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“Strong Arm Of The Law” é a prova de que o ano de 1980 foi o ano do Saxon. Esse disco foi lançado apenas alguns meses depois do não menos clássico “Wheels Of Steel”.

É considerado um dos discos que compõe a fase mais criativa, o “auge da banda”.

A seguir, a resenha do “irmão” de Wheels Of Steel, o clássico “Strong Arm Of The Law”.

 

Um som de chuva abre o disco e a música “Heavy Metal Thunder”.

Com 3 segundos, eu já estou todo arrepiado, pois sei o que me espera.

Em minha opinião, depois da música “Black Sabbath”, é de Heavy Metal Thunder, o 2º lugar na lista “mais clássica entrada com barulho de chuva dentre as músicas de Heavy Metal”.

Uma entrada fulminante, como um trovão, poucas vezes foram ouvidos uma entrada com uma sequência tão sincronizada e matadora como essa.

Hoje essa entrada pode ser um grande clichê no Metal, mas o Saxon, em 1980 foi um dos pioneiros.

Aliás, quem imaginaria que uma música como essa seria concebida em 1980?

As guitarras, a bateria marcando o tempo e acelerando, e a volta de um dos riffs mais matadores do Metal.

A forma de cantar que Biff Byford impôs nessa música, com uma voz bem firme, do jeito que a música pediu, pode ser considerada uma das performances mais acertadas desse vocalista.

Ao mesmo tempo em que ele canta “se impondo”, ele também consegue envolver muito sentimento, e é por isso que ele é um vocalista inconfundível.

Apesar de ser “retona”, provavelmente uma das músicas mais retas e diretas do Saxon, as pessoas tem a impressão que ela não tem “balanço”, que é totalmente o contrário de uma música dançante… Ledo engano. É nítida a orientação para “bater cabeça”, marcada pelo riff principal, nas as linhas de baixo, que sempre acabam ficando em 2º plano na memória das pessoas, em detrimento dos riffs, mas que são fundamentais para fazer essa música perfeita, dando um ritmo muito bom para “Heavy Metal Thunder”, até mesmo dançante, por que não?

Energia. Eu diria que essa música é energia pura, boa para malhar na academia, boa pra treinar no jiu-jitsu, boa para escutar no carro, saindo atrasado de casa (e batendo o carro), e boa até pra transar (hora se não).

O ápice de “Heavy Metal Thunder” se dá aos 2 minutos, quando entra um dos melhores solos do Saxon.

Matador, clássico, totalmente Heavy Metal Tradicional, e ainda com muito sentimento.

Eu vou além, e digo que Heavy Metal Thunder reúne uma quantidade absurda de clichês de todo o Metal.

Escutando hoje, em 2011, ela pode não soar tão pesada, pois qualquer um monta um estúdio caseiro em casa e deixa sua música com um barulho daqueles.

Mas “Heavy Metal Thunder”a não precisou do estúdio para soar pesada, tanto é, que mesmo as músicas mais pesadas dos últimos discos do Saxon, ainda não soam como ela, pois essa música, sendo uma das mais genuínas formas de expressão do Heavy Metal Tradicional, tem o peso na sua alma.

O peso na sua alma! Nunca esqueçam disso!

Um verdadeiro clássico do Metal.

Também acho importante frisar que as ótimas linhas de baixo perderam um pouco de espaço na versão remasterizada.

E para finalizar, “Heavy Metal Thunder” é uma das pioneiras em matéria de Speed Metal, apesar deu não achar que ela se encaixe nesse termo, pois “Heavy Metal Thunder” é acima de tudo, uma genuína música de Heavy Metal Tradicional, e ainda digo mais, ela foi uma das primeiras músicas do mundo a usar o termo Heavy Metal, que isso fique bem claro.

O ouvinte não tem tempo para recuperar o fôlego e já entra em cena outro clássico: “To Hell And Back Again”.

Tão rápida e pesada quanto a sua antecessora, com uma letra nervosa, cheia de riffs matadores, e ainda mais melódica.

Uma das entradas mais lindas do Metal. Adoro o jeito como entram as guitarras e o baixo.

A linda melodia dessa música se completa e encontra na voz de Biff, que também não se faz de rogado nas partes pesadas.

Um dos maiores clássicos do Saxon e uma das melhores atuações de Biff.

Quem diz que esse cara não tem um vozeirão, está precisando escutar muito som.

Para o leitor de alma formada e ouvidos bem treinados, esse encontro perfeito do peso e da melodia, fazem o Heavy Metal Tradicional ser em sua essência, essa música tão apaixonante que a maioria dos Headbangers vão escutar até o fim de suas vidas.

Força e paixão. O peso não anula a melodia e vise versa.

O destaque pra mim é o baixo, eu sempre chapo no baixo quando escuto “To Hell And Back Again”.

Mais uma aula e podemos passar adiante.
A música que deu nome ao disco, “Strong Arm Of The Law”, tem uma levada mais gingada, com mais groove, aqui é o lado Rock and Roll do Saxon.

Grudenta, e com todos os elementos para torna-la marcante. É preciso lembrar que o seu refrão é provavelmente um dos mais populares da banda.

Ela é o tipo de música que fica martelando na sua cabeça. Um tipo de som que o Saxon também era mestre em fazer.

Essa é a “veia rock and roll” do Saxon.

A letra é mais uma glorificação da banda para o som que eles representam.

A 4ª faixa, “Taking Your Chances”, é cheia de groove e alia mais uma vez o peso a melodia, apesar de que o seu início, antes da entrada do solo, também tenha forte presença de uma sonoridade mais rock and roll.

Essa música ainda tem uma levada bem contagiante, principalmente pelas ótimas linhas de baixo, o que se dá até a entrada do solo, aonde ela vai retomando seu peso, aqui eu digo que já estamos diante de um rock and roll de primeira, que está trajando uma roupagem Metal.

Imaginem os Beatles, tocando ela nos anos 60, daquela forma? Seria um clássico!

O segundo solo é belíssimo, e ao que tudo indica, essa música fala de relacionamentos, mas sem ser de uma forma clichê.

O solo é excelente, e os riffs são bem básicos. O destaque mesmo é a melodia, muito boa, contrastando com o peso que vai tomando forma no finalzinho.

A velocidade volta ainda com mais força em “20,000 Feet”, uma música muito tocada ao vivo pela banda, e que tem uma letra que glorifica bem o sentimento de “liberdade”, tão presente nas letras da banda.

Assim como “Heavy Metal Thunder”, mais um Heavy Metal Tradicional, puro e cristalino.

Riffs fulminantes, e uma levada da batera que não deixa de soar rock and roll, em vários momentos.

Aliás, ela tem uma leve veia Rock and Roll, apesar de ser um autêntico Heavy Metal Tradicional.

Quando “20,000 Feet” chega ao fim, para quem conhece o disco, já começa a entrar no clima de  “Hungry Years”, um rock and roll descarado que é a cara do Saxon.

Finalizando, a letra que fala sobre voar em um jatinho tem tudo a ver com a levada “Speed Metal” de “20,000 Feet”.

Com uma veia blues, “Hungry Years” da uma freada, e em minha opinião, com uma levada sensacional, aqui a banda mostra o porquê de o Heavy Metal Tradicional ser em vários aspectos a evolução do Rock and Roll.

Eu sempre afirmo que em termos de Heavy Metal, ninguém o uniu com o rock and roll de forma tão precisa quanto o Saxon.

Temos o AC/DC e o Motorhead, e logo em seguida o Saxon.

Finalizando, a letra é mais uma ode ao Rock and Roll.

“Sixth Form Girls” começa mais animada que as outras músicas do disco, que até então, eram raivosas e/ou melancólicas.

Mas ela também é bem melódica, e o seu refrão talvez seja um dos mais bonitos da banda.

Uma letra bem AC/DC, exaltando garotas de 16 anos e o efeito que elas causam nos rapazes.

Adoro essa levada rock and roll da bateria, que se fosse gravada de forma alucinada nos anos 2000, não tornariam esse álbum tão especial.

O finalzinho dela eu também acho muito bonito, mais uma das grandes atuações de Biff.

Finalizando, não podemos esquecer o belíssimo solo que a encerra com chave de ouro.

Eu a definiria como uma música extremamente cativante.

Finalizando o disco, temos a épica “Dallas 1PM”.

Ela começa no estilo de “Strong Arm Of The Law”, mas não se engane, ela é melhor, e até merecia ter seu nome estampado na capa mais do que Strong.

Essa é uma daquelas músicas que você vai curtindo mais a cada vez que vai escutando.

Quanto mais escuta, mais vai se afeiçoando a ela e a curtindo.

Essa música fala sobre um grande filho da puta, o presidente Kennedy, mostrando que o Saxon sempre teve letras politizadas, apesar de não serem o tipo de composição mais frequente da banda.

Para todos, o momento mais marcante de “Dallas 1PM” seja na hora que acontecem os tiros.

Acredito que todo mundo que escute essa música fique esperando esse momento.

A melhor música em todos os tempos que já foi feita sobre algum presidente.

Quando eu ainda não podia legalmente dirigir, nunca tinha paciência para essa música e sempre a pulava na coletânea que eu tinha do Saxon… Quando eu estava tomando banho naquela adrenalina e chegava nela, eu ficava puto. Depois, cresci, comecei a escutar som e comer mulher, e passei a amar essa música, largando de ser um completo vacilão! rsrs

Chegando ao balanco final, eu diria que esse disco pode ser considerado um dos melhores da banda, e deixou um legado de no mínimo 3 grandes clássicos: “Heavy Metal Thunder”, “To Hell And Back Again” e “Dallas 1PM”.


Lista de Músicas:

01. Heavy Metal Thunder 10***
02. To Hell And Back Again 10***
03. Strong Arm Of The Law 9,00
04. Taking Your Chances 9,25
05. 20,000 Feet 8,75
06. Hungry Years 8,75
07. Sixth Form Girls 8,75
08. Dallas 1PM 10*


Tempo total: 37:05


Nota:
9,25
Estrelas: 7
Nota Re-Avaliada: 10*******


Formação:

Biff Byford – Vocal
Graham Oliver – Guitarra
Paul Quinn – Guitarra
Steve Dawson – Baixo
Pete Gill – Bateria


Fatos e Curiosidades:

- Strong Arm of The Law estreou na parada do Reino Unido em # 11.

- O lançamento mundial teve a capa branca, mas nos Estados Unidos e Canadá o disco foi lançado com uma capa preta.

- A ordem das músicas também é diferente nos Estados Unidos: Dallas 1pm, Strong Arm of the Law, Sixth Form Girls, Hungry Years, Heavy Metal Thunder, Taking Your Chances, To Hell and Back Again e 20,000 Ft.

- Em 1997 Strong Arm of The Law foi relançado com Wheels of Steel em uma versão de CD dupla, com as seguintes músicas bonus:

9. 20,000 Feet (Live)
10. Dallas 1 PM (Live)
11. Hungry Years (Live)
12. Strong Arm of the Law (Live)
13. Heavy Metal Thunder (Live)

- Em 2009 o disco foi remasterizado pela EMI in 2009 contendo as seguintes músicas bônus:

Studio B15, BBC Session 25th April 1982:
09. 20,000 Ft (3:17)
10. Dallas 1 PM (6:01)
11. The Eagle Has Landed (7:32)
12. 747 (Strangers in the Night) (4:41)

13. To Hell and Back Again (alternate version) (4:47)
14. 20,000 Ft (Abbey Road mix 2009) (4:10)
15. Mandy (early version of ‘Sixt Form Girls’) (3:58)
16. Heavy Metal Thunder (Abbey Road mix 2009) (4:15)

- Reza a lenda que esse disco teve uma influência no discurso de “morte ao falso metal” do Manowar, considerando que o Saxon estava em turnê com o Black Sabbath em 1980, e Joey DeMaio fazia parte da equipe do Sabbath.

- Em 2002 a banda Paragon coverizou “To Hell and Back Again”.

- Em 2011, “To Hell and Back Again” apareceu na versão para Nintendo Wii do jogo NASCAR The Game 2011.


Creditos:
Por
Victor Kataóka.

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Never Turn Your Back On A Friend é o título do terceiro e mais conhecido álbum do Budgie, banda de Hard Rock formada no País de Gales em 1968 por Burke Shelley (baixo, vocais), Tony Bourge (guitarra e vocais) e Ray Phillips (bateria),

Esse Power Trio é considerado por muitos como “o primo pobre” da trinca Sabbath-Purple-Zeppelin.

No meio underground, é notório um sentimento de ciúmes por parte de alguns fãs do Budgie para com o Led Zeppelin, pelo fato da banda galesa não ter feito 1% do sucesso da banda Inglesa, mesmo sendo notório que ambas as bandas tenham uma qualidade equivalente.

Espere um pouco, o leitor que não conhece o Budgie deve estar se perguntando agora: “Esse cara está dizendo que o Budgie é tão bom quanto o Led Zeppelin?”

Sim meus amigos e minhas amigas, e a maior prova disso está no disco que será resenhado a seguir!

“Never Turn Your Back On A Friend” é um dos discos obrigatórios da década de 70.

Aqui o Budgie passeou de forma marcante pelo Heavy Metal, Hard Rock e Rock Progressivo.

Ao longo da audição o leitor irá se deparar com longas, cruas e pesadas faixas, com passagens climáticas muitíssimo bem feitas e acompanhadas de interlúdios melódicos, fundamentados em um instrumental afiadíssimo.

A seguir, você verá o porque de “Never Turn Your Back On A Friend” não se limitar a ser considerado um dos melhores (se não o melhor) disco do Budgie, mas também um disco obrigatório da década de 70, e que colocou o Budgie no mesmo patamar de genialidade que o Zeppelin e outros grandes monstros do rock pesado.

Never Turn Your Back On A Friend é um disco tão fantástico, que a sua estrutura no que diz respeito à disposição das músicas beira a perfeição, afinal, esse disco trás uma das melhores músicas de abertura que um disco de rock pesado pode ter, e ao mesmo tempo, uma das melhores músicas de encerramento.

A música de abertura no caso é “Breadfan”, clássico dos clássicos imortal.

“Breadfan” tem um dos melhores riffs do rock pesado de hoje e de sempre. “Breadfan” tem uma das melhores entradas dos anos 70. “Breadfan” é Heavy Metal puro feito em 1973, e para alguns, é o primeiro registro do Thrash Metal (o que discordo).

Escute esse riff e fique indiferente a ele, eu o desafio.

Quando entram os vocais, a primeira coisa que veio na minha cabeça foi “isso sim é rock and roll, o verdadeiro rock and roll, se a palavra atitude tivesse uma sonoridade uniforme, com certeza ela seria “Breadfan”.

Ao escutar essa música, é como se eu tomasse um energético, não consigo ficar parado, se colocar quatro putas na minha frente, eu como todas…E sem cuspe! Haha.

Como se não bastasse, “Breadfan” é tão perfeita, que no meio da música, o ouvinte é presenteado com uma fabulosa passagem acústica de um minuto e meio, que tem um baixo fodástico, criando uma grande atmosfera, e que lembra bem as baladas do disco anterior, resumindo, a cara do Budgie! Aquele instrumental, sereno, bonito, e em certos momentos sombrio. Mas, então volta o peso e “a merda já está feita”.

Essa música é um arregaço, do começo ao fim.

Digo e repito: Ninguém fica indiferente a “Breadfan”, quem escuta não esquece. E o que veio depois foi cópia.

Sempre me espanto quando lembro que essa música foi feita em 1973.

Para vocês verem como “Breadfan” é tão pesada, e o budgie estava tão a frente do seu tempo, basta lembrar que a versão do Metallica, feita 13 anos depois, ainda não consegue ser tão Heavy e matadora quanto a do Budgie, feita no ano que o Heavy Metal ainda estava aprendendo a andar.

Ao final da audição, o espanto: Se passaram 6 minutos, mas a impressão é que foram 2 ou 3…

E para quem não consegue entender o sentido da letra, fica a dica: “Breadfan” significa louco por dinheiro.

“Baby Please Don’t Go” é uma das músicas mais coverizadas da história, e o Budgie não podia ficar de fora dessa. Sem dúvidas uma das melhores versões que eu já ouvi, diria até que ela ficou no mesmo nível da versão do AC/DC (que por sinal é mais nova que a do Budgie), e olha que eu sou o maior fã do AC/DC no mundo inteiro!

Alguns pequenos detalhes fazem toda a diferença, e os gritos abafados no começo da música fizeram essa diferença, até porque esses gritos debochados realmente são o toque de irreverência e criatividade do Budgie.

Adoro escutar o baixo chapado sendo acompanhado pelo solo, não tem como não se empolgar com essa música.

A versão do Budgie ficou extremamente groovy, e inclusive, eu diria que o baixo aqui foi determinante no andamento desse cover fenomenal.

A suave “You Know I’ll Always Love” mostra bem como na maioria das vezes Burke Shelley acaba se saindo melhor nas baladas.

Bonita, feita para as rádios. Tinha potencial.

Mesmo com o título, e sendo curta, a letra não é clichê, muito pelo contrário. Poderia ter sido um interlúdio em uma faixa pesada, mas acabou tomando viva própria.

Depois da calmaria, entra outro clássico na seqüência: “You’re the Biggest Thing Since Powdered Milk”. Vejam que título bizarro.

Aqui vemos mais uma faceta do Budgie:

O lado bem humorado.

Afinal de contas, qual banda faria uma música “romântica”, onde um rapaz se declara a sua amada dizendo que ela é a maior coisa pra ele desde…Leite em pó?

Essa música é o primeiro épico do disco. A primeira parte é um solo de bateria muito interessante, sua primeira metade lembra várias músicas dos dois primeiros álbuns, e do meio pro fim ela ganha um grande andamento, bem mais firme e pesado. “You’re the Biggest Thing Since Powdered Milk” tem grandes partes progressivas, mas nos momentos que entram os vocais, especialmente no segundo, ela se mostra um hardão de primeira, essa levada é muito foda. Talvez o instrumental não devesse ter sido tão esticado, mas uma grande música sem dúvidas, um clássico.

Aqui, os vocais têm momentos de Ian Gillan e Robert Plant, enquanto as linhas de baixo contribuem bastante para a sua levada hipnótica que é apresentada a partir dos 5 minutos.

Música bastante sofisticada e bem elaborada, mais um clássico da banda, e para muitos, uma música que adiantou uma estrutura que seria aperfeiçoada por bandas como Iron Maiden e Cia.

Para muitos, “In the Grip of a Tyrefitter’s Hand” é um clássico, e uma música que apresenta 2 acordes que foram bem pioneiros.

Particularmente, eu sempre achei um exagero qualificar essa música como clássica, apesar dela ser muito boa, e ser consenso geral que é uma das melhores músicas do Budgie para se escutar depois de fumar um baseado.

“In the Grip of a Tyrefitter’s Hand” parece ter vindo direto do Vol 4 do Black Sabbath.

Ela tem uma levada progressiva, como várias outras do Budgie, é pesadona e arrastada, mas no geral, não tem nada de mais, nada de especial que outras músicas na linha dela não tenham.

O que eu acho que a banda deveria ter feito era ter diminuído o tempo dela.

Se você prestar atenção, os 2 minutos iniciais, por exemplo, são muito esticados.

Acredito que se ela tivesse sido picotada em 4 minutos ficaria perfeita, pois é o tipo de faixa, que se você não escutar com atenção, pode se tornar maçante.

Mas como eu já disse, acompanhada de um bom baseado, ela se torna a melhor música do mundo.

Enfim, mais uma faixa progressiva da banda, e nesse caso, pesada e arrastada, com o baixo ditando o ritmo, e um final excelente.

Apesar do instrumental se sobressair, a letra é relativamente grande, e quase não apresenta versos repetidos.

Para quem não entendeu a letra, que fala sobre algum clima de tensão envolvendo um borracheiro (!), saiba que é exatamente isso, veja mais informações sobre o sentido da letra nas curiosidades.

“Riding My Nightmare” se parece com várias outras baladas do Budgie, o que é ótimo.

Uma das baladas da banda que seguem uma linha folk, e vejam só, até agora já fomos presenteados com Rock, Hard,Heavy,Prog, e agora um pouco de folk.

O Acorde inicial é semelhante a “Feebird”, e os vocais de Burke Sherlley são muito bonitos.

Apesar de ser uma música doce e delicada, a sua letra é meia sinistra…Ponto para o Budgie.

Para fechar o disco com chave de ouro, uma das obras primas do Budgie.

Com seus mais de 10 minutos, a épica “Parents” é um dos grandes clássicos da banda, mas eu diria que também é um grande clássico da década de 70, e porque não, da história da música?

Essa balada, que com o passar dos anos se convencionou a ser classificada de “Power Ballad”, é um dos exemplos da genialidade da banda Galesa, que a deixam no patamar de Led, Purple, Floyd, Crimson e Cia.

A letra, uma das melhores composições da banda, fala sobre a relação pais-filhos, transição de idade e reflexão sobre a vida.

A estrutura de “Parents” é bem interessante, pois vai desde o prog, passando por texturas jazzísticas (vejam o solo, por exemplo) e tendo o peso do Heavy bem acentuado.

Vale salientar que mesmo ela sendo um épico de 10 minutos que não muda radicalmente, “Parents” não se torna maçante. Aqui as viradas da batera soam mais intensas do que em qualquer música pesada.

Extremamente melancólica e classuda, “Parents” é belíssima em todos os aspectos.

E como o Budgie é uma banda bem perfeccionista, aqui, os detalhes do barulho do mar batendo nas pedras, e da guitarra de Tony Bourge imitando gaivotas, tudo isso serve pra deixar a atmosfera dessa música ainda mais arrebatadora.

As linhas de baixo são cativantes, a bateria consegue dar o peso que a música pede, e Burke Shelley, que filho da puta, ainda consegue tocar essas linhas de baixo cantando de forma extremamente serena.

Finalizando com um Hard Prog em alto estilo, chegamos a fácil conclusão que  Never Turn Your Back On A Friend é um álbum riquíssimo, uma das grandes pérolas dos anos 70.

Eu poderia resumir esse álbum em uma frase:

Parece uma coletânea Best Of!


Imagens:


Lista de Músicas:

01. Breadfan 10***
02. Baby Please Don’t Go 10**
03. You Know I’ll Always Love You  9,0
04. You’re the Biggest Thing Since Powdered Milk 10*
05. In the Grip of a Tyrefitter’s Hand 8,0
06. Riding My Nightmare 8,75
07. Parents 10***


Tempo total: 41:49


Escute as Músicas


Nota:
9,5
Estrelas: 9
Nota Re-Avaliada: 10**********


Formação:

Burke Shelley – Vocal Baixo
Tony Bourge – Guitarra
Ray Phillips – Bateria

Vídeos:


Fatos e Curiosidades:

- Após o lançamento de Never Turn Your Back On A Friend, desentendimentos internos culminaram com a saída de Ray, entrando em seu lugar Pete Boot, porém o estilo da banda permaneceu praticamente o mesmo, já que Ray e Pete tinham estilos bem semelhantes.

- Tirando o cover “Baby Please Don’t Go “,de Big Joe Williams, todas as outras músicas foram escritas por B. Shelley, T. Bourge e R. Phillips.

- A arte da capa ficou novamente a cargo de Roger Dean, enquanto a produção ficou a cargo da banda, e o álbum foi gravado no estúdio Rockfield Studios, no País de Gales.

- “Breadfan” foi coverizada pelo Metallica em 1988

- Em 1999 o Red Hot Chili Peppers plagiou “Breadfan” lançando a música “Around the World”

- O que muitas pessoas talvez não saibam, é que na verdade Budgie é uma gíria usada no País de Gales para descrever uma “namorada”, mas, nos estados unidos é um nome muito usado em pássaros, o equivalente a “lôro” no Brasil, daí as capas terem todas o pássaro como protagonista principal.

- Remastereizado e Re-lançado em 2004 com 3 faixas bônus:

1. “Breadfan (gravado em 2003, por Burke Shelley, Steve Williams e Simon Lees em um studio móvel durante uma turnê)”
2. “Parents (2004 Acoustic Version, por Burke Shelley e Tony Bourge )”
3. “Breadfan (Live 1973)”

- O CD ainda contém o video de “Breadfan”, gravado no The Old Grey Whisltle, em 1973( Burke Shelley, Tony Bourge, Ray Phillips).

- “In the Grip of a Tyrefitter’s Hand” foi escrita após um fato curioso ter acontecido com a banda em Bridgend, Gales, quando eles iam tocar e a van de Phillips furou o pneu, e ao levar o carro para o conserto, o borracheiro cobrou uma fortuna para a banda, ameaçando não consertar o carro caso eles recusassem a pagar tão caro, o que traria uma conseqüência: o Budgie perderia o show.


Creditos:
Por
Victor Kataóka.

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Kenny Nicholson foi um grande guitarrista da N.W.O.B.H.M. Ele fez parte da 1ª formação do Black Rose, e entrou para a história ao gravar grandes solos e riffs nos discos das bandas Hammer, Holland e Fast Kutz.

Logo, foram justamente essas três bandas as escolhidas para ceder suas músicas para esse “H2R Apresenta: O Melhor de Kenny Nicholson”.

Essas três bandas, Holland, Hammer e Fast Kutz são extremamente desconhecidas, mas, deixaram gravadas algumas músicas excelentes, então eu acho essa coletânea altamente recomendada para todos os fãs de Hard Rock e Heavy Metal Tradicional.

“Shout It Out” é uma das faixas mais pesadas do disco do Holland. Aqui temos um Hard mesclado com Heavy, bem no ponto. Vibrante, os seus poderosos refrões são idênticos a vários refrões de bandas de Hair Metal da segunda metade da década de 80. O som da bateria também ajuda. “Shout It Out” acerta em cheio os fãs de Hard Rock Oitentista, e ao mesmo tempo não faz feio para os fãs de metal. Uma faixa que agrada gregos e troianos.

Fórmula desgastada, mas que sempre funciona.

“Do It” é a música mais pesada do disco. Aquele riff pesadão do início é foda! Hard e Heavy bem executado, incisivo e polivalente. Finalmente um Hard Rock mais “maxo”. Sempre piro nos riffs de “Do It”, aqui as guitarras voam! E quem pensa que essa música é só peso se engana, pois a melodia é tímida, mas precisa.

Já “Liar” foi à tentativa mais bem sucedida do Holland em mesclar o Hard com o Heavy.Um dos melhores refrões do álbum, e com certeza um dos melhores solos também.

Música de abertura mais adequada que “Caution to the Wind” não existe. Essa música trás uma mistura incrível de Hard Rock com Speed Metal. Sim meus amigos, e essa mistura bizarra funcionou!

Os riffs e o coro arregaçaram, mas o ponto alto é o teclado, que deu um toque classudo para a velocidade que nos é apresentada.

Eu acho essa música genial, ela é rápida, pesada, mas não deixa de soar em momento nenhum refinada, com aquela alma Hard Rock que foi tão presente no disco do Holland.

Em “Hard Hittin’ Woman” a coisa toma outro rumo e o peso entra em cena, a letra é ótima, e aqui temos uma música com riffs autênticos da N.W.O.B.H.M.

Bem metal mesmo, com todos os elementos que a época pede, desde os vocais de apoio, a guitarra dobrada, a paradinha da bateria, os vocais empolgados, aquele clima festivo e etc.

A fórmula pode ser batida, mas eu não consigo enjoar!

“Contract With Hell” é um disco considerado por muitos como clássico, Cult, e etc. Se tem alguma música que fez esse status, sem dúvidas foi “Across the Line”, um épico de 8 minutos, que destila elegância e peso.

Aqui temos um pouco de Whitesnake, um vocal na linha Glenn Hughes, e principalmente, teclados muitíssimo bem encaixados.

Teoricamente, o “Hard Rock” mais puxado para a farofa e/ou AOR não deve ser muito grande, mas “Across the Line” quebra esse paradigma, e de uma forma grandiosa.

A melodia aqui é sensacional, a banda acertou em cheio, em todos os aspectos.

Marty (Doggy) Wilkinson fornece justamente o que a música pede, e Marty Day mostra que a sua pegada mais pesada e ritimada nas baquetas fizeram toda a diferença na música.

Observe com atenção, o grande trunfo de “Across the Line” é justamente o fato de que apesar dela não ter nenhuma grande virada de ritmo, e mesmo se mantendo até o final no ritmo que começou, ela não soa enfadonha em momento algum, e pra mim, isso é algo muito raro de acontecer, visto a sua estrutura musical.

“Burnin’” é quase Speed Metal, e segue a linha do Judas Priest da época. O interessante ao resenhar essa música é mostrar que a qualidade dela é proporcional as falhas na sua gravação. Primeiro que a bateria, que é muito importante aqui, soa totalmente abafada. Segundo que na primeira quebra, quando entra o baixo, o som fica inaudível, o baixo simplesmente some. Os pontos positivos são o bom desempenho do vocal e o solo sensacional de um Kenny Nicholson no seu auge.

“Driving Me Crazy” é outra claramente prejudicada pela má produção. Vejam que entrada fulminante, digna de um Iron Maiden ou Judas Priest. Aqui a meu ver é onde os vocais foram melhores explorados. Essa música é cheia de energia, bem parecida com o começo do Iron Maiden, entre outras bandas.

É uma pena a cozinha ter soado tão abafada, pois nós podemos notar que Paul Fowler e Neville Percival fizeram um grande trabalho.

Destaque? Keith Davison, um monstro nos vocais, o final de “Driving Me Crazy” é simplesmente emocionante.

Um exemplo claro de Heavy Metal Tradicional no seu ápice do feeling aliado ao peso do rock.

“Play With Fire” é mais uma que fala sobre relações entre pessoas e apresenta um Heavy Metal com o selo de qualidade primeira metade dos anos 80. Aprendam crianças, pode não ser uma música clássica, mas ela é um grande exemplo “daqueles metais tradicionais dos anos 80, os anos de ouro do Heavy Metal”.

O que é melhor aqui, a atuação do inspiradíssimo Keith Davison(que as vezes me lembra os vocais de Rock and Roll Rolf, do Running Wild) ou do endiabrado Kenny Nicholson? Deixo a resposta ao leitor, pois essa dupla fez miséria nessa música.

“Fight To Be Free” é considerada a grande música do Fast Kutz, e não é para menos. Ela tem um andamento galgado em riffs poderosos, refrões igualmente fortes, e as semelhanças com a sonoridade dos Holandeses do Picture são grandes. O Feeling e o peso caminham de forma cirúrgica. É difícil ficar indiferente a uma música com uma levada como essa. Quando você escuta já no começo, a partir dos 16 segundos, e entra aquele riff, é uma energia gritante. Feita para ser tocada ao vivo, e a ausência de velocidade em “Fight To Be Free” definitivamente não é sentida.


Lista de Músicas:

01. Shout It Out (Holland) 8,5
02. Do it (Holland) 9,25
03. Liar (Holland) 8,5
04. Caution To The Wind (Hammer) 9,5
05. Hard Hittin’ Woman (Hammer) 8,75
06. Across The Line (Hammer) 9,25
07. Burnin’ (Fast Kutz) 8,5
08. Driving Me Crazy (Fast Kutz)  9,5
09. Play With Fire (Fast Kutz) 8,75
10. Fight To Be Free (Fast Kutz) 9,25


Tempo total: ?


Escute as Músicas


Nota:
9,25


Formação:

Holland

Marty (Doggy) Wilkinson – Vocal
Kenny Nicholson – Guitarra
Bob Henmann – Guitarra
Graeme Hutchinson – Baixo
Marty Day – Bateria

Hammer

Marty (Doggy) Wilkinson – Vocal
Kenny Nicholson – Guitarra
Bob Henman – Guitarra
Graeme Hutchinson – Baixo
Marty Day – Bateria

Fast Kutz

Keith Davison – Vocal
Kenny Nicholson – Guitarra
Neville Percival – Baixo
Paul Fowler – Bateria


Fatos e Curiosidades:

- Kenny começou a tocar guitarra com 15 anos. Ele começou a tocar porque na escola isso atraia muitas mulheres. Também contribuiu o fato dele ter visto o Slade no Top of the Pops.

- Com o passar do tempo, e muito treinamento, Kenny foi melhorando, e quando ele tinha 21 anos, tocou com um amigo, e nessa apresentação eles fecharam com Kenny dando um show em “God Save The Queen”.  Essa performance chamou a atenção de três caras que integravam uma banda chamada Ice, que chamaram Kenny para se juntar a eles.  Com ele a banda fez alguns shows, e pouco tempo depois eles mudaram o nome para Black Rose, e com o novo nome, a banda começou a fazer um certo nome, tocando em lugares melhores, e para um público maior.

- Após alguns anos, surgiu uma oportunidade para ele tocar em uma banda local chamada White Spirit (a famosa banda que teve um membro do Iron) – que já tinha um álbum lançado.  Kenny foi para a audição, mas acabou não conquistando a vaga, e o curioso foi que ele tinha decorado todos os solos do disco, nota por nota, como tinham indicado pra ele fazer, mas o cara que conseguiu a vaga apenas tocou seus próprios solos, isso o deixou muito puto! Depois desse episódio ele decidiu deixar o Black Rose e formar sua própria banda.  Ele juntou algumas pessoas, mas ainda não conseguia achar um bom vocalista, até que ele viu um show de uma banda chamada Red Dog que tinha um vocalista chamado Doggy. Kenny convenceu Doggy a se juntar a ele.

- A banda se chamava Holland, com Kenny escrevendo a maioria das músicas, que depois de muitos shows, conseguiu um contrato para gravar um disco em 1984, lançando um álbum chamado Early Warning. A banda fez vários shows pelo país e deu muitas entrevistas para o rádio.  Eles lançaram em 1985 um segundo álbum chamado Contract with Hell, mas com outro nome, Hammer, por problemas na justiça com outra banda chamada Holland.  Durante a gravação desse álbum, as coisas ficaram tensas entre a banda, pois Kenny estava insatisfeito com o direcionamento musical da mesma, pois queria tocar Heavy Rock, diferente do resto da banda.  Então, após o lançamento, Kenny saiu para formar outra banda.

- Kenny conseguiu outro contrato e formou a banda Fast Kutz, que em1987 lançou um álbum chamado Burnin’, que era bem mais Heavy e que foi elogiado por Ozzy. A banda chegou a gravar um segundo álbum, nunca lançado por problemas com a gravadora.

- Desiludido, Kenny deu um tempo com as bandas, mas ainda surgiu a oportunidade de tocar em um projeto chamado Black Market, mas Kenny acabou tendo que sair por problemas envolvendo mulheres e a banda (traição, divórcio e etc.). Depois, ele entrou em outro projeto, uma banda cover chamada Outrageous Wallpaper, em 1993.

- Kenny saiu da banda antes que eles lançassem um álbum de músicas próprias, e atualmente estava tocando em uma banda que prestava tributo a Paul Rodgers, que depois de duas décadas, finalmente trouxe algum sucesso para Kenny, que não sabia o que era estar na mídia desde a época do Fast Kutz, no fim dos anos 80.

- Em 2010, com a banda “The Paul Rodgers Story” fazendo relativo sucesso, foi especulado uma volta da dupla Kenny Nicholson e o vocalista Doggy (ex Hammer e Holland).

- Os 5 álbuns favoritos do guitarrista:  Jimi Hendrix – Are You Experienced ,Deep Purple – Made In Japan, Gary Moore – Corridors of Power,Ozzy Osbourne – Blizzard of Oz e   Van Halen – Van Halen.


Creditos:
Por
Victor Kataóka.

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