Category: [1979]

Vinda de Norwich, Inglaterra, a banda ZORRO foi mais uma Single Band da N.W.O.B.H.M.

Seguindo uma linha mais Rock & Roll/Hard Rock, o seu single ”Arrods Don’t Sell ‘Em”, lançado no final da década de 70, é uma raridade para os colecionadores da New Wave, pois é considerado um dos lançamentos com musicalidade mais primitiva do movimento.

A seguir, a resenha do primeiro e único single do Zorro, banda que fazia um som bem diferente do som da maioria das bandas da New Wave, pois o que você irá escutar é o que eu considero ser uma das maiores pérolas no lendário universo das Single-Bands da N.W.O.B.H.M.

“’Arrods Don’t Sell ‘Em” parece ter sido feita por uma banda da New Wave chamada Agony Bag.

Essa música começa bem empolgante,  um rock and roll cheio de energia, com uma atmosfera meia punk rock, mas com aquela sonoridade, huuumm…Aquele rock and roll mais inocente. Escute aos 1:10, vejam, esse é o tipo de melodia que foi se perdendo com o passar dos anos na boa música. A viagem “experimental” com os teclados que segue também é mais um ponto positivo, bem típico dos anos 70, onde tudo fluía naturalmente para terminar em boa música.Uma criatividade que foi se perdendo, com várias bandas da New Wave se tornando cópias uma das outras.

Amo essa música! E vejam só, ela tem o que eu chamo de “a mágica”. Riffs simples, som simples, sem invenção, um heavy bem primitivo, mais para o lado do Rock mesmo, mas com aquela pegada, aquela atitude Rock & Roll, da até pra dançar. Pérola do Pop-Rock/Hard Rock Setentista.

Eu definiria essa pérola em uma frase:

“Pop demais para os Headbangers, e Heavy demais para os fãs da música Pop”.

“Soldier” é mais reta e agressiva. Ela me soa como um Ska metalizado (sério!). Rock Pauleira é isso ae! Ela é tipo um Hardão Setentista, só que menos encorpado. Essa pegada é demais. Aqui eu consigo visualizar uma grande influência de Deep Purple.

“Starfight” também mostra influências do Purple e do Rush, principalmente nos vocais, bem na linha Geddy Lee. Essa música é muito mais técnica que as outras.Hard Rock Setentista de primeira. Todos da banda fazem um ótimo trabalho.

Chegando ao fim dessa surpreendente audição, pra mim fica o sentimento de que o Zorro foi uma das Single Bands da New Wave que mais mereciam ter gravado um álbum completo.

A mistura de Rock,Pop,Heavy,Hard e Punk que eu escutei nessas 3 músicas piraram a minha cabeça.


Lista de Músicas:

01. ‘Arrods Don’t Sell ‘Em (2:50) 10**
02. Soldier Boy (2:48) 9,0
03. Starfight (3:52) 8,75


Tempo total: 9:30


Nota:
9,25
Estrelas: 2
Nota Re-Avaliada: 9,75**


Formação:

- Dave Smith – Vocal
- Galen Littlewood – Teclado
- Terry Bunting – Guitarra
- Kevin Longman – Baixo
- Ricci Titcombe – Bateria


Fatos e Curiosidades:

- Os únicos remanescentes da formação original que gravaram o primeiro e único single do Zorro foram o guitarrista Terry Bunting e o baixista Kevin Longman.

Apesar de alguns sites dizerem que a banda foi formada em 1978, a verdade é que o Zorro foi fundado em 1975. A sua formação original era: Mark Newman nos vocais, Terry Bunting na guitarra, Kevin Longman no baixo e Jon Kirk na bateria.

- Mark Newman acabou sendo substituído por Fritz Wright em 76, e no mesmo ano entrou o tecladista Galen Littlewood. Já em 1977, a grande mudança: Entraram o vocalista Dave Smith e o baterista Ricci Titcombe.

Após o lançamento do seu single, a banda promoveu o mesmo fazendo uma turnê pelo Reino Unido que durou cerca de 2 meses, e incrivelmente, o Zorro teve a chance de abrir shows de bandas de peso como Suzy Quattro e até o Dire Straits durante a life span.

- O vocalista original, Mark Newman, teve uma passagem pelo Samson em 1978, sendo substituído por um tal de Bruce Dickinson.

- Em 1980, a banda foi reformada pela última vez, e antes de acabar, a sua formação era: Dave Smith nos vocais, Galen Littlewood nos teclados, Alan Fish no baixo (que posteriormente tocou no Tredegar, Groundhogs e Egypt), Ricci Titcombe na bateria, e na guitarra, a banda começou o ano com Terry Bunting, que foi substituído por Ronnie Newson e Graham Adcock.


Creditos:
Por
Victor Kataóka.

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No fim da década de 70 o Accept lança o seu debut álbum, que seria o início de uma seqüência de sete brilhantes discos da banda de Heavy Metal mais importante da Alemanha.

Fundada em 1970 na cidade de Solingen, Alemanha, pelo vocalista Udo, a banda passou por várias formações até se estabilizar em 1976, quando tocaram no festival Rock AM Rhein e conseguiram um primeiro contrato de gravação. A formação à época contava com Udo Dirkschneider, Wolf Hoffmann, Peter Baltes (baixo), Gerhard Wahl (guitarra) e Frank Friedrich (bateria). Gerhard seria substituído por Jörg Fischer em 1978. A estréia do Accept em vinil aconteceu com um álbum auto-intitulado lançado em dezembro de 1978, mas algumas fontes citam janeiro de 1979.

A seguir, a resenha do primeiro disco da melhor banda de Heavy Metal da Alemanha, e uma das mais importantes do mundo também.

O álbum auto intitulado abre com uma faixa que é um belo cartão de visitas em relação ao que seria a característica mais marcante do Accept: Refrões.

Com uma letra bobinha, e sendo a primeira da banda a abordar o tema romance, “Lady You” começa com um típico riff de heavy metal oitentista e vai se transformando em uma faixa belíssima em todos os sentidos, o entrosamento da banda é evidente no suporte que os riffs, as linhas de baixo e a pegada precisa de Frank Friedrich, dão para o a bonita atuação de Udo Dirkschneider, fica difícil escolher o destaque, já que tudo é muito bem encaixado e requintado, até o solo é comedido para não atrapalhar em nada a perfeição da música, e mas pra mim, o maior destaque é o baixo de Peter Baltes.

Ela tem um charme de blues-rock (“won’t you co-o-o-o-me to me, my love – LADY LOU!!”), com uma atmosfera meio balada.

E apesar de tudo, no final das contas “Lady You” acaba se mostrando uma faixa simples.

“Tired Of Me” tem mais uma letra que aborda uma mulher, mas essa letra é curta e tensa, o seu andamento é bem nervoso, tanto graças á atuação de Udo quanto pelas guitarras e as viradas precisas da batera, apesar de não ser rápida comparada com outras músicas do Accept, é de tirar o fôlego, Todo esse clima ainda tem suporte nos backing vocals, que dão um forte apoio ao refrão.

Mesmo em 1979, pode ser considerada tranquilamente como metal oitentista tradicional, mas com a marca do Accept.

Ainda mais puxada para o rock e não tanto para o Heavy Metal que seria feito posteriormente, mas já no caminho.

A melancólica “Seawinds” é o início de uma série de baladas que “consagrariam” o Accept como sendo uma das bandas de Heavy Metal que registraram as melhores baladas da história do rock pesado.Além disso, também marca a entrada de Peter Baltes nos vocais, que atacaria em outras baladas dali pra frente, mostrando que nessa área, além dele ser melhor que Udo, ainda consegue ter uma atuação acima da média.

Talvez, o primeiro clássico.

“Take Him In My Heart”. apresenta os vocais de Udo abafado pelos outros instrumentos, mas tem um refrão belíssimo, tanto pela atuação de Udo quanto pelos backing vocais novamente bem encaixados, o solo também consegue ser tão bonito quanto o refrão, e é interessante ressaltar que temos uma belíssima melodia, que contrasta com uma cozinha nervosa, o que fica no ar a sensação de mistura entre “Lady You” e “Tired Of Me”… E que mistura!

Para finalizar, essa música foi a primeira música do Accept a abordar relacionamentos de uma forma mais elaborada, e mantendo o foco na figura feminina

Que o primeiro disco do Accept é muito injustiçado, qualquer fã que já tenha escutado toda a discografia da banda sabe, mas eu preciso abrir um parêntese para “Sounds Of War”.

A introdução dessa música é uma das intros mais marcantes do heavy metal setentista (lembrar que o disco foi lançado em 1979), os comoventes vocais de Peter Baltes se encontram com os de Udo(que ataca nas partes mais vitais da música), e somados com o instrumental perfeito e os sons que foram inseridos no estúdio(sirenes,bombas e etc),deixam a mesma com um andamento fiel a letra, que vale ressaltar, é uma das melhores composições do Accept.

Como saldo final, temos uma das melhores músicas que abordam o tema guerra, e um “clássico” esquecido do Accept.

“Free Me Now” é a mais rápida do disco, e consequentemente a melhor para bater cabeça, mas nada que se compare a uma “Fast As a Shark” da vida.

O destaque vai para os vocais de suporte, mas ainda muito verde, nesse tipo de música a banda só iria se encontrar anos depois, apesar de aqui ser o embrião das músicas rápidas do Accept.

Pelo fato de ser uma das letras mais curtas da banda, não da pra se dizer com exatidão se ela aborda o tema guerra.

“Glad To Be Alone” é outra balada, desta vez ainda mais dramática que “Seawinds”, mas dessa vez temos nos vocais Udo Dirkschneider, enquanto a música vai ficando cada vez mais melancólica, ela encontra o seu ponto alto na hora em que a velocidade aumenta quando “entram” as precisas guitarras e o mais uma vez brilhante baixo de Peter Baltes, e vão até o fim guiando a mesma de forma impecável.

Como se isso não bastasse, o refrão é uma amostra de todo o feeling de Udo, que se nunca foi um vocalista com uma bonita voz, sempre compensou isso com um Feeling alcançado por poucos.

A bonita letra é mais uma que trata do tema relacionamentos, outro clássico.

A próxima, “That’s Rock N’ Roll”, tem uma cadencia que lembra a de “Free Me Now”, principalmente pelas linhas de bateria, mas que acaba sendo um rock and roll acelerado, diria até que é um “rock and roll metalizado”, com Udo se esgoelando como nunca…Imperdível!

Sobre a atuação do baterista Frank Friedrich, eu posso citar o fato de ter lido em outro review uma comparação entre ele e Jaki Liebezeit devido a sua atuação técnica e apurada nessa música.

Finalizando, com uma letra totalmente Manowar onde a banda fala de si mesma,  temos uma música que apesar de não ser um clássico, é divertidíssima, e mostra bem como foi a passagem definitiva do rock and roll setentista para o Heavy Metal tradicional da década de 80.

O forte de “Helldriver” é justamente o forte do próprio Accept: Os refrões.

A sua letra rebelde fala sobre rodas pegando fogo na estrada e o demônio (não literalmente) tomando conta do protagonista.

Sem muito segredo, e nada em especial, podemos destacar os refrões grudentos e a boa atuação de Udo e pular para a faixa que fecha o disco:

“Street Fighter” tem uma letra que trata de ódio, mas não nos da margem para compreender o real sentido da mesma.Os backing vocals lembram os de uma famosa música dos Rolling Stones, que ao escutar fica evidente, mais uma vez temos um forte trabalho em cima das guitarras, cozinha presente e eficiente, um Udo nervosíssimo, e por influência principalmente dos backing vocals(que estão abafados) uma levada descontraída.

Enfim, o Accept começou com o pé direito, e esse auto intitulado, se não é propriamente Heavy Metal e está longe do que a banda faria em seguida, pode ser considerado um ótimo disco de Rock and Roll com estrutura de Heavy Metal Tradicional, eu recomendo.

Lista de Músicas:

01. Lady You 9,25
02. Tired Of Me 8,75
03. Seawinds 10*
04. Take Him In My Heart 9,25
05. Sounds Of War 10*
06. Free Me Now 8,0
07. Glad To Be Alone 10*
08. That’s Rock N’ Roll 9,0
09. Helldriver 8,25
10. Street Fighter 8,75

 

Tempo total: 36:03

 


Escute as Músicas


Nota: 9, 25
Nota reavaliada: 10***
Estrelas: 3



Formação:

Udo Dirkschneider – Vocal
Wolf Hoffman – Guitarra
Jorg Fischer - Guitarra
Peter Baltes – Baixo
Frank Friedrich Bateria

Fatos e Curiosidades:

- Remasterizado e Re-relançado como  digipak em 2000 pela Nuclear Blast. Relançado mais uma vez em 2005 pela SPV.

- Em Novembro de 1979, a banda lançou o single Lady Lou, que tinha as faixas “lady Lou” e “Seawinds”

- Todos os membros da banda participaram do processo de composição

- Esse é o álbum mais curto da discografia da banda, tendo menos de 40 minutos de duração.

- O baixista Peter Baltes cantou em duas faixas: “Seawinds” e “Sounds of War”.

- Frank Friedrich gravou o álbum e logo após decidiu deixar abandonar a sua carreira musical.

- Produzido por Frank Martin , na época o álbum vendeu aproximadamente 3 mil cópias e abriu as portas para a banda tocar na Holanda, França e Bélgica,

- Udo não gostou das gravações, e segundo Wolf, o álbum foi uma mistura de vários materiais que a banda vinha tocando e compondo ao longo dos anos.

- A estranha capa trazia a imagem de uma mulher bem vestida e segurando uma serra elétrica, com a imagem de uma metrópole ao fundo.

- A banda Sueca Therion coverizou “Seawinds” no seu disco de 1999, Crowning of Atlantis

 


Colabore com a banda:

https://www.facebook.com/accepttheband

http://merchdome.com/accept-mainpage?source=act


Créditos:
Por
Kataóka

No fim da década de 70 o Accept lança o seu debut álbum, que seria o início de uma seqüência de sete brilhantes discos da banda de Heavy Metal mais importante da Alemanha. 

Fundada em 1970 na cidade de Solingen, Alemanha, pelo vocalista Udo, a banda passou por várias formações até se estabilizar em 1976, quando tocaram no festival Rock AM Rhein e conseguiram um primeiro contrato de gravação. A formação à época contava com Udo Dirkschneider, Wolf Hoffmann, Peter Baltes (baixo), Gerhard Wahl (guitarra) e Frank Friedrich (bateria). Gerhard seria substituído por Jörg Fischer em 1978. A estréia do Accept em vinil aconteceu com um álbum auto-intitulado lançado em dezembro de 1978, mas algumas fontes citam janeiro de 1979.

A seguir, a resenha do primeiro disco da melhor banda de Heavy Metal da Alemanha, e uma das mais importantes do mundo também.

O álbum auto intitulado abre com uma faixa que é um belo cartão de visitas em relação ao que seria a característica mais marcante do Accept: Refrões.

Com uma letra bobinha, e sendo a primeira da banda a abordar o tema romance, “Lady You” começa com um típico riff de heavy metal oitentista e vai se transformando em uma faixa belíssima em todos os sentidos, o entrosamento da banda é evidente no suporte que os riffs, as linhas de baixo e a pegada precisa de Frank Friedrich, dão para o a bonita atuação de Udo Dirkschneider, fica difícil escolher o destaque, já que tudo é muito bem encaixado e requintado, até o solo é comedido para não atrapalhar em nada a perfeição da música, e mas pra mim, o maior destaque é o baixo de Peter Baltes.

Ela tem um charme de blues-rock (“won’t you co-o-o-o-me to me, my love – LADY LOU!!”), com uma atmosfera meio balada.

E apesar de tudo, no final das contas “Lady You” acaba se mostrando uma faixa simples.

“Tired Of Me” tem mais uma letra que aborda uma mulher, mas essa letra é curta e tensa, o seu andamento é bem nervoso, tanto graças á atuação de Udo quanto pelas guitarras e as viradas precisas da batera, apesar de não ser rápida comparada com outras músicas do Accept, é de tirar o fôlego, Todo esse clima ainda tem suporte nos backing vocals, que dão um forte apoio ao refrão.

Mesmo em 1979, pode ser considerada tranquilamente como metal oitentista tradicional, mas com a marca do Accept.

Ainda mais puxada para o rock e não tanto para o Heavy Metal que seria feito posteriormente, mas já no caminho.

A melancólica “Seawinds” é o início de uma série de baladas que “consagrariam” o Accept como sendo uma das bandas de Heavy Metal que registraram as melhores baladas da história do rock pesado.Além disso, também marca a entrada de Peter Baltes nos vocais, que atacaria em outras baladas dali pra frente, mostrando que nessa área, além dele ser melhor que Udo, ainda consegue ter uma atuação acima da média.

Talvez, o primeiro clássico.

“Take Him In My Heart”. apresenta os vocais de Udo abafado pelos outros instrumentos, mas tem um refrão belíssimo, tanto pela atuação de Udo quanto pelos backing vocais novamente bem encaixados, o solo também consegue ser tão bonito quanto o refrão, e é interessante ressaltar que temos uma belíssima melodia, que contrasta com uma cozinha nervosa, o que fica no ar a sensação de mistura entre “Lady You” e “Tired Of Me”… E que mistura!

Para finalizar, essa música foi a primeira música do Accept a abordar relacionamentos de uma forma mais elaborada, e mantendo o foco na figura feminina

Que o primeiro disco do Accept é muito injustiçado, qualquer fã que já tenha escutado toda a discografia da banda sabe, mas eu preciso abrir um parêntese para “Sounds Of War”.

A introdução dessa música é uma das intros mais marcantes do heavy metal setentista (lembrar que o disco foi lançado em 1979), os comoventes vocais de Peter Baltes se encontram com os de Udo(que ataca nas partes mais vitais da música), e somados com o instrumental perfeito e os sons que foram inseridos no estúdio(sirenes,bombas e etc),deixam a mesma com um andamento fiel a letra, que vale ressaltar, é uma das melhores composições do Accept.

Como saldo final, temos uma das melhores músicas que abordam o tema guerra, e um “clássico” esquecido do Accept.

“Free Me Now” é a mais rápida do disco, e consequentemente a melhor para bater cabeça, mas nada que se compare a uma “Fast As a Shark” da vida.

O destaque vai para os vocais de suporte, mas ainda muito verde, nesse tipo de música a banda só iria se encontrar anos depois, apesar de aqui ser o embrião das músicas rápidas do Accept.

Pelo fato de ser uma das letras mais curtas da banda, não da pra se dizer com exatidão se ela aborda o tema guerra.

“Glad To Be Alone” é outra balada, desta vez ainda mais dramática que “Seawinds”, mas dessa vez temos nos vocais Udo Dirkschneider, enquanto a música vai ficando cada vez mais melancólica, ela encontra o seu ponto alto na hora em que a velocidade aumenta quando “entram” as precisas guitarras e o mais uma vez brilhante baixo de Peter Baltes, e vão até o fim guiando a mesma de forma impecável.

Como se isso não bastasse, o refrão é uma amostra de todo o feeling de Udo, que se nunca foi um vocalista com uma bonita voz, sempre compensou isso com um Feeling alcançado por poucos.

A bonita letra é mais uma que trata do tema relacionamentos, outro clássico.

A próxima, “That’s Rock N’ Roll”, tem uma cadencia que lembra a de “Free Me Now”, principalmente pelas linhas de bateria, mas que acaba sendo um rock and roll acelerado, diria até que é um “rock and roll metalizado”, com Udo se esgoelando como nunca…Imperdível!

Sobre a atuação do baterista Frank Friedrich, eu posso citar o fato de ter lido em outro review uma comparação entre ele e Jaki Liebezeit devido a sua atuação técnica e apurada nessa música.

Finalizando, com uma letra totalmente Manowar onde a banda fala de si mesma,  temos uma música que apesar de não ser um clássico, é divertidíssima, e mostra bem como foi a passagem definitiva do rock and roll setentista para o Heavy Metal tradicional da década de 80.

O forte de “Helldriver” é justamente o forte do próprio Accept: Os refrões.

A sua letra rebelde fala sobre rodas pegando fogo na estrada e o demônio (não literalmente) tomando conta do protagonista.

Sem muito segredo, e nada em especial, podemos destacar os refrões grudentos e a boa atuação de Udo e pular para a faixa que fecha o disco:

“Street Fighter” tem uma letra que trata de ódio, mas não nos da margem para compreender o real sentido da mesma.Os backing vocals lembram os de uma famosa música dos Rolling Stones, que ao escutar fica evidente, mais uma vez temos um forte trabalho em cima das guitarras, cozinha presente e eficiente, um Udo nervosíssimo, e por influência principalmente dos backing vocals(que estão abafados) uma levada descontraída.

Enfim, o Accept começou com o pé direito, e esse auto intitulado, se não é propriamente Heavy Metal e está longe do que a banda faria em seguida, pode ser considerado um ótimo disco de Rock and Roll com estrutura de Heavy Metal Tradicional, eu recomendo.

Lista de Músicas:

01. Lady You 9,25
02. Tired Of Me 8,75
03. Seawinds 10*
04. Take Him In My Heart 9,25
05. Sounds Of War 10*
06. Free Me Now 8,0
07. Glad To Be Alone 10*
08. That’s Rock N’ Roll 9,0
09. Helldriver 8,25
10. Street Fighter 8,75


Nota:
9, 25
Nota reavaliada: 10***
Estrelas: 3


Tempo total: 36:03


Formação:

Udo Dirkschneider – Vocal
Wolf Hoffman – Guitarra
Jorg Fischer - Guitarra
Peter Baltes – Baixo
Frank Friedrich Bateria


Fatos e Curiosidades:

- Remasterizado e Re-relançado como  digipak em 2000 pela Nuclear Blast. Relançado mais uma vez em 2005 pela SPV.

- Em Novembro de 1979, a banda lançou o single Lady Lou, que tinha as faixas “lady Lou” e “Seawinds”

- Todos os membros da banda participaram do processo de composição

- Esse é o álbum mais curto da discografia da banda, tendo menos de 40 minutos de duração.

- O baixista Peter Baltes cantou em duas faixas: “Seawinds” e “Sounds of War”.

- Frank Friedrich gravou o álbum e logo após decidiu deixar abandonar a sua carreira musical.

- Produzido por Frank Martin , na época o álbum vendeu aproximadamente 3 mil cópias e abriu as portas para a banda tocar na Holanda, França e Bélgica,

- Udo não gostou das gravações, e segundo Wolf, o álbum foi uma mistura de vários materiais que a banda vinha tocando e compondo ao longo dos anos.

- A estranha capa trazia a imagem de uma mulher bem vestida e segurando uma serra elétrica, com a imagem de uma metrópole ao fundo.

- A banda Sueca Therion coverizou “Seawinds” no seu disco de 1999, Crowning of Atlantis


Colabore com a banda:

https://www.facebook.com/accepttheband

http://merchdome.com/accept-mainpage?source=act


Créditos:
Por
Kataóka

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