicanroadsweepers.net/.


Creditos:
Por
Victor Kataóka.

 

 

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