Category: [1981]

Vinda da cidade de Nottingham, o Radium foi mais uma Single Band da New Wave, e que lançou apenas um single contendo 3 músicas.

A banda fez muitos shows, que foram viabilizados pela East Midlands Band Co-Perative.

A seguir, você irá conferir o review das três únicas músicas lançadas pelo Radium, que estão acompanhadas de um bônus (uma música da banda que foi coverizada décadas mais tarde), e também irá saber o que foi a EBMC.

A pauleira “Angel Of Fear” tem um riff pesado e nervoso, e a sua péssima gravação a tornou ainda mais pesada.

As guitarra base conseguem imprimir muito peso, e a guitarra solo manda riffs excelentes.

O baixo contribui muito para essa atmosfera, já a bateria acabou saindo meio abafada, e vou além, se a bateria tivesse sido bem gravada, com a qualidade dos dias de hoje, essa música seria uma paulada maior ainda.

No geral ela é bem retona, talvez um dos Heavys mais diretos e pesados que eu já escutei em se tratando de Single Bands da New Wave.

Ela não tem muita melodia, é aquela sonoridade meio tensa, o que os vocais de Kev Healey tem sua parcela de culpa.

O que eu gosto mais nessa música são os riffs da guitarra solo, animais!

Resumindo, a caótica “Angel Of Fear” é um Heavy Metal Tradicional reto, pesado e direto, quase Thrash.

A balada “Dusty Road” é o oposto da sua antecessora.

Ao que tudo indica essa gravação é ao vivo, e aqui já temos uma sonoridade limpa, com um Kev Healey realmente cantando, e não apenas balbuciando alguns versos.

Balada muito bonita, com uma atmosfera bem melancólica, e de tão boa, não teve sua qualidade ofuscada pela gravação.

Mais uma vez destaco o bom trabalho nas guitarras, mas todos os músicos no computo geral fazem um belo trabalho.

Finalizando, temos “Making Changes”, que começa seguindo a linha de “Angel Of Fear”, mas então ela vai ficando cada vez mais técnica.

Aqui a batera mais uma vez carece de uma melhor gravação, mas só por esse começo da pra notar que os músicos eram bem técnicos.

O início de “Making Changes” segue bem a linha do Rush, só que metalizado. Da agonia escutar essa bateria tão baixinha, enquanto o baixo caminha livre, seguido das ótimas guitarras, que mandam riffs muito bem sacados.

“Making Changes” tem uma veia prog muito interessante, e os vocais só aparecem no fim da música, mas compensam a espera porque são muito bem encaixados, dando um dinamismo muito eficiente a mesma.

Na hora que entram os vocais acompanhados pelas linhas do baixo eu me empolgo, aqui é um rock and roll dançante de primeira meu amigo, pena que acaba rápido, logo depois do ótimo solo!

Chegando ao fim dessa audição, para mim fica evidente que o Radium era uma banda com muita qualidade e merecia ter gravado seu álbum full lenght.

Como o H2R sempre oferece algo a mais, também incluo nesse review a música “Angel of Fear”, na versão da banda Roxxcalibur, que com muita dignidade e fidelidade ao Heavy Metal, decidiu coverizar essa obscura música, demonstrando que o Heavy Metal Tradicional é de longe, o estilo que tem os fãs mais apaixonados e fiéis.

Eles mantiveram o peso, mas gravaram com uma bateria decente, além do que as guitarras ficaram tão boas quanto as originais, o que é louvável.

No geral, a versão do Roxxcalibur ficou muito boa, e porque não melhor, é como a do Radium, só que bem gravada!


Lista de Músicas:

1. Angel Of Fear (02:55) 8,25
2. Dusty Road (05:08) 8,75
3. Making Changes (03:48) 9,0


Tempo total: 11:51

Bônus:

4. Roxxcalibur – Angel Of Fear 8,50


Escute as Músicas


Nota: 8,5


Formação:

Kev Healey – Vocal / Guitarra
John Vaites – Baixo
A. Meehan – Guitarra
Tonka – Bateria


Fatos e Curiosidades:

- Apenas 500 cópias do Single Through The Smoke foram prensadas.

- Em 2006, foi vendido uma cópia desse Single no eBay por pouco mais de 300 dólares.

- Em 2009, saiu no álbum NWOBHM for muthas uma regravação da música “Angel Of Fear”, feita pela banda Roxxcalibur.

- O baterista Tonka saiu para formar o Chinawhite, e posteriormente o Chaingang.  Alguns anos mais tarde ele faria um acordo com Warner Chappell para fazer parte da equipe que cuidava dos negócios do Iron Maiden, mas acabou não conseguindo um contrato para gravação de um álbum da donzela. Em 1996, Tonka se juntou a banda Wraith.

- Kev Healey e John Vaites posteriormente formaram o Jackyl.

- O Radium fez parte da legendária “EAST MIDLANDS BAND CO-OPERATIVE”

- A “East Midlands Band Co-Perative” foi uma cooperativa na NWOBHM muito interessante. A idéia partiu da banda Palalex, que aplicava todo o seu dinheiro arrecadado nos shows na própria banda, e que para viabilizar mais shows e diminuir os custos do mesmo, fizeram uma “parceria” com a banda Avalon, dividindo o palco com os mesmos.

- Logo, a EBMC foi uma cooperativa formada pelas bandas Paralex, Radium e a Race Against Time, do frontman Dave Halliday, que era uma banda muito carismática.

- A turnê com as três bandas era extremamente benéfica para ambas, pois assim eles podiam tocar em lugares que dificilmente conseguiriam tocando sozinho, e os custos eram divididos entre eles.


Creditos:
Por
Victor Kataóka.

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Formada em 1979 pelo ex vocalista do Strider, Rob Hawthorn, o Last Flight foi uma obscura Single Band da N.W.O.B.H.M que lançou apenas duas músicas.

Como existe todo um folclore em torno dessas Single Bands, e boa parte delas conseguiram obter algum “feito” que as diferenciasse das demais, o LastFlight não ficou para trás.

No caso, a banda teve a oportunidade de realizar uma raríssima gravação em um programa da BBC.

A seguir, a resenha de uma das mais obscuras Single Bands da New Wave, o Last Flight,

“Dance To The Music” segue um pouco a linha do Van Halen, e até lembra algumas coisas mais leves do Kiss. Essa música está mais para Hard Rock do que Heavy Metal.

Na verdade ela é um Hard Rock com roupagem Heavy Metal.

O vocalista Bob Hawthorne canta muito bem, e toda a banda é bastante competente, sendo essa música muito bem gravada.

Por um motivo ou outro ela se torna cansativa para mim, já na metade.

Se eu tiver fumado um baseado ela se torna bem agradável, até porque é uma música leve e repetitiva.

No geral, uma boa música.

“I’m Ready” começa bem solta, seguindo a linha de “Dance To The Music”. Todos os instrumentais soam bem audíveis, e a banda aposta nessa linha mais clean.

Aqui e ali temos alguns lampejos de Heavy Metal, mas ele não pertence a alma dessa música.

O solo é muito bom, talvez o melhor momento desse single, apesar de ser curtinho.

Também foi muito bom o efeito que eles colocaram das pessoas conversando no fundo do solo.

Mas é aquele negócio, o vocal acaba se tornando repetitivo, por um motivo ou outro, mas o fato disso me incomodar não significa que vá incomodar você também.

Ótima música no que se propuseram a fazer.

O interessante é que esse single é de 1981, então fica difícil dizer que a banda tentou fazer um lance mais comercial, enfim, o resultado foi satisfatório.

Tinham qualidade pra gravar um álbum completo, poderia não ser um clássico ou uma inovação, mas daria conta do recado.


Lista de Músicas:

01. Dance To The Music 7,75 (04:21)
02. I’m Ready 8,0 (02:38)


Tempo total: 07:00


Nota:
8,0


Formação:

Bob Hawthorne  – Vocal
Bob Murray – Guitarra, Backing Vocals
Graham Waxman – Bateria, Backing Vocals
John Sinfield – Baixo, Backing Vocals


Fatos e Curiosidades:

- Existe uma versão do single da banda gravado no programa da BBC “The Friday Rock Show compilationalbum”, que tem uma qualidade muito melhor, e foi produzido por Tony Wilson.

- Artigo com uma material da Sounds, de junho de 83:

Last Flight, now fronted by ex-Chinatown singer John Barr, play;
London Marquee June 27.
(Sounds, 18/06/83)

- Após a dissolução da banda, Rob Hawthorn se juntou ao guitarrista e ex Whitesnake Bernie Marsden, na banda Alaska.  Ele também tocou no S.O.S e Strider.

- Ele também contribuiu com vocais de apoiopara o ‘Electric Cinema’, álbum solo de Kyoji Yamamoto, guitarrista da banda de Heavy Metal Japonesa BowWow.

- Posteriormente, Hawthorn se juntou aocabaretcircuit,como um imitador de Rod Stewart.


Creditos:
Por
Victor Kataóka.

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Megaton foi um nome usado por várias bandas dentro do Heavy Metal, entre elas o Megaton Mexicano, formado em 88 e que só lançou um álbum, o Brasileiro que tocava Thrash Metal, o Argentino que tocava Heavy Metal, um Sueco que lançou um álbum em 95, entre outros.

Todavia, o Megaton que eu irei comentar nesse review é o que eu acredito ter sido o mais velho de todos, que foi formado em 1980.

Vinda de Londres, a banda Megaton é provavelmente uma das mais obscuras Single Bands da New Wave, e existem pouquíssimas informações sobre esse Power Trio.

A seguir, o review das duas únicas músicas lançadas pelo Megaton.

“Aluminium Lady” começa com um riffão bem rock and roll, mas o que me impressiona é esse começo bombástico…Sim eu disse bombástico!

Pra o leitor que está acompanhando a resenha e escutando a música isso pode soar estranho, mas eu explico.

Tire o foco do instrumental. O começo dessa música é um heavy com uma forte base rock and roll, mas bem básico, básico e preciso. O que eu acho que torna esse início dela bombástico, é a entrada fulminante do vocalista.

A voz dele não é um agudão poderoso, não é um gutural nervoso, ou mesmo uma voz belíssima. Ele apenas tem esse jeito peculiar de cantar, essa voz rouca, que quando você escuta no fone de ouvido, você sente a garganta do cara sendo forçada ao extremo, é como Brian Johnson do AC/DC, só que sem ser agudo. Some isso ao sotaque Britânico, e a todo o carisma desse cara. Sim, a interpretação desse vocalista, que é conhecido por praticamente ninguém, é fantástica.

Jeremy Nagle canta com muito feeling, às vezes ele me lembra Kevin, falecido vocalista do Quiet Riot.

O instrumental de “Aluminium Lady” também é muito preciso. Como são um power trio, a coisa acaba soando mais rock and roll, é um heavy matador, mas ainda assim um rock and roll dançante. Da pra bater cabeça e também para dançar.

Os gritos de Nagle são demais, e o seu baixo também não deixa a peteca cair.

Quando “Die Hard” começa, parece até que ela é a continuação de “Aluminium Lady”.

A batida das duas músicas se encaixam (o final de “Aluminium Lady” e o começo de “Die Hard”) , e “Die Hard” começa com um riff muito foda. Vejam bem, é um riff bem básico, mas é aquela coisa grudenta, que fica martelando, quase hipnótica, e quando entra a cozinha, aquela coisa dançante, muito bom!

Em “Die Hard” Jeremy Nagle se supera e canta de forma ainda mais louca.

O guitarrista Ross Torlak também da um show, e manda riffs precisos e bem encaixados, mas não para por ai, o solo também é digno de aplausos.

E a bateria? Também não deixa a peteca cair. Não soa de forma pesada, mas é extremamente precisa, se encaixa perfeitamente nas duas músicas.

E Ross Nagle também manda muito bem com o seu baixo, fazendo ótimas linhas.

Resumindo, “Die Hard” é uma mistura de rock com Heavy Metal acima da média, uma verdadeira escola de técnica e feeling na medida certa.

Chegando ao final dessa audição, eu concluo que o Megaton é o melhor exemplo para representar o que aconteceu com muitas bandas da New Wave. O Megaton é um estereotipo perfeito.

Vejam bem, eles só gravaram duas músicas clássicas e fantásticas, e musicalmente falando, após isso eles literalmente sumiram do mapa.

Uma pena, mas ficaram eternizados na história da N.W.O.B.H.M. E essa história, o H2R ajuda a manter viva.


Lista de Músicas:

01. Aluminium Lady (02:20) 9,25
02. Die Hard (03:12) 10*


Tempo total: 05:32


Nota:
9,75
Nota Re-Avaliada: 10*


Formação:

Jeremy Nagle– Vocal e Baixo
Ross Torlak- Guitarra
J. Gartland (Bill Collis?) -Bateria


Fatos e Curiosidades:

- Antes de formar o Megaton, Jeremy Nagletocava tocava em uma banda chamada Cork. Ele retornou ao Cork onde ficou em 1982/1983, e também foi guitarrista do Irlandês Driveshaft.

- A prensagem de AluminiumLady foi de apenas 500 cópias.


Creditos:
Por
Victor Kataóka.

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