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“Strong Arm Of The Law” é a prova de que o ano de 1980 foi o ano do Saxon. Esse disco foi lançado apenas alguns meses depois do não menos clássico “Wheels Of Steel”.

É considerado um dos discos que compõe a fase mais criativa, o “auge da banda”.

A seguir, a resenha do “irmão” de Wheels Of Steel, o clássico “Strong Arm Of The Law”.

 

Um som de chuva abre o disco e a música “Heavy Metal Thunder”.

Com 3 segundos, eu já estou todo arrepiado, pois sei o que me espera.

Em minha opinião, depois da música “Black Sabbath”, é de Heavy Metal Thunder, o 2º lugar na lista “mais clássica entrada com barulho de chuva dentre as músicas de Heavy Metal”.

Uma entrada fulminante, como um trovão, poucas vezes foram ouvidos uma entrada com uma sequência tão sincronizada e matadora como essa.

Hoje essa entrada pode ser um grande clichê no Metal, mas o Saxon, em 1980 foi um dos pioneiros.

Aliás, quem imaginaria que uma música como essa seria concebida em 1980?

As guitarras, a bateria marcando o tempo e acelerando, e a volta de um dos riffs mais matadores do Metal.

A forma de cantar que Biff Byford impôs nessa música, com uma voz bem firme, do jeito que a música pediu, pode ser considerada uma das performances mais acertadas desse vocalista.

Ao mesmo tempo em que ele canta “se impondo”, ele também consegue envolver muito sentimento, e é por isso que ele é um vocalista inconfundível.

Apesar de ser “retona”, provavelmente uma das músicas mais retas e diretas do Saxon, as pessoas tem a impressão que ela não tem “balanço”, que é totalmente o contrário de uma música dançante… Ledo engano. É nítida a orientação para “bater cabeça”, marcada pelo riff principal, nas as linhas de baixo, que sempre acabam ficando em 2º plano na memória das pessoas, em detrimento dos riffs, mas que são fundamentais para fazer essa música perfeita, dando um ritmo muito bom para “Heavy Metal Thunder”, até mesmo dançante, por que não?

Energia. Eu diria que essa música é energia pura, boa para malhar na academia, boa pra treinar no jiu-jitsu, boa para escutar no carro, saindo atrasado de casa (e batendo o carro), e boa até pra transar (hora se não).

O ápice de “Heavy Metal Thunder” se dá aos 2 minutos, quando entra um dos melhores solos do Saxon.

Matador, clássico, totalmente Heavy Metal Tradicional, e ainda com muito sentimento.

Eu vou além, e digo que Heavy Metal Thunder reúne uma quantidade absurda de clichês de todo o Metal.

Escutando hoje, em 2011, ela pode não soar tão pesada, pois qualquer um monta um estúdio caseiro em casa e deixa sua música com um barulho daqueles.

Mas “Heavy Metal Thunder”a não precisou do estúdio para soar pesada, tanto é, que mesmo as músicas mais pesadas dos últimos discos do Saxon, ainda não soam como ela, pois essa música, sendo uma das mais genuínas formas de expressão do Heavy Metal Tradicional, tem o peso na sua alma.

O peso na sua alma! Nunca esqueçam disso!

Um verdadeiro clássico do Metal.

Também acho importante frisar que as ótimas linhas de baixo perderam um pouco de espaço na versão remasterizada.

E para finalizar, “Heavy Metal Thunder” é uma das pioneiras em matéria de Speed Metal, apesar deu não achar que ela se encaixe nesse termo, pois “Heavy Metal Thunder” é acima de tudo, uma genuína música de Heavy Metal Tradicional, e ainda digo mais, ela foi uma das primeiras músicas do mundo a usar o termo Heavy Metal, que isso fique bem claro.

O ouvinte não tem tempo para recuperar o fôlego e já entra em cena outro clássico: “To Hell And Back Again”.

Tão rápida e pesada quanto a sua antecessora, com uma letra nervosa, cheia de riffs matadores, e ainda mais melódica.

Uma das entradas mais lindas do Metal. Adoro o jeito como entram as guitarras e o baixo.

A linda melodia dessa música se completa e encontra na voz de Biff, que também não se faz de rogado nas partes pesadas.

Um dos maiores clássicos do Saxon e uma das melhores atuações de Biff.

Quem diz que esse cara não tem um vozeirão, está precisando escutar muito som.

Para o leitor de alma formada e ouvidos bem treinados, esse encontro perfeito do peso e da melodia, fazem o Heavy Metal Tradicional ser em sua essência, essa música tão apaixonante que a maioria dos Headbangers vão escutar até o fim de suas vidas.

Força e paixão. O peso não anula a melodia e vise versa.

O destaque pra mim é o baixo, eu sempre chapo no baixo quando escuto “To Hell And Back Again”.

Mais uma aula e podemos passar adiante.
A música que deu nome ao disco, “Strong Arm Of The Law”, tem uma levada mais gingada, com mais groove, aqui é o lado Rock and Roll do Saxon.

Grudenta, e com todos os elementos para torna-la marcante. É preciso lembrar que o seu refrão é provavelmente um dos mais populares da banda.

Ela é o tipo de música que fica martelando na sua cabeça. Um tipo de som que o Saxon também era mestre em fazer.

Essa é a “veia rock and roll” do Saxon.

A letra é mais uma glorificação da banda para o som que eles representam.

A 4ª faixa, “Taking Your Chances”, é cheia de groove e alia mais uma vez o peso a melodia, apesar de que o seu início, antes da entrada do solo, também tenha forte presença de uma sonoridade mais rock and roll.

Essa música ainda tem uma levada bem contagiante, principalmente pelas ótimas linhas de baixo, o que se dá até a entrada do solo, aonde ela vai retomando seu peso, aqui eu digo que já estamos diante de um rock and roll de primeira, que está trajando uma roupagem Metal.

Imaginem os Beatles, tocando ela nos anos 60, daquela forma? Seria um clássico!

O segundo solo é belíssimo, e ao que tudo indica, essa música fala de relacionamentos, mas sem ser de uma forma clichê.

O solo é excelente, e os riffs são bem básicos. O destaque mesmo é a melodia, muito boa, contrastando com o peso que vai tomando forma no finalzinho.

A velocidade volta ainda com mais força em “20,000 Feet”, uma música muito tocada ao vivo pela banda, e que tem uma letra que glorifica bem o sentimento de “liberdade”, tão presente nas letras da banda.

Assim como “Heavy Metal Thunder”, mais um Heavy Metal Tradicional, puro e cristalino.

Riffs fulminantes, e uma levada da batera que não deixa de soar rock and roll, em vários momentos.

Aliás, ela tem uma leve veia Rock and Roll, apesar de ser um autêntico Heavy Metal Tradicional.

Quando “20,000 Feet” chega ao fim, para quem conhece o disco, já começa a entrar no clima de  “Hungry Years”, um rock and roll descarado que é a cara do Saxon.

Finalizando, a letra que fala sobre voar em um jatinho tem tudo a ver com a levada “Speed Metal” de “20,000 Feet”.

Com uma veia blues, “Hungry Years” da uma freada, e em minha opinião, com uma levada sensacional, aqui a banda mostra o porquê de o Heavy Metal Tradicional ser em vários aspectos a evolução do Rock and Roll.

Eu sempre afirmo que em termos de Heavy Metal, ninguém o uniu com o rock and roll de forma tão precisa quanto o Saxon.

Temos o AC/DC e o Motorhead, e logo em seguida o Saxon.

Finalizando, a letra é mais uma ode ao Rock and Roll.

“Sixth Form Girls” começa mais animada que as outras músicas do disco, que até então, eram raivosas e/ou melancólicas.

Mas ela também é bem melódica, e o seu refrão talvez seja um dos mais bonitos da banda.

Uma letra bem AC/DC, exaltando garotas de 16 anos e o efeito que elas causam nos rapazes.

Adoro essa levada rock and roll da bateria, que se fosse gravada de forma alucinada nos anos 2000, não tornariam esse álbum tão especial.

O finalzinho dela eu também acho muito bonito, mais uma das grandes atuações de Biff.

Finalizando, não podemos esquecer o belíssimo solo que a encerra com chave de ouro.

Eu a definiria como uma música extremamente cativante.

Finalizando o disco, temos a épica “Dallas 1PM”.

Ela começa no estilo de “Strong Arm Of The Law”, mas não se engane, ela é melhor, e até merecia ter seu nome estampado na capa mais do que Strong.

Essa é uma daquelas músicas que você vai curtindo mais a cada vez que vai escutando.

Quanto mais escuta, mais vai se afeiçoando a ela e a curtindo.

Essa música fala sobre um grande filho da puta, o presidente Kennedy, mostrando que o Saxon sempre teve letras politizadas, apesar de não serem o tipo de composição mais frequente da banda.

Para todos, o momento mais marcante de “Dallas 1PM” seja na hora que acontecem os tiros.

Acredito que todo mundo que escute essa música fique esperando esse momento.

A melhor música em todos os tempos que já foi feita sobre algum presidente.

Quando eu ainda não podia legalmente dirigir, nunca tinha paciência para essa música e sempre a pulava na coletânea que eu tinha do Saxon… Quando eu estava tomando banho naquela adrenalina e chegava nela, eu ficava puto. Depois, cresci, comecei a escutar som e comer mulher, e passei a amar essa música, largando de ser um completo vacilão! rsrs

Chegando ao balanco final, eu diria que esse disco pode ser considerado um dos melhores da banda, e deixou um legado de no mínimo 3 grandes clássicos: “Heavy Metal Thunder”, “To Hell And Back Again” e “Dallas 1PM”.


Lista de Músicas:

01. Heavy Metal Thunder 10***
02. To Hell And Back Again 10***
03. Strong Arm Of The Law 9,00
04. Taking Your Chances 9,25
05. 20,000 Feet 8,75
06. Hungry Years 8,75
07. Sixth Form Girls 8,75
08. Dallas 1PM 10*


Tempo total: 37:05


Nota:
9,25
Estrelas: 7
Nota Re-Avaliada: 10*******


Formação:

Biff Byford – Vocal
Graham Oliver – Guitarra
Paul Quinn – Guitarra
Steve Dawson – Baixo
Pete Gill – Bateria


Fatos e Curiosidades:

- Strong Arm of The Law estreou na parada do Reino Unido em # 11.

- O lançamento mundial teve a capa branca, mas nos Estados Unidos e Canadá o disco foi lançado com uma capa preta.

- A ordem das músicas também é diferente nos Estados Unidos: Dallas 1pm, Strong Arm of the Law, Sixth Form Girls, Hungry Years, Heavy Metal Thunder, Taking Your Chances, To Hell and Back Again e 20,000 Ft.

- Em 1997 Strong Arm of The Law foi relançado com Wheels of Steel em uma versão de CD dupla, com as seguintes músicas bonus:

9. 20,000 Feet (Live)
10. Dallas 1 PM (Live)
11. Hungry Years (Live)
12. Strong Arm of the Law (Live)
13. Heavy Metal Thunder (Live)

- Em 2009 o disco foi remasterizado pela EMI in 2009 contendo as seguintes músicas bônus:

Studio B15, BBC Session 25th April 1982:
09. 20,000 Ft (3:17)
10. Dallas 1 PM (6:01)
11. The Eagle Has Landed (7:32)
12. 747 (Strangers in the Night) (4:41)

13. To Hell and Back Again (alternate version) (4:47)
14. 20,000 Ft (Abbey Road mix 2009) (4:10)
15. Mandy (early version of ‘Sixt Form Girls’) (3:58)
16. Heavy Metal Thunder (Abbey Road mix 2009) (4:15)

- Reza a lenda que esse disco teve uma influência no discurso de “morte ao falso metal” do Manowar, considerando que o Saxon estava em turnê com o Black Sabbath em 1980, e Joey DeMaio fazia parte da equipe do Sabbath.

- Em 2002 a banda Paragon coverizou “To Hell and Back Again”.

- Em 2011, “To Hell and Back Again” apareceu na versão para Nintendo Wii do jogo NASCAR The Game 2011.


Creditos:
Por
Victor Kataóka.

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O Lautrec foi uma das Single Bands mais lendárias da New Wave.

Vários fatos atípicos cercam a história dessa banda inglesa que apesar de não ser muito conhecida na sua cidade, Bristol, conseguiu fazer shows com grandes bandas na época.

De todas as Single Bands da New Wave, eles foram um dos que tiveram mais situações curiosas, como as coisas que aconteceram com os membros após a dissolução da banda (sim, diferente de bandas totalmente obscuras, nós temos uma quantidade relevante de informações sobre a banda), como por exemplo, uma coisa que deveria ter acontecido com muitas single bands da New Wave: A formação posterior de uma nova banda, que deu origem a um álbum completo.

No caso do Lautrec, os líderes da banda formaram o Stampede, que teriam incluídas no re-lançamento em CD do seu Debut, músicas inéditas do Lautrec.

Como o Lautrec é considerado uma banda lendária dentro das Single Bands, o H2R preparou a maior matéria que se tem notícias sobre a banda, e fomos além.

A seguir, uma resenha completa do único single do Lautrec, e como bônus eu disponibilizo as quatro músicas bônus relançadas pelo Stampede, sendo duas delas inéditas até então, além de outras versões com qualidades diferentes, o que somam 7 músicas nesse download.

Aqui no H2R, você não tem acesso a nada mais ou menos, você tem acesso ao que há de melhor.

Vou começar essa resenha fazendo uma explanação geral sobre as 7 faixas presentes aqui:

As faixas 2,3 e 7 são a mesma música. A faixa 2 é tem menos qualidade na gravação, já as faixas 3 e 7 tem muita qualidade, e são praticamente a mesma versão, que é a que saiu nos re-lançamentos, com diferenças mínimas entre elas.

As faixas 1 e 6 são as mesmas, e a 6 é a mesma versão, que é a que saiu nos re-lançamentos.

As faixas 4 e 5 são as novas, que saíram nos re-lançamentos.

A minha resenha será apenas abordando as 4 faixas que saíram no re-lançamento.

A letra de “Mean Gasoline” fala de um tema comum: Motociclistas e suas motos. A sonoridade é uma mistura de Saxon com AC/DC.

Riffs bem tradicionais e um bom solo, um Heavy Metal Tradicional maduro e coeso, mas nada de outro mundo.

“Shoot Out the Lights” é muito boa. Começa com uma batida bem básica, mas fundamental, um grande riff, e até um breve momento de balada, mas que é rapidamente interrompido pelo rockão.

Aqui todos os instrumentos soam muitíssimo bem encaixados.

Mais uma mistura fatal de AC/DC com Saxon.

O refrão é muito bom, e esse é o “grande clássico” do Lautrec.

“Midnight At The Moulin Rouge” trás novamente ótimos riffs, e tem uma quebra de ritmo que é um tesão. Reuben Archer canta demais.

As guitarras dão mais um show, e esses backing vocals também são fodas. Ela tem até uma levada dançante no final.

“Red Light Ruby” não deixa a peteca cair, e é outro metalzão. Aqui o baixo é mais presente, e o vocal me surpreende positivamente.

Eu diria que “Red Light Ruby” tem uma alma punk, eu não sei porque mas eu sinto isso.

Essa atmosférica dramática, acompanhada pelo jeito como Reuben Archer canta e os riffs e solos, tudo isso torna essa música especial.

Chegando ao final dessa audição, eu acho que todos vão concordar que a dupla Reuben/Laurence Archer tinha talento para ter feito muitos outros álbuns, e é mais uma talentosa dupla underground na cena Heavy Metal.

Reuben Archer me lembra em alguns momentos Biff Byford do Saxon, e eu acho que a turnê com os gigantes Ingleses pode ter influenciado na sonoridade do Lautrec, visto que eles pegaram a melhor fase do Saxon, na turnê Weels Of Steel.


Imagens:


Lista de Músicas
(Comentadas):

1. Mean Gasoline (03:42) 8,5
2. Someone To Kill / Shoot Out the Lights (03:12) 9,0
3. Midnight At The Moulin Rouge (03:37) 8,75
4. Red Light Ruby (03:23) 9,25


Nota:
9,00

Músicas (Single original):

1. Mean Gasoline (03:42)
2. Someone To Kill / Shoot Out the Lights (03:12)


Tempo total: 06:54

Músicas (Single original + Bônus):

1. Mean Gasoline (03:42)
2. Someone To Kill / Shoot Out the Lights (03:12)
3. Shoot Out the Lights (03:22)
4. Midnight At The Moulin Rouge (03:37)
5. Red Light Ruby (03:23)
6. Mean Gasoline (04:21)
7. Shoot Out the Lights (03:15)


Tempo total: (24:55)


Formação:

Reuben Archer – Vocal
Laurence Archer – Guitarra
John Philips – Bateria
Steve Holbrook – Teclado
Simon Ridler – Baixo

Vídeos:


Fatos e Curiosidades:

- Hoje em dia, o tecladista Steve Holbrook é um famoso guru espiritual, e se você duvida, basta acessar o site do mesmo: http://www.steveholbrook.co.uk/pages/

- O guitarrista Laurence Archer tocou no UFO e no Grand Slam com Phil Lynott. Ele também foi um membro do Wild Horses e do Medicine Head antes de se aposentar da música em 1994.

- Esse single, junto com mais duas músicas do Lautrec, foram re-lançados em 2006, pois saíram como bônus na remasterização do debut do Stampede, o Hurricane Town.

- Não existe uma música chamada “Someone To Kill”. A música “Shoot Out The Lights” acabou sendo erradamente nomeada como “Someone To Kill” no original 7″ single.

- Posteriormente o baterista John Philips se uniu as bandas Weapon e Megaton.

- Apesar de não serem muito conhecidos, na época eles abriram shows do Def Leppard e Magnum, além de terem feito duas turnês com o Saxon, e isso antes mesmo de lançarem um single.

- Reza a lenda que após a primeira turnê com o Saxon, os gigantes britânicos ficaram tão impressionados com o Lautrec que chamaram eles de volta para a turnê do Wheels of Steel.

- O vocalista Reuben Archer e seu filho adotivo Laurence Archer eram os responsáveis por todas as letras da banda.

- Inclusive, Laurence tomou gosto pela música após ver um show de Eric Clapton, e após esse show ele vendeu sua bicicleta (que era uma de suas paixões) e comprou uma guitarra.

- Reza a lenda que Clapton tinha algo em comum com Reuben e iria encontrar a dupla Archer após o show, o que não aconteceu pois Clapton ficou bêbado.

- Um single original em boas condições do Lautrec está avaliado em mais de 700 euros.

- Uma edição de julho de 1980 da revista Sounds destacava o ótimo show do Lautrec:

“But on the contrary, what I saw was a band that managed,to shake a very small audience into rapturous delight, which is much, much harder to do than rouse 2000 diehards. Lautrec maintained my attention throughout their set. They bring life and imagination to their music. They’re going to be all over you in no time at all.”

(Rab, Sounds, 19/07/80)

- A dupla Reuben e Laurence Archer estavam ativos na cena musical em 2010, gravando e fazendo shows com a banda Stampede.


Creditos:
Por
Victor Kataóka.

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Formada em 1978, o Axis é mais uma single banda de N.W.O.B.H.M.

A banda nos deixou apenas um vinyl preto contendo 2 músicas (lançado em 1980), e outra música que saiu em uma coletânea.

Como muitas single bands, o axis também tem as suas particularidades, e nosso caso deles banda, muitas!

“Lady” tem um pé no Hard Rock oitentista, mas com muita classe classe,  e outro pé no Heavy Metal Tradicional.

Pelo refrão, parece ser mais uma com cara de Hard farofa comercial, mas não se engane, as guitarras aqui estão afiadíssimas, e o teclado, é simplesmente maravilhoso, criou uma atmosfera muito boa, e deu um ar de classe a essa música.

Gostei muito dessa “inovação” do Axis por ter colocado teclado e caminhado no caminho Hard, sem ter saído totalmente do Heavy.

“Messiah” é outra que os teclados vão ditando. Com uma letra cristã, essa música começa de forma bem descontraída pelo lado dos vocais/teclado, uma coisa mais solta, mais alegre, quase soando comercial.

Mas, as guitarras e a cozinha estão sempre afiadas, e então ela vai ficando cada vez mais reta, e exatamente aos 03:25 o Heavy Metal toma conta de tudo, e entra aqueles riffs maravilhosos, aquela levada maravilhosa, que todo Banger se identifica, e é assim que ela acaba, bem Maiden.

Flame Burns On é um Heavy Metal Tradicional bem característico as bandas da New Wave. Neil Grafton está cantando com uma voz classuda, que difere do Single, e no geral,a banda toda está muito afiada e entrosada.

Chegando ao final da audição, chego a conclusão que o Axis passou no teste “Singles Bands que deveriam ter gravado um álbum inteiro”.


Imagens:


Lista de Músicas:

1. Lady 04:29 8,75
2. Messiah 04:17 9,0
3. Flame Burns 8,0


Tempo total: ?


Nota:
8,5


Formação:

Neil Grafton – Vocal
John Cuningham – Baixo, Vocal
Paul McGuire – Teclado
Mick Tucker – Guitarra (Tank (Gbr), White Spirit)
Dave Little – Guitarra (Lies of Smiles, Pauline Gillan Band)
Marty Day – Bateria (Holland (Gbr), Hammer (Gbr))


Fatos e Curiosidades:

- Neil Grafton tinha 17 anos quando gravou a primeira single com o Axis

- A música Messiah apareceu na NWOBHM Collections vol. 2

- John Cunningham morreu em um acidente de carro em 1994.

- Após o fim da banda, o guitarrista Mick Tucker tocou com o White Spirit e Tank, enquanto o baterista Marty Day tocou no Holland.

- O Axis é a única Single Banda da New Wave a ser classificada como “Metal Cristão”, apesar de várias fontes dizerem que a banda não tocava “White Metal”, o que é uma pena.

- Não se sabe ao certo se a banda é de Liverpool ou Cleveland.

- O Axis assinou com a Neat Records para graver o single “You Got It”, mas ele nunca foi lançado.

- O único material lançado pela Neat foi a música “Flame Burn On”, que estava na coletânea 60 Minutes Plus Compilation Tape (fita k7 para leitores da Kerrang que saiu em 1982), e que posteriormente  seria lançada em vinil com o nome “All Hell Let Loose”.

- O Axis só lançou 3 músicas, logo, qualquer outra música lançada por alguma banda chamada Axis, não foi do Axis da New Wave.

- Existiu outro Axis na New Wave, que lançou um single também em 1980, mas esse outro Axis era mais obscuro ainda!


Creditos:
Por
Victor Kataóka.

 

 

 

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