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Após um EP muito bem sucedido, em Setembro de 1984 o Queensrÿche lança o seu primeiro álbum, intitulado The Warning, que foi um dos álbuns mais bem produzidos da época. Aqui é o marco inicial do Metal Refinado que o Queensrÿche estava “criando”, e o The Warning se consolidou com shows pelos EUA, Europa e Japão, sendo considerado um clássico absoluto.

A seguir, a resenha de um dos álbuns mais importantes da banda.

“Warning” começa com uma espécie de coral feito por Tate em tons variados. A interpretação de Geoff Tate da letra, que é muito melancólica, abordando uma perspectiva negativa (eu tenho minhas dúvidas se ela é ou não uma continuação de NM 156) é simplesmente fantástica.

A cozinha é bastante coesa, com destaque para o baixo, e o instrumental soa como um todo bastante grudento, assim como o seu refrão, dando um suporte sensacional para os já comentados ótimos vocais.

O trabalho nas guitarras também é muito bom, e essa música é um grande clássico da banda.

“En force” tem uma letra mais dramática ainda, aqui temos uma atmosfera sombria que segue a temática de “Warning”.

Pra falar a verdade, ela é uma bela continuação de “Warning”, com a banda muito comedida, sem cometer excessos, e mais um grande trabalho nos vocais e no instrumental, que em nenhum momento soa de forma sujo, e, aliás, aqui preciso abrir um parêntese, pois o som que o Queensryche tirou nessa faixa diz bem o que é o som da banda: um som polido, que jamais soa de forma suja.

Tudo soa de forma cristalina, desde as guitarras, passando pelo ótimo trabalho da bateria, e nos grandiosos vocais de Tate.

A música acaba sendo finalizada de forma lenta com uma marchinha ao fundo, e nesse ponto, comentar sobre os vocais é chover no molhado.

“Deliverance” começa mais agitada, e o som da banda parece que vai “decolar”, mas acaba soando de forma comedida, como se a banda não quisesse simplesmente chegar quebrando tudo, e estivesse executando um trabalho cirurgicamente perfeito.

“Deliverance” alterna momentos nervosos e calmos, e em minha opinião é nela que Scott Rockenfield faz o seu melhor trabalho.

Eu não sei do que se trata a letra de “Deliverance”, mas a única impressão que fica pra mim, é que ela fala sobre Jesus Cristo, caso alguém saiba exatamente do que essa e as outras músicas desse fabuloso disco falam, por favor, compartilhe nos comentários!

“No Sanctuary” começa de forma bem melancólica. Michael Kamen executou um bom trabalho com os arranjos orquestrais, e teve um grande suporte na atuação soberba de Geoff Tate.

Eu acredito que essa seja uma das músicas mais sombrias do Queensryche, e a sua composição é bem direta e aborda sem rodeios o desespero do protagonista.

“NM 156” tem um início bastante instigante, e consegue prender bem a atenção do ouvinte enquanto alterna momentos bem empolgantes com momentos de total apreensão. Wilton e De Garmo fazem um belo trabalho, e essa é uma das primeiras faixas com uma veia progressiva da banda.

A sua letra poderia estar falando sobre a passagem da bíblia que fala sobre o apocalipse, ou até mesmo sobre um futuro onde as pessoas são massacradas por um governo opressor, mas o que realmente vale ressaltar é que esse é um dos momentos mais “metal” do álbum.

Tudo que eu falei no review do EP Auto Intitulado de 1983 sobre a música “Lady Wore Black” pode ser usado em “Take Hold Of The Flame”.

Um clássico da banda, talvez até o maior de todos.

Uma das músicas que mostraram que o Queensryche era uma banda diferenciada.

Os vocais beiram o absurdo da perfeição, o refrão é simplesmente maravilhoso, toda a atmosfera melancólica recebe um suporte espetacular da cozinha, que executa um grande papel nessa verdadeira obra prima.

Não é qualquer banda que consegue coverizar essa música.

Eu considero “Take Hold Of The Flame” uma música “especial”, pois a mesma é dotada de certa mágica difícil de ser explicada.

Dramática em todos os aspectos, não da pra classificá-la com uma balada, e no meio de tantas letras com perspectivas negativas, eu consigo enxergar um pouco de esperança em “Take Hold Of The Flame”, mas mesmo assim, ela segue bem a linha nervosa das outras composições de “The Warning”.

Será que alguém ainda consegue ser capaz de menosprezar o Heavy Metal depois que obras como essa são concebidas?

Qual outro estilo musical conseguiria aliar o peso a um feeling tão intenso como o obtido pelo Heavy Metal em “Take Hold Of The Flame”?

É por essas e outras, que quem realmente conhece o Heavy Metal se torna tão apaixonado pelo estilo.

“Before The Storm” tem mais uma composição com a atmosfera pesada. Observe os seguintes versos e tire suas próprias conclusões: “Portões vermelhos de ferro lançam suas sombras negras nesta terra”, “Nós observamos o nascer do sol, e esperamos que não seja nosso último” “é tarde para tentar, todos devemos morrer?”. Mas, para nos confundir de vez, há um único verso, que contrasta com essa idéia e deixa a dúvida no ar: “nossos líderes choram… não temos ninguém mais pra temer”.

Enfim, deixando a letra de lado, “Before The Storm” segue bem a linha do álbum e se mostra uma bonita faixa, com mais um refrão bem construído, e harmonias perfeitas.

Muito antes de aparecerem essas malditas bandas de Metal Sinfônico o Queensryche já dava um show, mostrando que para ser Heavy não era preciso ter o peso como fator predominante.

A letra de “Child Of Fire” fala sobre um ser fantástico, mas não deixa de ser mais uma que trata sobre temas como agonia e situações desesperadoras.

Essa faixa é puxada para o Heavy, mas apesar de começar de forma agitada, do meio para o fim acaba se tornando uma belíssima balada.

Vejam como é agradável escutar Tate cantar, e o Queensryche tocar. É uma sensação indescritível.

Finalizando, o belo solo de Michael Wilton, apesar de curto é um dos melhores da sua carreira.

A escolha para fechar “The Warning” com chave de outro foi à épica “Roads To Madness”.

A impressão que eu tenho sobre a longa letra de “Roads To Madness” é que ela é um apanhado sobre vários fatos que aconteceram em algumas músicas do “The Warning”, quase uma continuação, mas até isso é algo que eu não posso dar certeza, pois ainda não li em nenhum lugar uma posição da banda sobre o fato de “The Warning” ser ou não um álbum conceitual.

“Roads To Madness” é uma música dividida em dois momentos, no primeiro, essa música se mostra uma belíssima balada, com direito a corais e mais uma atuação soberba de Tate.

Já no segundo, bem no final, ela ganha velocidade e um ritmo frenético. Heavy Metal Tradicional da mais alta qualidade, com uma banda afiada, que poderia ter colocado essa quantidade de peso e agressividade também em outros momentos do álbum.

Os seus quase 10 minutos são mais uma amostra do “poder de fogo” da banda.

Enfim, brilhante.

Finalizando, eu posso salientar que “The Warning” é um álbum extremamente refinado e que foi feito para se escutar do começo ao fim, extremamente agradável e prazeroso de ser escutado, um verdadeiro clássico da banda e do Heavy Metal Oitentista, que colocou o Queensryche no topo do Rock Pesado.


Lista de Músicas:

  1. “Warning” – (Geoff Tate, Michael Wilton) 10*
  2. “En Force” – (Chris DeGarmo) 9,25
  3. “Deliverance” – (Wilton) 8,5
  4. “No Sanctuary” – (DeGarmo, Tate) 9,0
  5. “NM 156″ – (DeGarmo, Tate, Wilton) 9,0
  6. “Take Hold Of The Flame” – (DeGarmo, Tate) 10***
  7. “Before The Storm” – (Tate, Wilton) 8,5
  8. “Child Of Fire” – (Tate, Wilton) 9,0
  9. “Roads To Madness” – (DeGarmo, Tate, Wilton) 10*


Escute as Músicas


Nota: 9,25
Nota Re-Avaliada: 10*****
Estrelas: 5


Formação:

Geoff Tate – Vocais
Chris DeGarmo – Guitarras
Michael Wilton – Guitarras
Eddie Jackson – Baico
Scott Rockenfield – Bateria

Vídeos:


Fatos e Curiosidades:

- Enquanto o cenário Heavy Metal era consumido por temas como Satanismo, violência e rebeldia, o Queensryche ofereceu uma alternativa diferente, um olhar mais crítico sobre a realidade que acontecia no mundo a nossa volta (retirado do site oficial).

- Antes do The Warning ser lançado, ainda em 1984, a banda lançou 3 EPS: Queen of the Reich(lançado no Peru, com Queen of the Reich e The Lady Wore Black), Take Hold of the Flame (com Take Hold of the Flame e Nightrider) e Warning (lançado apenas no Japão, com Warning e Deliverance).

- Michael Kamen participou do álbum como regente

- Supposedly, a concept album about environmental destruction through
overreliance of technology. The track order is out of sequence. The proper album
begins with the song “NM 156″.

- Bonus tracks on the 2003 remastered version:
10. The Prophecy (4:01) [this song used to be the bonus track on the EP, but
was with the 2003 remastered versions moved to this album]
11. The Lady Wore Black (live) (5:23)
12. Take Hold of the Flame (live) (5:06)

- O tracklisting do album foi mudado pelo engenheiro de som Val Garay, que seguiu ordens da EMI Americana, o que ia de encontro com o desejo da banda.A sequência original das músicas era identica a que saiu no album, com a diferença de que “NM 156″ era a música de abertura e “Warning”  a segunda.

- A mixagem também acabou sendo mexida, e as guitarras acabaram ficando mais leves.

- A ordem original das músicas era essa:

1. NM 156
2. En Force
3. Deliverance
4. No Sanctuary
5. Take Hold of the Flame
6. Before the Storm
7. Child of Fire
8. Warning
9. Roads to Madness

- ‘The Warning’ foi produzido por James Guthrie(que trabalhou com o Pink Floyd e Judas Priest) e gravado no famoso studio  Abbey Road, em Londres.A capa ficou a cargo de Matt Bazemore, baterista da ex-banda de Tate, o Babylon. A banda fez turns lotadas como headliners, e também abrindo para Kiss e Dio.

- “Take Hold of the Flame” foi um hit fora dos Estados Unidos, especialmente no Japão.

- ‘The Warning’ alcançou a posição de número 61 nos charts da Billboard.


Creditos:
Por
Victor Kataóka.

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A consagração do Saxon foi gravada em fevereiro de 1980 nos studios Ramport com a ajuda de Pete Hinton, Um dos mais importantes álbuns do rock pesado da década de 80, ‘Wheels Of Steel’, o 2º álbum de estúdio do Saxon foi um marco na história da New Wave of British Heavy Metal, e definitivamente a entrada do Saxon na história do Heavy Metal. ‘Wheels Of Steel’ foi o álbum da banda que conseguiu a melhor colocação nos charts Ingleses, mas o seu grande mérito é o de que quase todas as suas músicas são clássicas, e hoje em dia esse álbum é considerado por muitos fãs como o melhor da banda.

“Motorcycle Man” é uma das melhores músicas de metal que existem para abrir um disco. Com uma letra típica do Saxon, que fala sobre pegas de rua em Motocicletas envenenadas, o son de pneus queimando o asfalto é a introdução para essa que sem dúvidas é uma das músicas mais importantes do metal oitentista. A rápida “Motorcycle Man” é uma música “pioneira”, pois eu a considero uma das primeiras músicas 100% Heavy Metal tradicional, com toda a roupagem que a ele foi inserido ao longo da década de 80. Para se confirmar isso basta olhar a época em que ela foi gravada: Fevereiro de 1980, ou seja, os primórdios do chamado Heavy Metal “Moderno”. A NWOBHM foi o movimento que fez a Inglaterra conseguir esquecer o punk e se ligar em uma coisa muito melhor: O Heavy Metal, e isso pra mim fica provado em “Motorcycle Man”, uma pauleira no pé do ouvido, onde os seus 4 minutos passam tão rápidos que sempre que eu escuto essa música eu fico com a impressão de que ela tem menos de 2 minutos. Aqui a banda toda está impecável: Biff Byford faz miséria com o seu vozeirão em uma das melhores performances da sua carreira, mostrando que sempre foi um vocalista subestimado, a cozinha consegue detonar um puro Heavy Metal, mas sem perder aquela essência rock and roll que é característica do Saxon, os trabalhos das guitarras são fenomenais, com direito a 2 solos, e eu particularmente acho o 2º solo belíssimo, a hora em que Biff canta acompanhando a entrada do 2º solo é emocionante, sem dúvidas um dos grandes momentos do Heavy Metal, e pra finalizar, eu diria que “Motorcycle Man” é uma versão metalizada de “Highway Star”… Achou uma heresia o que eu disse? Pois eu sou fã do Saxon e pago pau mesmo, na cara de pau! Brincadeiras a parte, de cara ‘Wheels Of Steel’ já nos presenteia com um grande clássico. A banda não deixa a peteca cair e “Stand Up And Be Counted” entra com ótimos riffs. Um empolgante Hardão pra ninguém botar defeito, é incrível a pegada que o Saxon conseguiu alcançar nessa música. É um sentimento único… Repare que as guitarras apresentam riffs que vão de agressivos a descompromissados e alegres, e “Stand Up And Be Counted” é uma prova de que o Rock e o Metal fazem o casamento perfeito quando tocados pela banda certa. Empolgante ao extremo, uma música com uma pegada pesada, mas que ao mesmo tempo consegue ser bastante descontraída, da até pra dançar, e eu nunca consigo escutar essa música sem acompanhar Biff no refrão, até porque, essa é uma das melhores composições do Saxon. Para matar de vez o ouvinte do coração, depois de dois petardos entra em cena um dos maiores clássicos da história do Heavy Metal: “747 (Strangers In The Night)”. 10 entre 10 fãs do Saxon colocam essa música no top 10 da banda, e também não é para menos. O grande destaque de “747” com certeza são os seus riffs, um dos riffs mais subestimados da história do rock pesado. Desculpem-me, mas simplesmente não tem como ficar indiferente aos riffs dessa música, é impossível. Aqui os vocais de Biff estão mais serenos, diferente de sua atuação nas duas músicas anteriores. A velocidade diminui um pouco, e como curiosidade, eu desafio qualquer um a tentar lembrar o solo dessa música. Alguém conseguiu? A tarefa é difícil, pois a música já começa com um solo, que depois, perde a cara de solo por se misturar de forma brilhante com alguns riffs, e no final das contas, pode-se dizer que ela tem um trabalho ímpar nas guitarras, extremamente polido e com um grande feeling, uma rara obra de arte difícil de descrever. E como não posso deixar a oportunidade passar, “747 (Strangers In The Night)” foi à música que eu mais escutei na minha vida, pois foi o toque do meu celular por quatro anos (!). Sobre a letra, todos pensam que ela fala sobre um caso real que aconteceu com algum vôo, mas eu li uma entrevista de Biff onde o mesmo dizia que a letra não trata de nenhum incidente específico. Parece brincadeira, mas depois de “747” entra em cena mais um clássico: “Wheels Of Steel”. O Saxon mostra que não precisa de velocidade para ser Heavy, e com uma música arrastada que deu nome ao álbum, a minha grande dúvida é sobre o que é mais clássico em “Wheels Of Steel”, os riffs ou o refrão? A disputa é acirrada, pois ambos são bem grudentos, repetitivos, e não saem da cabeça de quem escuta. Não sei se é impressão minha, mas eu consigo escutar uma veia blues meio encabulada, perdida em uma selva de Rock e Heavy. Já tive épocas que eu não conseguia escutar essa música por ser demasiadamente repetitiva, mas ela funciona muito bem ao vivo, e se metida entre duas músicas rápidas então, é uma maravilha. Rocksão para você escutar sentado, tomando uma cerva e relaxando. Finalizando, a letra de “Wheels Of Steel” segue a mesma linha de “Motorcycle Man”, com a diferença de que ao invés de uma motocicleta, temos um carro. Seguindo a linha de composição de “Wheels Of Steel” e “Motorcycle Man” , “Freeway Mad” é uma das faixas rápidas, sem muito peso, mas divertidíssimas que o Saxon lançou ao longo de sua imensa discografia. Muito alto astral, com riffs muito bem sacados, bem dançante mesmo, não tem como ficar parado, e rola até sirene de polícia. Simples mas eficiente. “See The Light Shining” é o resultado de uma noite de bebedeira e uma camisinha furada de “Freeway Mad” com “Stand Up And Be Counted”. Aqui se mantém o clima auto-astral do instrumental, mas o refrão é mais pegado, forte e sentimental. A composição aborda o mesmo tema de “Stand Up And Be Counted”. A velocidade se mantém e “Street Fighting Gang” segue a sonoridade de “Freeway Mad” e “See The Light Shining”. O rock and roll fantasiado de Heavy Metal é descarado, e essa é uma das músicas mais “pra cima” e descontraídas na discografia da banda. Acho interessante observar o contraste entre o instrumental totalmente descontraído que segue, enquanto Biff canta sobre brigas de gangues de rua. Quebrando totalmente o clima, entra uma das músicas mais subestimadas do Hard Rock Oitentista: “Suzie Hold On”, uma semi-balada que mais parece música de ninar. Eu acho essa música belíssima, ela merecia concorrer ao prêmio “levada mais bonitinha do Heavy Metal”. E na verdade ela é dividida em duas partes, sendo a primeira a da levada singela que eu já citei, e a segunda a do momento que procede a entrada do solo, que eu acho fenomenal, pois a música ganha uma carga de emoção incrível. A letra de “Suzie Hold On” é uma das mais bonitas do Saxon, e Biff a interpreta tão bem, que fica a impressão de que realmente existiu uma Suzie cheia de problemas. Com seus riffs incríveis e a participação ativa de Steve Dawson, a vigorosa “Machine Gun” finaliza o album. No começo ela parece apenas mais uma música rápida, mas o seu diferencial são os experimentais riffs de guitarra. Não fosse por eles, ela passaria despercebida, afinal, nas partes rápidas ela consegue lembrar bastante até músicas do seu próprio disco, como “Freeway Mad”. A letra de “Machine Gun” (metralhadora) é bem curta, mas retrata bem os horrores da guerra, enfim, mais uma boa composição da banda. Como saldo final, temos um grande álbum, que não só é um dos melhores do Saxon, como também um dos melhores dos anos 80, e que colocou a banda no topo do Heavy Metal. ‘Wheels Of Steel’ é um álbum para você escutar de ponta a ponta, simplesmente não tem músicas meia boca, todas são excelentes.


Lista de Músicas:
01. Motorcycle Man 10** 02. Stand Up And Be Counted  10* 03. 747 (Strangers In The Night) 10*** 04. Wheels Of Steel 10* 05. Freeway Mad 8,5 06. See The Light Shining 8,75 07. Street Fighting Gang 8,5 08. Suzie Hold On 10*** 09. Machine Gun 8,75


Escute as Músicas


Nota: 9,5 Nota re-avaliada: 10********** Estrelas: 10

Formação:

Biff Byford – Vocal Paul Quinn – Guitarra Graham Oliver – Guitarra Steve Dawson – Baixo Pete Gill – Bateria

Vídeos:


Fatos e Curiosidades:

– Segundo o próprio Biff Byford, tanto “Stand Up And Be Counted” quanto “See The Light Shining” falavam sobre se levanter e lutar pelos seus direitos, ser forte e nunca se render. Todas essas músicas antigas foram baseadas nos anos de Margaret Thatcher, e ainda segundo o vocalista, todas são músicas sobre esperança. – Todos os membros da banda participaram do processo criativo nas composições, sendo assim, todas as faixas foram escritas em parceria conjunta por Byford/Quinn/Oliver/Dawson/Gill. – Posteriormente, o LP foi relançado pela EMI em CD com “Judgement Day” ao vivo como bônus. – A produção ficou a cargo da própria banda com a ajuda de Pete Hinton – O Álbum foi relançado com Strong Arm of the Law como 2º CD em 1997, com as bônus: 10. Judgement Day (Live) 11. Wheels of Steel (7″ Version) 12. See the Light Shining (Live) 13. Wheels of Steel (Live) 14. 747 (Strangers in the Night) (Live) 15. Stallions of the Highway (Live) – Remasterizado pela EMI em 2009 com as bônus: Demo Rehearsals 1980 10 – Suzie Hold On 11 – Wheels of Steel Live B-Side of ”747 (Strangers in the Night) 1980 12 – Stallions of the Highway Live at Monsters of Rock festival, Castle Donington 16th August 1980 13 – Motorcycle Man 14 – Freeway Mad 15 – Wheels of Steel 16 – 747 (Strangers in the Night) 17 – Machine Gun – A música Wheels of Steel se tornou um grande classic, e faz parte dos games: Grand Theft Auto IV: The Last and Damned e Brutal Legend, além de ter sido coverizada pela banda L.A Guns. – Em 1980 o Saxon lançou os seguintes singles referentes a o álbum Wheels of Steel:  747 (Strangers in the Night) (que continha “747 (Strangers in the Night)” e “See the Light Shining”), Motorcycle Man (que só foi lançado no Japão e continha “Motorcycle Man” e novamente “See the Light Shining”), Suzie Hold On (que continha “Suzie Hold On” e “Judgement Day” ao vivo), e Wheels of Steel (que tinha uma capa Alemã um pouco diferente da Inglesa, e continha “Wheels of Steel” e “Stand Up and Be Counted”  no lugar de “Motorcycle Man”, que saiu no Inglês), todos os singles foram lançados pela Carrere. – O nome original do Saxon era “Son of a Bitch”, mas a gravadora achou que a banda teria uma forte oposição nos Estados Unidos e a banda acabou optando por Saxon. – A turnê de Wheels of Steel cobriu um grande momento da banda, que foi feita em conjunto com Motorhead e Nazareth, tocando inclusive por três noites seguidas na famosa casa de shows inglesa Hammersmith Odeon.Ainda em agosto de 1980 a banda tocou no Monsters Of Rock com Rainbow, Scorpions e Judas Priest. – O Single Wheels of Steel  alcançou a 36ª colocação nos Charts Ingleses em fevereiro, e a 20ª em um re-lançamento no mesmo ano. – Gravado em fevereiro e Lançado em Maio de 1980, Wheels of Steel  foi o maior sucesso do Saxon nas paradas musicais, alcançando uma insuperável 5ª colocação nos charts da Inglaterra.


Creditos:
Por
Victor Kataóka.

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Uma verdadeira pérola é como que eu descrevo o Budgie, clássica banda Cult que é desconhecida para a maioria, mas amada pelas pessoas que a conhecem.

É incrível como o típico fã do Budgie sente um carinho enorme pela curiosa banda, que tem um mascote cult que é provavelmente o inverso do Eddie, e tem algumas das músicas com os títulos mais bizarros possíveis, como ‘Hot As A Docker’s Armpit’, ‘You’re The Biggest Thing Since Powdered Milk’, ‘In The Grip Of A Tyrefitter’s Hand’ e ‘Nude Disintegrating Parachutist Woman’.

A primeira formação dos Galeses de Cardiff (Inglaterra), tinha o nome de Hills Contemporary Grass, e depois Six Ton Budgie, para então, chegarem a Budgie.

A formação consistia em Burke Shelley no vocal e baixo, Brian Goddard na guitarra, e o misterioso Kevin na segunda guitarra.A banda não tinha um baterista fixo na época.

Em 1968, já como Budgie, Tony Bourge entrou no lugar de Kevin e Ray Phillips assumiu a bateria, e foi com essa formação que gravaram a raríssima demo “Laid Dow”, em 1969.

Posteriormente, Brian Goddard deixou a banda, que virou um clássico Power Trio.

E foi com esse Power Trio que a banda conseguiu conquistar certa reputação, assinando com a MCA Records em 1970 e gravando o seu debut álbum, e é ele que eu vou resenhar a seguir, o ponto inicial da carreira e bela discografia do Budgie, o auto intitulado Budgie, que tem uma das capas mais bonitas dos anos 70, apresentando o famoso mascote passarinho sobre um cavalo.

“Guts”, o começo de tudo, é bem a cara do Budgie. A composição é uma típica música sobre amor com uma veia blues, o que é acentuada pela voz arrastada de Burke Shelley, que é muito bem acompanhada pelas repetitivas linhas de baixo e os precisos riffs de Tony Bourge.

E, aliás, alguns consideram os riffs de “Guts” como um dos melhores da banda, mas eu acho isso um exagero, visto que o grande mérito de todo o clima denso dessa música com certeza pertence ao baixo.

Como curiosidade, duas observações: 1) Sempre que eu escuto essa música eu fico com uma estranha sensação de que ela está incompleta, e acaba prematuramente. 2) Primórdios do Doom Metal!

A velocidade diminui mais ainda e entra em cena à belíssima introdução “Everything In My Heart” (que tem uma letra que mais parece uma continuação de “Guts”).

“The Author” começa de forma delicada, mostrando que tem tudo para ser uma belíssima balada, mas eis que a mesma vai ganhando dramaticidade e peso, e a guitarra incendiária entra em cena acompanhada da pulsante cozinha.

A singela e outrora balada delicada a essa altura já tem perdido a vez para as linhas nervosas do baixo e com seus mais de sete minutos, podemos dizer que ela é a primeira de uma série de músicas que o Budgie faria seguindo a fórmula início lento/ganho de peso e velocidade.

A composição segue a linha de “Guts”, e essa música é a primeira de uma série de faixas progressivas da banda.

A seguir, o primeiro título bizarro: “Nude Disintegrating Parachutist Woman”. Essa empolgante música fala sobre uma mulher misteriosa e segue a linha de “Guts” nos arranjos e estrutura. Se você gosta de uma você gosta da outra, não tem pra onde correr. “Nude Disintegrating Parachutist Woman” tem um pouco mais de peso, e no conjunto da obra, com os riffs certeiros, e o vozeirão de Shelley, me cativaram.

Mas as coisas não param por aí, pois ela  tem mais de oito minutos, e do meio pro fim ganha velocidade, quase puxando para o Heavy Metal. Os grandes riffs e a forma brilhante que a bateria acompanha o baixo tornam “Nude Disintegrating Parachutist Woman” uma marca registrada do Budgie.

Da gosto ouvir Tony Bourge solando enquanto é acompanhado com maestria pela cozinha cirúrgica de Shelley e Phillips.

Finalizando, uma faixa com grandes riffs, grande baixo, e uma veia de Black Sabbath.

Continuando o tema amor, mas não de forma tão direta quanto às outras músicas, temos “Rape Of The Locks”.

Eu considero essa a música mais pesada do álbum, com um pé no Heavy Metal tradicional.

Mais uma vez, os riffs fantásticos com a cozinha acompanhando Bourge de forma bastante técnica, e os vocais, só entrando em cena quando são realmente necessários, aliás, o instrumental é tão bom que nem sentimos falta dos vocais.

Hoje essa música é considerada Rock Clássico, mas a sua alma é totalmente Heavy.

“All Night Petrol” continua a sina de letras com o tema relacionamentos, e é outra que tem uma veia Black Sabbath, apesar de que eu consigo ver um pouco de Led Zeppelin também.

Um blues envenenado, misturado com Hard Rock, de forma muito competente.

Como curiosidade, devo salientar que ela termina bem arrastada e pesadona, assim como “Guts”, com uma atmosfera meio que… Doom Metal (!).

Finalizando, o ponto forte de “All Night Petrol” são as linhas de baixo…Um tesão!

O título de “You And I” denuncia, e mesmo que de forma menos direta ainda que “Rape Of The Locks”, “You and I” é mais uma (!) que fala sobre relacionamentos. Tendo menos que 2 minutos, não tenho muito que comentar sobre essa balada, que é acústica e mais parece uma introdução para a próxima música:

“Homicidal Suicidal”, que é finalmente, a primeira (e única) letra que não fala de amor no disco, e como a banda foi extrema, aqui temos uma letra bem Heavy Metal mesmo, com direito até a menção de policiais mortos. Com mais uma boa seqüência de riffs, cozinha carregada e viradas bem encaixadas, “Homicidal Suicidal” finaliza o debut álbum do Budgie.

Como análise final, eu considero esse álbum muito técnico e equilibrado, com faixas que não se destoam entre si, riffs fantásticos, e uma cozinha impecável,

Talvez quem é acostumado com pelo menos um pouco de velocidade não se sinta tão confortável nessa audição, mas esse álbum foi feito pra você sentar calmamente, relaxar, e viajar nos riffs e na cozinha, e se você quiser, acompanhado de uma cerveja ou um baseado daqueles…

Formação:

Burke Shelley – Vocal  principall, Baixo e Mellotron (uma espécie de teclado polifônico)
Tony Bourge – Guitarra  e vocal
Ray Phillips – Bateria


Lista de Músicas:

1. Guts – 9,0
2. Everything In My Heart – 9,0
3. The Author – 9,5
4. Nude Disintegrating Parachutist Woman – 10*
5. The Rape Of The Locks – 8,5
6. All Night Petrol – 9,0
7. You and I – 7,75
8. Homicidal Suicidal – 8,75

Tempo Total: 40:54


Nota: 9,00
Estrelas: 1
Nota Re-Avaliada: 9,25*


Escute as Músicas


Formação:

Burke Shelley – Vocal  principall, Baixo e Mellotron (uma espécie de teclado polifônico)
Tony Bourge – Guitarra  e vocal
Ray Phillips – Bateria

Vídeos:


Fatos e Curiosidades:

- Antes de “Budgie” ser lançado, a banda lançou ainda em 1971 o “Crash Course in Brain Surgery”, single que tinha a mesma capa do debut álbum, sendo que preto e branca, e continha a clássica Crash Course in Brain Surgery(que estranhamente não entrou no debut) e Nude Disintegrating Parachutist Woman.

- O debut álbum foi gravado ao vivo (sem overdubs) e com uma produção bem pobre (oito canais), a cargo de Rodger Bain (produtor entre outros, dos primeiros discos do Black Sabbath).

- O álbum foi relançado com um bônus em 1991:

05. Crash Course in Brain Surgery [2:37]

- Em 2005 ele foi remasterizado e relançado com 4 bonus:

09. Crash Course in Brain Surgery (Alternate Mix)
10. Nude Disintegrating Parachutist Woman (Single Edit)
11. Nude Disintegrating Parachutist Woman (2003 Version)
12. Guts (2003 Version)

- Ainda participaram do processo de conclusão Ray Dorsey (Liner Notes), e Shepard Sherbell (Design e fotografia), enquanto que a belíssima capa ficou a cargo de David Sparling, que diferente do que muitos pensam, não tirou a foto de alguma pintura famosa, pelo contrário, ele mesmo quem pintou e fez a concepção da imagem.


Creditos:
Por
Victor Kataóka.

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